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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

sábado, 31 de outubro de 2009

Almoço com Eli Silva e Zé Goiano

Eli Silva e Zé Goiano

No próximo dia 08/11, tem um almoço com Eli Silva e Zé na Chácara Vitória, próxima ao recanto dos Nobres, municipio de Agudos, bem na divisa com Bauru. Será servido porco no rolete, além de outras guloseimas.

Reservas de convites com o Ivan Arraes pelos telefones (14) 3224-3961 e 9772-3281.

Vindo de Agudos para Bauru, pela SP 300, Rodovia Marechal Rondon, entrar na estrada municipal à direita (terra). Siga em frente e vire à direita no primeiro cruzamento. Mais ou menos 1500 metros da Marechal Rondon.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Santos Pereira, Richel e Branquito (1980)

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Os Cancioneiros da Fronteira, formado por Santos Pereira, Richel e Branquito, todos de Bauru, surgiu nos anos setenta e gravou esse único disco em 1980. Santos Pereira, até bem pouco tempo ainda morava por aqui, mas não consegui localizá-lo para obter mais informações sobre o trio; Richel, como diz Rolando Boldrin, foi para o andar de cima antes do combinado, infelizmente; do Branquito, a última notícia que tive dava conta de que estava morando na cidade de Jaú. Do Contrabaxista, Tchepo, que aparece na contra-capa, não consegui nenhuma informação.

Neste álbum podemos destacar, pelo menos, duas páginas bem conhecidas nossas: “Flor de Guavira”, gravada por Praião e Prainha em 1971, por Bia e Dino Franco em 1974 e “Pedaço de Poema” gravada por Bia e Dino Franco em 1977, Dino Franco e Mouraí em 1983.

Aproveitando a oportunidade, presto a minha sincera homenagem, com muita saudade, ao meu grande saudoso amigo “Athayde Falsetti” que escreveu, nada menos, que cinco páginas deste álbum, com destaque para a música “O Patriota”; música esta que, por muitas vezes, cantei com ele no Bar do Bigode, na Baixada do Silvino, em Bauru

Tião Camargo

  1. O Patriota (Athayde Falsetti e Valter Neto)
  2. Canção Prá Lua (Athayde Falsetti)
  3. Flor de Guavira (Dino Franco e Tertuliano Amarilha)
  4. Solitário (Cidimar e Gentil Rossi)
  5. Fim de Um Drama (Athayde Falsetti)
  6. Basta Sorrir (Richel)
  7. Chuvas e Lágrimas (Verinha)
  8. Triste Passado (Athayde Falsetti e Luiz Leme)
  9. Sonhos de Mato Grosso (Cidimar)
  10. Não Te Perdoo (Athayde Falsetti e Sulino)
  11. Pedaço de Poema (Flávio Mattes e Milongueiro)
  12. Escadas do Mundo (Cidimar e Carlut)

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bruninho da Viola

Encontrei esse video na internet, achei fantástico e decidi postar aqui no Saudade Sertaneja. Esse menino é uma das garantias que temos de que a Verdadeira Música Sertaneja não vai morrer tão cedo. Se queremos preservar nossa cultura, nossa música, precisamos abrir espaço e divulgar nossos jovens violeiros. Parabéns, Bruninho!

Bruninho da Viola Contato: (15) 3522-2315 ou (15) 97134030

E-mail: bruninhodaviola@hotmail.com

Se alguém tem informações sobre esse jovem violeiro, ficaremos grátis se nos enviar. Tentei entrar em contato através dos telefones acima, mas não tive sucesso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Saudade Sertaneja Edição Especial (Mariano e Seus Parceiros)

Casinha Sertaneja

Nessa quinta edição da Coletânea “Saudade Sertaneja”, além de brindar a todos com essas verdadeiras jóias sertanejas, resolvemos prestar nossa homenagem ao grande e saudoso piracicabano Mariano da Silva que, juntamente com seu irmão Rubens da Silva, formou a primeira dupla sertaneja do Brasil, há oitenta anos. Selecionamos para esse álbum algumas músicas que ele gravou com seus diversos parceiros ao longo de sua gloriosa carreira. Dentre esses parceiros está o Caçulinha, filho do Mariano, o mesmo que até recentemente era o maestro do Domingão do Fautão.

  1. A Jurity (Mariano e Caçula) - Mariano e Caçula (1932)
  2. Carreiro Caprichoso (Serrinha) - Mariano e Serrinha (1937)
  3. Coco Baiano (Mariano) - Mariano e Luizinho (1940)
  4. Deixei de ser Carreiro (Mariano e Laureano) - Mariano e Laureano (1945)
  5. Lola Mariana (Mariano) - Mariano e Laureano (1945)
  6. Moda do Muchirão (Mariano e Caçula) - Mariano e Caçula (1935)
  7. Nhô Tudeco (Mariano e Caçula) - Mariano e Caçula (1933)
  8. No Morro do Jaraguá (João Batista) - Mariano e Luizinho (1940)
  9. Nuvens que Passam (Mariano e Alcides Alves) - Mariano e Luizinho (1940)
  10. O Bonde Camarão (Cornélio Pires e Mariano) - Mariano e Caçula (1929)
  11. Onde Foi Você (Bolinha) - Mariano e Biazinho (1952)
  12. Peão de Boiadeiro (Herculano Silva e J. Macedo) - Marinao e Caçula (1939)
  13. Pelejo Pra te Deixar (Biazinho e Gauchito) - Mariano e Biazinho (1952)
  14. Recortado do Jogo (Mariano e Caçula) - Mariano e Caçula (1937)
  15. Saudade de Matão (Raul Torres, Jorge Gallati e Antnógenes Silva) - Mariano e Serrinha (1937)
  16. Sô Cabocro Brasileiro (Cornélio Pires e Mariano) - Marinao e Caçula (1929)
  17. Toada de Cana Verde (Cornélio Pires e Mariano) - Marinao e Caçula (1930)
  18. Trem Bão (Biazinho) - Mariano e Biazinho (1952)
  19. Trinta Anos Depois (Bolinha) - Mariano e Biazinho (1952)
  20. Um Bocadinho Só (Jony Andrade e Mariano) - Mariano e Caçulinha (1955)
  21. Viagem Perigosa (Agenor P. Carvalho, Mariano e Biazinho) - Mariano e Biazinho (1952)
  22. Violeiro Gabola (Nhô Pai) - Mariano e Caçulinha (1955) Pai e Filho

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Crepúsculo Caipira

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Como um escurão noturno pontilhado por vaga-lumes, vai a vastidão da vida de um ser sensível aos males que o cerca abrindo covas em seu peito de onde brotam lágrimas que inebriam seu olhar já sexagenário.

