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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Antenógenes Silva

antenogenessilva

Antônio Honório da Silva, ou Antenógenes Silva, Compositor e Acordeonista, conhecido como “O Mago do Acordeon”. Nasceu em Uberaba MG, em 30/10/1906, onde fez os seus primeiros estudos. Aprendeu a tocar Acordeon e também estudou Teoria Musical. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 09/03/2001.

Era filho de Olímipio Jacinto da Silva, serralheiro, ferrador de cavalos e acordeonista, e de Maria Brasilina de São José. Pelo lado materno, descendia do então empobrecido Barão da Ponte Alta. Freqüentou a escola por apenas dois anos, começando a trabalhar muito cedo. Já nessa época, tocava acordeão e compunha.

Em 1927, trabalhando como servente de pedreiro, mudou-se para Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e iniciou sua carreira artística. No ano seguinte, na capital paulista, começou a tocar na Rádio Educadora. Em 1929, gravou seus primeiros dois discos na Victor, interpretando o choro Gostei da Tua Caída, o maxixe Saudade de Uberaba, e as valsas Norma e Feliz de Quem Ama, todas de sua autoria. Gravou também na Orion e na Arte Fone. Em 1931, casou-se com Marcília Marinari, violinista e locutora com o nome artístico de Léa Silva, que, depois de atuar na Rádio Nacional, foi para os Estados Unidos trabalhar na CBS e na NBC.

Mudou-se para Rio de Janeiro em 1933, tornando-se desde então nacionalmente conhecido. Acompanhou grandes intérpretes nacionais e internacionais, entre eles, Lucienne Boyer e Marta Eggerth. Em 1934, fez uma turnê pela Argentina, e chegou a gravar com Carlos Gardel e Libertad Lamarque.

Foi o primeiro a tocar música lírica no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nunca deixou de se aperfeiçoar, tendo aprendido harmonia, solfejo e orquestração com Guerra Peixe. Foi também professor de Luiz Gonzaga, quando este ainda era não era famoso.

Em 1949, tendo concluído o curso primário em São Paulo, fez o ginásio em Niterói, formando-se depois em química industrial.

Antenógenes sempre manteve uma atividade paralela à vida artística, como comerciante de queijos. Depois de se formar, fundou o Laboratório Creme Marcília no Rio de Janeiro, do qual foi diretor-presidente.

Em 1957, ganhou o primeiro lugar no concurso patrocinado pela fábrica de gaitas Honner, realizado em Trossingen, na Alemanha, tendo sido considerado um dos maiores acordeonistas do mundo. Nessa ocasião, recebeu convite para apresentações no Conservatório de Paris. Dois anos depois, fundou a Rádio Federal de Niterói, que ajudou, literalmente, a construir com as próprias mãos.

Conhecido como O Mago do Acordeão, tem uma extensa discografia. Durante muitos anos, manteve no Rio de Janeiro uma escola de acordeão, com cursos de teoria, solfejo e harmonia. Compôs valsas, tangos, xotes, mazurcas, sambas, rancheiras e outros ritmos. Gravou mais de 130 composições de sua autoria sozinho ou com diversos parceiros.

Antenógenes Silva faleceu em 09/03/2001 no Rio de Janeiro, aos 94 anos, vítima de insuficiência renal.

A POLÊMICA “SAUDADE DE MATÃO”

Saudades de Matão é uma valsa composta por Jorge Galati em 1904, quando maestro da banda ítalo-brasileira de Araraquara.

Até 1920, quando a música já era bastante popular, pouco se sabia sobre sua autoria, sendo mesmo considerada um tema popular. Então, através da revista paulista A Lua, Galati foi identificado como o compositor da valsa. Seu título original era Francana.

Por volta de 1905, a valsa começou a ser executada no Rio de Janeiro sem indicação de autoria. A mudança do título ocorreu aproximadamente em 1912, sem o conhecimento de Galati, e passou a se chamar Saudades de Matão. O responsável foi o músico Pedro Perches de Aguiar, então residente em Taquaritinga.

Em 1949, o mesmo Perches decidiu reivindicar a autoria da música para si, criando uma grande polêmica na mídia. O assunto mereceu rigorosa pesquisa de Almirante, cujo arquivo possuía uma variada documentação a favor de Jorge Galati, como, por exemplo, uma declaração de 1904, registrada em cartório, do então prefeio de Araraquara, afirmando ter ouvido Galati interpretar a valsa Francana muitas vezes.

Outro a reivindicar a autoria da música foi o acordeonista uberabano Antenógenes Silva. Em 1938, a música recebeu letra de Raul Torres, que a gravou ao lado de seu sobrinho Serrinha, obtendo grande sucesso. Outro intérprete notável desta valsa foi Carlos Galhardo, que a gravou duas vezes, em 1941 e 1958.

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  1. As Três da Manhã (Antenógenes Silva) 1939
  2. Até o Mar Chorou (Antenógenes Silva) 1958
  3. Aurora (Zequinha de Abreu) 1951
  4. Branca (Duque de Abramonte e Zequinha de Abreu) 1952
  5. Dirce (O. Azevedo) 1956
  6. Linda Paraguaia (Antenógenes Silva) 1953
  7. Luar de Paris (Antenógenes Silva) 1958
  8. Matuto (Antenógenes Silva)
  9. Meu Coração (Antenógenes Silva) 1944
  10. Saudade ao Luar (Antenógenes Silva)
  11. Saudade de Ouro Preto (Antenógenes Silva) 1956
  12. Saudoso Luar (Antenógenes Silva) 1943
  13. Suely (Antenógenes Silva e Miguel Lima) 1943
  14. Telefone Cruel (A. Silva e Ernani Campos) 1943
  15. Última Seresta (Antenógenes Silva) 1938
  16. Valsa da Manhã (Antenógenes Silva)

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2 comentários:

  1. Nossa..muito bom mesmo!!! meus Parabens pela postagem!! As musicas desse grande gaitero são muito dificeis de achar!!
    Parabens novamente!
    :D
    abração

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  2. Quero agradecer por esta postagem, só não gostei do UBERABANO, pois sou um UBERABENSE de quatro costados

    compadre godoi

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