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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Serventia das coisas

Em 1945, a cidade de Dracena era apenas um pequeno grupo de casas de madeira às margens de uma estada de rodagem que avançava para o sudeste do nosso estado, onde a nova alta paulista viria a ser  a grande promotora do progresso.

Entre as casas, já existia um pequeno comercio para servir os primeiros moradores e viajantes que demandavam a região ou a caminho de Mato Grosso.

Entre os comerciantes já estabelecidos, um Sr. de origem oriental mantinha ali um incipiente restaurante onde parei  certa manhã para um café.

Eu levava em meu caminhão studebaker 51 dois tourinhos da raça  gir que um fazendeiro daquelas paragens havia comprado aqui Bauru.

Ao entrar no recinto para o meu desjejum,  onde um  rústico balcão de madeira com um quadro de vidro permitia ver em seu interior algumas guloseimas e uma pequena porção de balas.

Na ponta desse balcão um caboclo com características rude apoiava  o costado na parede e levemente arqueado sobre o balcão bebericava uma cachaça que, pelo jeito já não era a primeira, acompanhado por um garoto de mais ou menos uns 4 anos que o puxava pela camisa e mostrava as balas na vitrine do balcão.

Vencido pela insistência do menino, chama o vendeiro e com seu sotaque nordestino pede ao japonês cinqüenta centavos de confeito.

O japonês, que mal falava o português, não entendia que o confeito do baiano era bala e após varias tentativas, o baiano já nervoso, bate no vidro do balcão indicando o monte de balas.

O japonês  muito solicito ,e já com um pouco medo, atende prontamente o freguês, e ao por as balas sobre o balcão diz ao baiano com seu sotaque nipônico.

_sim, esse bara né.

O baiano, impulsionado pelas branquinhas, leva a mão à algibeira e tira umas balas de revolver, bate sobre o balcão e  aos gritos explica: _Isso é bala e isso é confeito.

E por fim, mostra o revolver.

  _e isso é revorve, sabe pra que serve?

Lazaro  Carneiro

Galante e Marinho (1979) Viola de Ouro

galante-e-marinho---1979---

Quando postamos aqui o LP de 1981 (Caipira no Pedaço) de Galante e Marinho, dissemos que a dupla andava meio desaparecida, mas recebemos de nosso amigo Divino Lemes, as seguintes informações:

Galante e  Marinho são naturais da cidade de Pontes Gestal/SP. Galante (Ademar Fernandes de Souza), formou com seu irmão Armando Fernandes de Souza – que não é o Marinho -  a dupla Fernandes e Fernandinho, vencendo alguns festivais nas regiões de Rio Preto e Tanabi. A dupla se desfez e Armando tem hoje um mercado em São José do Rio Preto.

Galante, então, formou a dupla Galante e Marinho com seu outro irmão, o Marinho, e residem atualmente na cidade de Santo André/SP. Gravaram um CD em 2005 e estão preparando para lançar um novo trabalho, em breve, apesar das dificuldade.

Valeu, cumpadri Divino Lemes! Um grande abraço e obrigado pela colaboração.

  1. Letreiro da Saudade (B. Seviero e Waldemar de F. Assunção)
  2. Não Serei Mais Seu Palhaço (Benedito Seviero e Ganlante)
  3. Mar da solidão (Benedito Seviero e Delmonte)
  4. Maldito Tormento (Benedito Seviero, Marinho e Galante)
  5. Coração de Gelo (Benedito Seviero e Francisco do Carmo)
  6. Saudade de Araraquara (Zé Carreiro)
  7. Pó de Traque (Benedito Seviero e Armando Fernandes)
  8. Último Transporte de Boiada (Jesus Belmiro e Timóteo)
  9. Viola de Ouro (Benedito Seviero e Armando Fernandes)
  10. Punhal do Desprezo (Benedito Seviero e Galante)
  11. Ponto de Vista (Jesus Belmiro e Timóteo)
  12. Hoje Estou Feliz (Benedito Seviero, Galante e Marinho)

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uma Saudade!

Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!


A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.


Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.

Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão.

Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!

José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura,
da Universidade Federal de São João del-Rei.  Minas Gerais.

Enviada pelo meu cumpadri Ademar Afonso.

Valeu...Cumpadri!!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

João Mineiro e Mulatinho

Pessoal, estamos à procura dessas músicas de João Mineiro e Mulatinho; ficaremos grátis se alguém puder nos enviar. Sou amigo do João Mineiro, mas nem eles tem essas músicas.