Porem, o desafio maior é conviver com a cicatriz do tempo que volta e meia ainda sangra e nos remete a cenas que sempre presentes são como chumbo a nos calar nos ombros.

Lembro-me que em uma tarde seca de setembro, ainda antes da primavera, o crepúsculo tingia de escarlate o garço horizonte, o sol parecia arrastar consigo a ultima nesga do dia, a noite chegava com a lassidão do tempo e os pássaros buscavam abrigo na restinga que sombreava os barrancos de um caminho fundo por onde descia um animal em busca do rio. Aves noturnas ensaiavam seus primeiros vôos, o breu da noite levava um curiango aos primeiros piados que alternava com uma coruja que também piando rasgava a noite e chegavam como arrulhos aos ouvidos de um labrego que, da soleira do seu beira chão, assistia ao inexorável envolver noturno que mal deixava ver uma figueira solitária e carrancuda, lindeira a um corredor onde todas as manhãs uma procissão camponesa esgueirava pelo barranco fugindo dos capins ornados por perolas de orvalho.

Há também uma velha paineirona de tronco pedregoso cujos espinhos eram como cornijas ali depositados pelo tempo para embelezar tão portentoso caule que a quase meio século ostenta uma enorme copa onde um galho seco aponta para o poente fitando o pôr do sol, é nessas arvores que residem toda a prosa , poesia ,sentimento de saudades, todo o credo, crença, fé e a própria alma de um caboclo...

Lazaro Carneiro.(14) 32042710, 91165354 lazaro.carneiro@yahoo.com.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Zé Tapera e Teodoro - Amor Que Eu Perdi (1971)

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  1. Amor Que Eu Perdi (Zé Tapera e Nhô Cido)
  2. Amor Sem Preço (Teodoro e Marcos Atibaia)
  3. Coração Sem Dono (Zé Paioça)
  4. Despacho de Macumba (Teodoro e Marcos Atibaia)
  5. Eu Não Chorei (Bolinha)
  6. Fazendeiro Sanguinário (Zé Tapera, Paulistano e Pedro Capeche)
  7. Filho do Diabo (J. Farah e Roque José de Almeida)
  8. Minhas Namoradas (Zé Tapera e Arnaldo Diniz)
  9. Não Vai Embora (Zé Tapera e Zé da Praia)
  10. Obrigado Doutor (Paiozinho e Benedito Seviero)
  11. Surpresa da Vida (José Mendes)
  12. Vai Embora Tristeza (José Mendes)

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tião Camargo e Jotha Camargo - Gravações Caseiras

Jotha Camargo, Zeca e Tião Camargo

Jotha Camargo, Zeca e Tião Camargo

  1. As Três Namoradas (José Fortuna e Dino Franco)

  2. Cabocla Tereza (Raul Torres e João Pacífico)

  3. Chitãozinho e Chororó (Serrinha e Athos Campos)

  4. Esteio de Aroeira (José Fortuna)

  5. Lampião a Querosene (José Ferreira)

  6. Lembrança (José Fortuna)

  7. Paineira Velha (José Fortuna)

Essas gravações foram feitas ao vivo na festa de aniversário do meu amigo Dirceu Alves de Lima “Tota”, no dia 04/10/2009, na Venda da Água do Paiol, Rodovia Bauru-Marília.

Aproveitei para homenagear um dos grandes ícone da nossa Música Sertaneja Raiz, o Zeca da saudosa dupla Zico e Zeca, hoje formando dupla com seu sobrinho Jarbas, filho do Zico, a quem dedico essas gravações com apreço e admiração.

Aliás, o Zeca está aqui em Bauru hoje e acabou de dar uma entrevista no Programa “No Repique da Viola” do meu mano Jotha Camargo.

Jacó e Jacozinho - Amado e Antônio

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Nascidos em Assis-SP, filhos de Gabriel Jacob (1902 - 1979) (grande catireiro paranaense conhecido como Jacó da Viola) e de Dona Maria Joana de Jesus (1911 - 1982), Jacó e Jacozinho, de acordo com diversos biógrafos, teriam formado a dupla a partir do Trio Flor da Mata, formado por três filhos do casal.

A dupla que se iniciou com o nome "Jacó e Jacozinho" era formada por Benedito Jacob e Amado Jacob, que gravaram os dois primeiros discos 78 RPM. Já no primeiro LP, gravado em 1964, a dupla passou a ser formada por Antônio Jacob (Jacó) e Amado Jacob (Jacozinho) que permaneceram até 1980, quando do falecimento de Antônio.

Jacó e Jacozinho estrearam então nas gravações em 1962 quando gravaram pelo Selo Sertanejo o disco 78 RPM CH-10317, tendo no Lado A o arrasta-pé "Papai Me Disse" (Jacó - Jacozinho) e, no Lado B, a Moda de Viola "Castigo de Fazendeiro" (Sulino - Roque José de Almeida).

Com a mesma formação (Benedito Jacob e Amado Jacob), a dupla gravou em 1964 o segundo disco, o 78 RPM CH-10422, também pelo Selo Sertanejo, tendo no Lado A a Moda de Viola "Nora Perversa" (Sulino - Moacyr dos Santos) e, no Lado B, o Rasqueado "Saudade Também Tem Hora" (Sulino - Moacyr dos Santos).

Em 1964, a dupla, já formada por Antônio Jacob e Amado Jacob, gravou o primeiro LP (foto à direita). E, com essa formação, a dupla continuou gravando ininterruptamente até 1980, sempre na Continental (hoje Warner), gravadora na qual foi a dupla que mais vendeu discos na década de 1970, ao lado de Tião Carreiro e Pardinho.

A Biografia completa de Jacó e Jacozinho, encontra-se no site do compadre Ricardinho - http://www.boamusicaricardinho.com/

  1. Piadas - Jacó/Jacozinho
  2. Casal feliz - Moacyr dos Santos/Jacozinho
  3. Piadas - Jacó/Jacozinho
  4. Cravo e canela - Moacyr dos Santos/Jacozinho
  5. Piadas - Jacó/Jacozinho
  6. Pepino - Jacó/Jacozinho
  7. Piadas - Jacó/Jacozinho
  8. Meu xodó - Moacyr dos Santos/Jacozinho
  9. Piadas - Jacó/Jacozinho
  10. Mulher ciumenta - Jacó/ Jacozinho
  11. Piadas - Jacó/Jacozinho
  12. Briga de velhas - Joaquim J. Barbosa/Jacozinho

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CRÉDITO: Ademar Afonso

Sobre Souza e Monteiro

Caro Camargo

Parabéns pelo teu blog e interesse em defender aquela que inegavelmente é a única música genuinamente paulista: a música caipira de raiz. Estive pesquisando no teu blog porque estou buscando duas músicas que ainda me faltam: Vaidosa, gravada por "Zé Goiano e Goianinho" - parece que em 1956 e "Bonito e feio", gravada por Canário e Passarinho em 1967, ambas de um compositor taubateano que tive o prazer de conhecer e agora o estou biografando. Aproveito o momento para lhe mandar informações sobre Souza e Monteiro e, anexo, a relação de todas as músicas gravadas pela primeira e segunda formação.
A 24ª música não é a Cruz de Ferro. Ela está no terceiro disco da dupla e ocupa os dois lados: de um, a declamação do Biguá, chamada "A vingança do Dorinho" e do outro, a "Cruz de ferro" propriamente dita. As músicas que faltam são da segunda formação, conforme você verá no anexo.

Grande abraço
Helvecio Freitas
Taubaté SP
(do Museu da Imagem e do Som de Taubaté)

OS DISCOS DE SOUZA E MONTEIRO (PRIMEIRA FORMAÇÃO)

TA-1157/TA-5261 A – Boiadeiro bão – Moda campeira de Anacleto Rosas Júnior e Arlindo Pinto gravada pelo selo Todamérica em março de 1953.

TA-1155/TA-5261 B – DE SÃO PAULO AO RIO GRANDE – Moda campeira de Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em março de 1953.

TA-1160/TA-5287 A – VACA MESTIÇA – Moda campeira de Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em maio de 1953.

TA-1159/ta-5287 b – A VOLTA DO CANOEIRO – Cururu de Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em maio de 1953.

TA-1161/ta-5396 a – A CRUZ DE FERRO – Toada de Anacleto Rosas Júnior e Elpídio dos Santos gravada pela Todamérica em março de 1954.

TA-1161/ta-5396 b – A VINGANÇA DO GORINHO – Toada de Anacleto Rosas júnior e Elpídio dos Santos gravada pela Todamérica em março de 1954.

TA-1248/ta-5434 a – RESPOSTA A BALDRANA – Moda campeira de Teddy Vieira e Lauripes Pedroso gravada pela Todamérica em junho de 1954.

TA-1249/ta-5434 b – JOÃO GAITEIROModa campeira de Teddy Vieira e Zé Ribeiro gravada pela Todamérica em junho de 1954.

TA-1250/ta-5462 a – GOIANINHA – Moda de viola de Ado Benatti e Patativa gravada pela Todamérica em outubro de 1954.

TA-1251/ta-5462 b – CABOCLA HELENA – Toada de Francisco Monteiro dos Santos gravada pela Todamérica em outubro de 1954.

TA-1305/ta-5559 a – ESTRADA FUNDA – Moda campeira de Zé Ribeiro e Francisco Lacerda gravada pela Todamérica em agosto de 1955.

TA-1304/ta-5559 b – AMOR PASSAGEIRO – Valseado de Teddy Vieira e Biguá gravada pela Todamérica em agosto de 1955.

TA1328/ta-5623 a – O CICLISTA – Moda campeira de Teddy Vieira e Zé Cocão gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1329/ta-5623 b – VELHO MOINHO - Toada de Elpídio dos Santos gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1330/ta-5641 a – AMOR PERFEITO – Cururu de Nhô Fio gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1333/ta-5641 b – HOMENAGEM A MINAS GERAIS – Moda de Francisco Lacerda e Djalma Batista gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1347/ta-5652 a – QUATRO COISAS – Moda de viola de Zulmiro e Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1346/ta-5652 b – CASTELO DE AREIA – Moda campeira de Carreirinho gravada pelo selo Todamérica em 1956.

TA-1378/ta-5711 a – TERRAS DO PARANÁ – Moda campeira de Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em julho de 1957.

TA-1379/ta-5711 b – INCERTEZA – Cateretê de Lauripes Pedroso e Teddy Vieira gravada pelo selo Todamérica em julho de 1957.

TA-1384/ta-5721 a – ENCONTRO FATAL – Cururu de Anacleto Rosas Júnior gravada pelo selo Todamérica em 1957.

TA-1385/ta-5721 b – VIOLEIRO VENCEDOR – Fandango de Ditão e Zé Cocão gravada pelo selo Todamérica em 1957.

12126/17.700 a – FEITIÇO ESPANHOL - Guarânia de Geraldo Costa e Goiá gravada pelo selo Continental em julho de 1959.

12127/17.700 b – O FILHO DE GUARAPUAVA – Chotis de Souza e Cachoeirinho gravada pelo selo Continental em julho de 1959.

DISCO DE SOUZA E MONTEIRO (SEGUNDA FORMAÇÃO)

Saíram pelo selo caboclo, três anos depois do falecimento do monteiro

CS-523 A – PEQUENA HOMENAGEM – Polca de Souza e Domingos Grego gravada pelo selo Caboclo em 1962.

CS-523 b – FEITIÇO ESPANHOL – Rasqueado de Zacarias Mourão e Goiá gravada pelo selo Caboclo em 1962.

12126/cs-304 a – FEITIÇO ESPANHOL – Guarânia de Geraldo Costa e Goiá gravada pelo selo Caboclo, sem data.

12267/cs-304 b – FILHO DE GUARAPUAVA – Chotis de Souza e Caxeirinho gravada pelo selo Caboclo, sem data.

Souza faleceu em sua cidade natal, Igarapava, no dia 28/7/1993, aos 69 anos de idade.

domingo, 18 de outubro de 2009

Flores e Fé - Lázaro Carneiro

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Já aposentado, cansado da vida estéril da cidade, desfiz de tudo amealhado, até então,  e comprei uma terrinha de beira de córrego onde eu pudesse passar o fim dos meus dias desfrutando de paz, coisa  que não tive durante a vida toda..

Depois de muito esforço, lá estava eu dentro da casinha dos meus sonhos; só uma coisa me incomodava: eu estava ilhado por canaviais. Alguns meses de luta e tudo estava como eu queria; já tinha algumas plantinhas, pés de frutas, galinhas correndo em meu pequeno quintal, eu já tinha até um galo que cantava nas madrugadas. Minha felicidade era tanta que pensei em agradecer a Deus e como estava próximo ao dia da padroeira, combinei com minha velha rezarmos um terço para nossa santa de devoção e assim fizemos. Preparei doces e salgados para servir a todos que aparecesse ali para esse brinde à minha felicidade. Convidei os vizinhos e os meus parentes. Queria que fosse uma bela festa, a altura de um caipira feliz. No dia 12 de outubro, logo cedo, pus-me a trabalhar para a recepção, armei em minha varanda uma mesa coberta com uma toalha nova limpinha que dava gosto de vê e coloquei com muito carinho a imagem da Santinha onde em uma breve reverência me benzi e ainda beijei os pés da imagem e pensei em por umas flores para enfeitar a nossa fé. Saí à caça de flores de São João ou outra qualquer que desse um ar mais alegre a nossa reza. Depois de andar muito no meio do mar de cana, voltei pra casa cansado e sem nenhuma flor para pôr no meu altar. Conclui que para alguns homens existem valores maiores que a fé.

Do Poeta Lázaro Carneiro.

sábado, 17 de outubro de 2009

Valderi e Mizael - Para Matar Saudade

Nossa sincera homenagem da grande e saudosa dupla Valderi e Mizael, que infelizmente findou-se com a morte do Mizael. Acompanhamos toda a carreira desses grandes artistas, mas infelizmente não temos um biografia mínima que pudéssemos colocar aqui.  Sabemos apenas que o Mizael era da nossa querida e carinhosa Cidade de Ubirajara. Alguém que tenha e queira nos brindar com a biografia da dupla, ficaremos agradecido.
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01 - A Enxada de Ouro (José Fortuna e Jair Sanches) (1980)
02 - Abismo Cruel (Sulino e José Fortuna) (1989)
03 - Amor de Primavera (Dimarco, Pinochio e Mizael) (1990)
04 - Amor Distante (Belmonte e George)
05 - Avião das Nove (Praense e Ado) (1979)
06 - Bicho do Mato (Jotha Luiz e Ricardo Barriga) (1986)
07 - Centelha Divina (Goiá e Amir) (1982)
08 - Conselho de Pai (Manuelito Nunes e Mizael) (1984)
09 - Espinho na Cama (Praense e Compadre Lima) (1977)
10 - Explode Coração (Léo Canhoto) (1981)
11 - Flor de Aquidauana (Francisco A. do Carmo e Manuelito Nunes) (1977)
12 - Grão de Areia (Goiá e Leonardo Amâncio) (1982)
13 - Máquinas Caipiras (João Gonçalves, Lázaro Ferreira e Mizael) (1984)
14 - Natal Em Goiás (Goiá e Chicão Pereira) (1981)
15 - O Carro e a Faculdade (Sulino e José Fortuna) (1977)
16 - Olho de Vidro (Manuelito Nunes, João Batista e Mizael) (1983)
17 - Poente da Vida (Goiá e Thomaz)
18 - Rastros na Areia (Padre Zezinho, Manuelito Nunes e Mizael)
19 - Tardes Morenas de Mato Grosso (Goiá e Valderi)
20 - Último Adeus (Ronaldo Adriano, Benedito Seviero e José Homero)


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Marumby e Cuiabá - 1985

Marumby e Cuiabá

Marumby e Cuiabá fundo Comp

Pessoal, estou postando esse álbum - belíssimo, por sinal - enviado pelo nosso colaborador Ronaldo Araújo, mas, infelizmente, veio faltando a terceira faixa “Futuro Candidato”, conforme podemos constatar na contra-capa . Quem sabe, alguém ou o próprio Ronaldo, possa nos enviar a referida faixa. Inclusive quem tem notícias e/ou biografia da dupla, também pode nos enviar. Ficaremos grato, pois nosso objetivo é, também e principalmente, levar essas informações a todos que fazem parte do nosso rico e belo “Mundo Sertanejo”.

Obrigado, Ronaldo!

01 - Desabafo (Raul Torres)
02 - Não Aguento Mais (Cigano e Marumby)
04 - Mundo Virado (Marumby e Mariângela)
05 - Zoiudo (Laçado)
06 - Comparação (Nicanor Negrão e Cafezá)
07 - Vida de Operário (Marumby, Dr. Hilário e Nhô Neco)
08 - Gaúcha Linda (Marumby)
09 - Último Beijo (Lourival dos Santos e Dono da Noite)
10 - Pé de Roseira (José Ferreira e Sebastião Vitor)
11 - Moro na Roça (Manuel dos Santos Mara dos Santos)
12 - Esperança Perdida (Marumby e Sebastião Vitor)

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Correção Sobre Zé Vitor e Ademir

TEXTO INSERIDO NA POSTAGEM DE JOÃO VITOR E ADEMIR

Pessoal, de acordo com, Milton Luiz Moreira, da cidade de Porto Velho, Rondônia, o verdadeiro nome da dupla é José Vitor e Ademir e não João Vitor e Ademir, conforme postamos aqui no blog. Desculpem-me pela falha; escrevi conforme informações que recebemos das pessoas mencionadas. Portanto, onde está escrito “João Vitor” leiam “Zé Vitor”. Também, de acordo com Milton Moreira, que idealizou, junto com um amigo, a gravação do CD “Saudades do Goiá”, a dupla Zé Vitor e Ademir é de São José do Rio Preto, cidade onde Milton morou até se mudar para Porto Velho. O Zé Vitor, gentilmente, também entrou em contato comigo e está me mandando outros CDs que gravaram.

Vejam, na íntegra, o e-mail de Milton Luiz Moreira.

Caríssimo amigo Tião Camargo,

“Esbarrei-me com seu comentário a respeito do Cd do Goiá, apenas hoje, o que lamento muito não tê-lo acessado em tempo.
Quero lhe dizer sobre a "dupla que gravou esse Cd com músicas do Goiá".
Primeiramente, peço-lhe desculpas para uma correção sobre o verdadeiro nome da dupla: Zé Vitor e Ademir (e não João Vitor...).
Na verdade, os meninos residem em São José do Rio Preto, onde iniciaram carreira e por lá vivem até hoje perseguindo o sucesso, que muito tarda e não corresponde ao talento artístico dos persistentes garotos.
Zé Vítor e Ademir gravaram 06 Cds. O Cd "As Saudades do Goiá" é seu quinto album. Recentemente, lançaram o Cd "Amo Ter Você Comigo", música do Zé Vitor, compositor reconhecido por cerca de 50 canções (gravou com Guilherme e Santiago "Babando Colorido").
Sobre o Cd do Goiá, produzimos o álbum para atender um desejo pessoal, fã que somos do compositor há longa data, inclusive fizemos uma visita a Coromandel a fim de constatar a grande fonte de inspiração do Saudoso compositor mineiro. Na oportunidade, conhecemos lugares (Chapadão, Poço Verde, Abadia e claro, Coromandel), além de visitarmos seu irmão Nelson Coutinho, com quem confirmamos detalhes da biografia do insuperável Gerson Coutinho.
Desta forma, caríssimo amigo, agradecemos sua deferência pelos meninos de Rio Preto.
Solicitamos que acesso o site oficial da dupla (www.zevitoreademir.com.br), para obter mais informações.
De outra maneira, faremos questão de lhe enviar pessoalmente o acervo da dupla, incluindo exemplares do cd "As Saudades do Goiá", para sua prestigiosa divulgação”.

sábado, 10 de outubro de 2009

Saudade Sertaneja - Volume 04

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  1. A Moça Namoradeira (Zico Dias e Ferrinho) - Zico Dias e Ferrrinho (1929)
  2. A Mulher e o Doce (Raul Torres) - Raul Torres e Serrinha (1934)
  3. A Mulher e o Rádio (Raul Torres) - Raul Torres e Serrinha (1938)
  4. A Vida do Campeiro (Cunha Júnior) - Nhá Jefa e Juca Mathias (1935)
  5. A volta do Seresteiro (Benedito Seviero e Zalo) - Zilo e Zalo (1958)
  6. ABC do Pau D'Água (Mandi) - Mandi e Sorocabinha (1935)
  7. Adeus Morena, Adeus (Piraci e Luiz Alex) - Tonico e Tinoco (1946)
  8. Amor Proibido (Anacleto Rosas Jr.) - Vieira e Vieirinha (1950)
  9. Araraquara (Osvaldo Benjamim) - Palmeira e Piraci (1945)
  10. Baile na Tuia (Palmeira e Arlindo Pinto) - Palmeira e Luizinho (1951)
  11. Besta Bailarina (Capitão Barduíno e Teddy Vieira) - Zico e Zeca (1959)
  12. Boiadeiro de Mato Grosso (Lamabari e Laranjinha) - Lambari e Laranjinha (1946)
  13. Caboclinha Bonita (V. Cantini e J. A. Barrichelo) - Serrinha e Caboclinho (1946)
  14. Canoeiro (Zé Carreiro e Alocin) - Zé Carreiro e Carreirinho (1950)
  15. Cavaleiros de Bom Jesus (Teddy Vieira e João Alves Mariano) - Tião Carreiro e Pardinho (1956)
  16. Moda das Moda (Nhô Nardo e Cunha Júnior) - Nhô Nardo e Cunha Júnior (1945)
Nesse álbum temos, pelo menos, duas raridades: “Canoeiro”, primeiro disco de Zé Carreiro e Carreirinho; “Cavaleiros de Bom Jesus, primeiro disco de Tião Carreiro e Pardinho.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

União Sertaneja - Matando a Saudade da Música Raiz

Uniao Sertaneja-Capa-frente

Enviado pelo cumpadri “Ademar Afonso”

  1. Moreninha Linda (Cana verde de Tonico, Maninho e Priminho) Tinoco
  2. Brasil Caboclo (Toada de Tonico e Walter Amaral) Tinoco
  3. Na Beira da Tuia (Limpa-banco de Tonico e Nadir) Tinoco
  4. Tristeza do Jeca (Toada de Angelino Oliveira) Irmãs Galvão
  5. Colcha de Retalho (Raul Torres) Irmãs Galvão
  6. Chalana (Rasqueado de Mario Zan e Arlindo Pinto) Irmãs Galvão
  7. Jeito de Caboclo (Valdemar Reis e Liu) Liu e Léu
  8. Boiadeiro Errante (Toada de Teddy Vieira) Liu e Léu
  9. Paineira Velha (Valsa de José Fortuna) Liu e Léu
  10. Tem Gente pra Tudo (Moacyr dos Santos e Jacozinho) Jacó e Jacozito
  11. Cachaceiro (Jacozinho e Piracaia) Jacó e Jacozito
  12. Capa do Viajante (Jacozinho e Piracaia) Jacó e Jacozito
  13. Avião das Nove (Praense e Ado Benatti) Valderi e Mizael
  14. Espinho na Cama (Praense e Compadre Lima) Valderi e Mizael
  15. Saco de Ouro (Caetano Erba e Paraíso) Valderi e Mizael
  16. Recordação (Goiá e Nenete) Brasão e Brasãozinho
  17. Berrante de Madalena( Faísca) Brasão e Brasãozinho
  18. Beijinho Doce (Valseado de Nhô Pai “Joao Alves dos Santos”) Brasão e Brasãozinho

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Meu Regresso - Lázaro Aparecido Carneiro

estrada

Voltei a inesquecível terra, andando a pisotear banhados e sentindo cheiro de brejo como se fosse a melhor coisa do mundo. Naquele instante me senti de novo um tabaréu e, como um velho matudo do cerrado, acostumado a tudo por aquelas bandas, espiei cada curva do caminho e já as percebi em traçado novo e alargado, pois a velha estradinha para charretes servia agora enormes caminhões. Sentindo-me como uma criança que brinca com uma bexiga que estoura em suas mãos, procurei alguma coisa  que me ligasse ao passado e só contemplei um desvão da historia; ali tudo me cheirava a progresso. Por alguns instantes, ouvi o ronco ensurdecedor da destruição e vislumbrei ali o presente incontido e estúpido pedindo passagem para o futuro. Que futuro?

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Lázaro Carneiro

Tião Goiano e Cidão - Homem de Lata

Tião Goiano e Cidão
Pessoal, não consegui descobrir o(s) nome(s) do(s) autor(es) da nona música disse álbum, por isso demorei para cumprir com o prometido. Se alguém souber, por favor, envie-me. Apesar de que pelo título já dá para saber que é do tipo que não toco no rádio. Mas para completar o álbum é interessante saber quem fez. No último domingo, em meu programa Saudade Sertaneja, na Alternativa FM, toquei “Vida Boiadeira” e “Caboclinho Batuta”; mas palavrão e pornografia em meu programa…jamais…não dá! Isso depõe contra nossa cultura, nossa gente sertaneja. Existem outros jeitos sutis, simples e delicados para se falar de amor. Sabemos que, muitas vezes, os violeiros são obrigados a gravarem essas porcarias, mas jamais alguém vai me obrigar a tocar isso no rádio.
O Link desse álbum é do blog  http://rarissimo.blogspot.com/, pode observar que sequer colocaram o nome da música na postagem.
Desculpe-me pelo desabafo!

“O poeta sertanejo
Sempre está muito atento
A tudo que acontece
Aproveitando os momentos
Prá fazer versos rimados
Sobre os acontecimentos
Com palavras de emoção
Ele não diz palavrão
Prá expressar seus sentimentos”

Essa é uma estrofe da música “Desabafo Sertanejo”
Também gostaria de receber a biografia da dupla; inclusive dos compositores. Alguns a gente já conhece, como Zé Matão, Carrerito, Wanderil, Rodrigo Mattos, João Miranda e Santo Pavanelli, mas biografia mesmo só temos do Zé Matão. Afinal de conta, nosso objetivo principal é justamente divulgar todo mundo para que possamos resgatar e preservar a Verdadeira Música Sertaneja.

  1. Coração Palhaço (José Ulisses, Advaldo Dias e Rodrigo Mattos)
  2. Caboclinho Batuta (Adão Nildo, Ditinho e Anastácio)
  3. Homem de Lata (Advaldo Dias, José Ulisses e Wanderil)
  4. A Morena é Um Luxo (Carrerito e Roger)
  5. Essência Divinba (Zé Matão e Santo Pavanelli)
  6. Palavra do Homem (Ribas e Tião Goiano)
  7. Insenzatês (Benedito Fusco e Wanderil)
  8. Peixe Fora D'água (Isaias e Anastácio)
  9. Peruca de Boi (Wanderill e Flavinho)
  10. Vida Boa (Zé Matão e Tem. Mariano)
  11. Veneno da Paixão (João Miranda e Isaias)
  12. Vida Boiadeira (Advaldo Dias, José Ulisses e Wanderil)
  13. Pagode do Coqueiro (Zé Matão e José Gomes)
  14. Gogo do Barra Mansa (Zé Matão e Rivaldo José)

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Zé da Barca e Rei do Gado - Embarque de Boiada - 1983

Zé da Barca e Rei do Gado - Capa
Zé da Barca e Rei do Gado - Verso

Os irmãos José Wilson Aguiar dos Santos, o Zé da Barca, e Milton Benedito Aguiar dos Santos, o Rei do Gado, nasceram no Distrito de Iguatemi, município de Jaú, Estado de São Paulo. Começaram a aprender tocar e cantar quando ainda eram meninos.

Em 1953, formaram a dupla Sanhaço e Canarinho e passaram a se apresentar na Rádio de Ibitinga, num programa de auditório, patrocinado pela Casa Sebastião Sayão e em circos da região, como Circo do Zé da Breca.

No mesmo ano mudaram para Bauru onde residem até hoje. Mudaram o nome da dupla diversas vezes antes de adotarem o nome de Zé da Barca e Rei do Gado. De Sanhaço e Canarinho mudaram para Canarinho e Ribeirinho, depois para Tietezinho e Monte Belo. Numa separação da dupla, o Tietezinho (Zé da Barca), formou dupla com o Valério, ex-integrante do trio Valério, Falseti e Paquito, isso nos anos de 1977 e 1978. Mas logo em seguida, os irmãos se juntaram novamente, agora com o nome de Zé da Barca e Fazendeiro.

Durante todo esse em que cantavam amistosamente, os irmãos trabalharam muito como peões de boiadeiro, levando e buscando boiadas em longas viagens pelo Interior do Estado de São Paulo, e o Zé da Barca sempre se destacou com um grande berranteiro.

Eles, que haviam gravado um compacto simples, no começo dos anos oitenta, resolveram gravar seu primeiro LP, agora já com o nome de Zé da Barca e Rei do gado. Gravaram, então, em 1983, O LP “Embarque de Boiada”, um disco muito bem produzido e coordenado pelos irmãos Hildebrando M. e Elizeu M. Siqueira. Destacamos nesse álbum, principalmente, as músicas: Embarque de Boiada, Adeus Mato Grosso, Lá no Céu Não Tem Trapaça e Vou Buscar a Mineira.

A música “Vou Buscar a Mineira”, aparece no disco como sendo de autoria do Rei do Gado, mas na verdade é letra e música do Zé da Barca e foi gravada, primeiramente, por Vadico e Vidoco. Recentemente, essa mesma música foi gravada por Lourenço e Lourival com o nome “Buscando a Mineira”.

Depois de outras separações, a dupla se juntou novamente em 2008 e gravou um CD - que futuramente estaremos mostrando aqui no blog Saudade Sertaneja - mas já se separaram outra vez e o Zé da Barca está preparando um novo trabalho com o Mirassol da antiga dupla “Mirassol e Amambaí”.

O Zé da Barca sempre foi um grande entusiasta pela Música Sertaneja de Raiz, canta com todo mundo sem nenhum problema, fazendo primeira ou segunda voz, tocando viola ou violão. Em Bauru, é difícil achar um violeiro que ainda não cantou com ele, inclusive com o João Mulato e o Zé Goiano. Até comigo, quando ganhamos o Festival de Guarulhos em 1994 com a música “Apeiro de Dois Ofícios”. Veja em Marcadores “Tião Camargo e Zé da Barca”, aqui no blog Saudade Sertaneja.

Tião Camargo

  1. Embarque de Boiada (Zé da Barca e Hildebrando Siqueira)
  2. Adeus Mato Grosso (Elizeu Siqueira e Zé da Barca)
  3. Minha Opinião (Zé da Barca)
  4. Homenagem de Carlito (Zé da Barca e Rei do Gado)
  5. Tudo Corre (Zé da Barca)
  6. Morena Bonita (Antônio Aguiar e Rei do Gado)
  7. Lá no Céu Não Tem Trapaça (Zé da Barca)
  8. Conselho (Zé da Barca)
  9. Não Quero Me Casar (Elizeu M. Siqueira e Zé da Barca)
  10. Retrato na Mesa (Zé da Barca e Hildebrando M. Siqueira)
  11. Vou Buscar a Mineira (Zé da Barca)
  12. Vê Se Está Certo (Zé da Barca e Rei do Gado)

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domingo, 4 de outubro de 2009

Cláudio e Zé Roberto - Dupla Saudade (1983)





Cláudio e Zé Ricardo - Capa

Cláudio e Zé Ricardo - Verso

A dupla dos Irmãos Del Vécchio, Cláudio e Zé Ricardo, da cidade de Jaboticabal, não existe mais. O Cláudio, depois de formar dupla com o Thomazini - primeiro como Cláudio e Thomazini, depois como Del Vécchio e Thomazini - hoje faz dupla com seu irmão Pedrinho, que por sua vez, fez parte da dupla Peão do Carro e Ademir. O Zé Ricardo, atualmente, faz dupla com o Thomazini - Zé Ricardo e Thomazini.

Na foto da contra-capa, juntos com a dupla, temos Jesus Belmiro e Antonio Massoli.

E as novas duplas estão com discos novos na praça.

(XX16) 3202-4190, 3203-3192, 92924818
Zé Ricardo e Thomazini.
(XX16) 3203-3427
Del Vécchio e Pedrinho


  1. Turbilhão de Tristeza (Praense)

  2. Estátua na Cama (Jesus Belmiro e Tomaz)

  3. Buquê de Noiva (José Fortuna e Paraíso)

  4. Infeliz Aniversário (Praense e Waldemar de Freitas Assunção)

  5. Surra de Amor (Peão Carreiro e Jesus Belmiro)

  6. Boi Sinuelo (Jesus Belmiro e Liu)

  7. Dupla Saudade (Jesus Belmiro e Tião Carreiro)

  8. Bote de Cobra (Jesus Belmiro e Cláudio)

  9. Espada de Verdade (Jesus Belmiro e Zé Mineiro)

  10. Nos Braços do Povo (Nonô Basílio)

  11. Último Conselho (Jesus Belmiro e Cláudio)

  12. Homem de Fibra (Jesus Belmiro)

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mineiro e Manduzinho

Mineiro_e_Manduzinho

Primeira Dupla

A primeira dupla Mineiro e Manduzinho surgiu por volta de 1954, tendo vencido um Festival da Rádio Record de São Paulo. O Mineiro era na verdade o compositor Alcindo Freire que compôs diversas músicas que foram gravadas por renomadas duplas caipiras tais como Vieira e Vieirinha e Zilo e Zalo.

O "nome de Batismo" de Manduzinho era Euclides Leite de Andrade, de acordo com informação enviada por e-mail pelo seu filho caçula Elieber Leite.

Mineiro e Manduzinho gravaram em 1955 seu primeiro disco 78 RPM pela RCA Victor, com a toada "Rosa Traiçoeira" (D. M. dos Santos - Teddy Vieira - Lauripe Pedroso) e a moda de viola "Preto de Alma Branca" (Lauripe Cardoso - Teddy Vieira). No mesmo ano, gravaram mais quatro discos 78 RPM também na RCA Victor (hoje BMG).

Um fato marcante na carreira artística da primeira dupla Mineiro e Manduzinho é que eles foram os primeiros a gravar músicas de Teddy Vieira, compositor do qual Mineiro e Manduzinho eram muito amigos. Foi Teddy Vieira que lançou a dupla e também assinou 8 das 10 músicas gravadas nos 5 discos de 78 rpm na RCA-Victor (hoje BMG) na década de 1950.

  1. Baile Moderno (Teddy Vieira e Vicente Lia) (1955)
  2. Caminho Errado (Teddy Vieira e Benedito Seviero) (1956)
  3. Criador de Passarinhos (Teddy Vieira e Biguá) (1955)
  4. Ferramenta de Caboclo (Teddy Vieira, Palmeira e Osvaldo Ude) (1955)
  5. Homem Perverso (Roque José de Almeida e Sebastião Vitor) (1955)
  6. João-de-Barro (Teddy Vieira e Muibo César Cury) (1956)
  7. Nossa Senhora da Abadia (José Ferreira e Teddy Vieira) (1955)
  8. Preto de Alma Branca (Lauripe Pedroso e Teddy Vieira) (1955)
  9. Resposta (Roque José de Almeida, Juvená e Ado Benatti) (1955)
  10. Rosa Traiçoeira (Teddy Vieira e Lauripe Pedroso) (1955)

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Foi inclusive a dupla Mineiro e Manduzinho a primeira a gravar o grande sucesso "João de Barro" ( Teddy Vieira - Muibo César Cury), o que se deu no ano de 1956 também na RCA Victor (e é dessa gravação o trecho musical que o Apreciador ouve ao acessar essa página).

Apesar da façanha histórica, a dupla Mineiro e Manduzinho não chegou a obter o merecido sucesso e passou praticamente despercebida, no entanto, o nome de Teddy Vieira ganhou projeção e foi imortalizado como excelente compositor.

Mineiro de fato veio a falecer em 1958, ocasião na qual a dupla já havia parado de cantar. Com a morte do Mineiro, Teddy Vieira compôes juntamente com Piraci a toada "Adeus Do Mineiro" que foi, em 1959, a gravação de estréia da dupla Zilo e Zalo, que teve uma curta amizade com a Mineiro e Manduzinho, já que eram cartazes na Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP na época, quando ambas as duplas iniciavam a carreira.

E, com o final de carreira da dupla de tão pouca duração, Manduzinho voltou para Sorocaba-SP, onde faleceu no dia 30/12/2006.

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Segunda dupla

E, em 1974, apareceu uma nova dupla, também Caipira Raiz, a qual já havia gravado alguns discos com outro nome, com o qual não haviam feito sucesso. Os integrantes da dupla adotaram então o nome artístico de "Mineiro e Manduzinho" e participaram de dois excelentes projetos na Marcus Pereira e também na Eldorado.

E foi no ano de 1980 que Mineiro e Manduzinho participaram do Álbum Duplo "Caipira-Raízes e Frutos", lançado pela Eldorado, que contou com apresentação de Antônio Candido, que escreveu um interessantíssimo texto no encarte. A dupla interpretou "Bombardeio" (Zé Carreiro - Geraldo Costa), "Rio Pequeno" ( Tonico - J. Merlini), "Rei do Gado" ( Teddy Vieira), "Situação Encrencada" ( Cornélio Pires) e "Toada de Mutirão (Paulista)" ( Cornélio Pires). O disco contou também com a participação de Adauto Santos e João Pacífico que, juntamente com Mineiro e Manduzinho, interpretaram "Estória de um Prego" ( João Pacífico), "Besta Ruana" ( Ado Benatti - Tonico), "Couro de Boi" ( Teddy Vieira - Palmeira, "Moda da Revolução" ( Cornélio Pires - Arlindo Santana), "A Morte de João Pessoa" (Zico Dias - Ferrinho), "Cruel Destino" ( Carreirinho) e "Rio de Lágrimas" ( Piraci - Lourival dos Santos - Tião Carreiro), além de também terem regravado "Pagode" ( Tião Carreiro - Carreirinho) nesse álbum duplo lançado em 1980.

  1. Rio Pequeno (Tonico e João Merlini)
  2. Bombardeio (Zé Carreiro e Geraldo Costa)
  3. Cruel Destino (Carreirinho)
  4. Estória de Um Prego (João Pacífico), com partic. de João Pacífico
  5. Besta Ruana (Ado Benati e Tonico)
  6. Carreira do Divino (Pedro Chiquito) - Pedro Chiquito
  7. Couro de Boi (Palmeira e Teddy Vieira), com part. de João Pacífico
  8. Rei do Gado (Teddy Vieira)
  9. Pagode (Tião Carreiro e Carreirinho)
  10. Violeiro Solteiro (Zé Carreiro e Carreirinho)
  11. Barra Pezada (José David Vieira, Zeca e Vicente P. Machado)
  12. Rio de Lágrimas (Piraci, L. dos Santos e Tião Carreiro)
  13. A Morte de João Pessoa (Zico Dias e Ferrinho)
  14. Boiadeiro Punho de Aço (Teddy Vieira e Pereira)
  15. Moda da Revolução (Cornélio Pires e Arlindo Santana) (Sobre a Revolução de 1924)
  16. Preto de Alma Branca (Lauripe Pedroso e Teddy Vieira)
  17. Rosa Traiçoeira (Lauripe Pedroso, Teddy Vieira e Tatu)
  18. Sertanejo Solitário (Zé Carreiro e Carreirinho)
  19. Situação Encrencada (Cornélio Pires)
  20. Toada de Mutirão (Recolhido do Folclore por Cornélio Pires), com partic. de Auto Santo e João Pacífico

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As dose primeiras músicas fazem parte do LP “Sucessos Sertanejos” Mineiro e Manduzinho, as demais são de outros álguns da dupla.

Biografia completa de Mineiro e Manduzinho no site (www.boamusicaricardinho.com)