California - TC-1.008 (1959)

1. A Volta Do Zé Pretinho (Bragantino / João Mineiro)
Moda de viola

2. Cabra Valente (Moacir dos Santos)
Lundu


California - TC-1.111 (1960)

1. Defensor Da Lei (Bragantino / João Mineiro)
Lundu

2. Boiadeiro De Londrina (Anísio Teodoro / Mulatinho)
Moda de viola


California - TC-1.176 (1960)

1. Sonho De Amor (Dito Mineiro / Bragantino)
Cururu

2. Culpa De Pai (Francisco Lacerda / José Ribeiro)
Cateretê


Orion - R-4 (1961)

1. Comigo É Na Moleza (Zé Goiás / João Mineiro)
Xote

2. Estilo Sagrado (Zé Goiás / Mulatinho)
Pagode


Orion - R-38 (1961)

1. Baque Duro (José Pereira Sales / Zé Goiás)
Xote

2. Rodilha De Cobra (Arlindo Pinto)
Cana Verde


Orion - R-96 (1962)

1. Pirin Pin Pin (Arlindo Pinto)
Arrastapé

2. O Que Eu Faço Ninguém Faz (Lourival Santos /

Nascim Filho)
Pagode

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Galante e Marinho (1981) Caipira no Pedaço

galante-e-marinho---1981---

  1. Barriga Verde (Sulino e Moacyr dos Santos)
  2. O Solitário (Sulino e Armando Fernandes)
  3. O Caçador (Sulino e Moacyr dos Santos)
  4. Morada Pioneira (Sulino e Dr. Antonio Carlos da Silva)
  5. A Volta do Gumercindo (Galante e Aramando Fernandes)
  6. Bate e Vira (Sulino e Benedito Seviero)
  7. Caipira no Pedaço (Sulino, Delroy e Aramando Fernandes)
  8. Duas Rosas (Sulino e Moacyr dos Santos)
  9. Exemplo (Galante e Waldeci ferrari)
  10. A Menina do Riacho (Sulino e Moacyr dos Santos)
  11. Despedida de Nortista (Sulino e Moacyr dos Santos)
  12. Galo Velho (Moacyr dos Santos e Tião do Carro)

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Taí uma grande dupla que desapareceu. Alguém que tenha notícias e biografia ficaremos grátis se nos enviar pelo e-mail (slf.camargo@gmail.com)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ramiro Viola e Pardini

Meus amigos Ramiro Viola e Pardini da cidade de Botucatu, sem dúvida, uma belíssima dupla.

O Ramiro é apaixonado pela verdadeira Música Sertaneja, também colaborar do nosso blog.

 

 

Laura Viola

Laura tem anos e é a violeira mais nova do Brasil

Telefone para Contato (35)8421-4764

Salim e Zé Vitor – Volume 01

capa

verso

  1. A Outra (Cláudio Paschoalini e Salim)
  2. O Pavio (Praense )
  3. Abismo Cruel (Sulino e José Fortuna)
  4. Duas Rainhas (Praense)
  5. Espora da Paixão (Praense)
  6. O Que Os Olhos Não Veêm o Coração Não Sente (Praense)
  7. Afogando o Gato (Correto e Lira Branco)
  8. Fome de Amor (Cláudio Paschoalini e Zé Vitor)
  9. Amor Perigoso (Senador Bruno Ferreira)
  10. Carreiro Sebastião (Carreirinho)
  11. O Trovador e a Saudade (Correto e Garcia) Falta, estava com defeito.
  12. Rei da Invernada (Sulino e Teddy Vieira)

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Infelizmente, esse álbum foi repostado sem a música nº 11, pois estava com problema. Se algum de nossos colaborades puder nos enviar, ficaremos muito grato.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Zé do Cedro e Tião do Pinho – Sereia do Araguaia

Zé do cedro - Sereia do Araguaia 01

Zé do Cedro - Sereia do Araguaia 02

  1. Sereia Do Araguaia (João De Paula -João Do Pinho)
  2. Morena De Anápolis (Valdemar Reis-Alcides Borges Alvarenga)
  3. O Dinheiro É Meu (Sulino)
  4. O Litrão (Zé Mulato)
  5. Bolha De sabão (Tião Do Carro-Caetano Erba)
  6. Fogo No Estopim (Antônio Martines-Tião Do Pinho)
  7. O Manjolo (Décio Junqueira-Tião Do Pinho)
  8. Vai Saudade (Zé Matão)
  9. Regência Do Destino (José Calisto-Zé Matão)
  10. Festa Do Peão (Joaquim Moreira-Zé Do Cedro)
  11. Amor Complicado (Vicente Dias)
  12. Valor De Um Homem (Antonio Martines-Tião Do Pinho)
  13. Paixão Danada (João Neguito-Zé Do Cedro)
  14. Cantando Pra Não Chorar (Joaquim Moreira-Nilson Nunes)
  15. Meu Pai (Caetano Erba-Tião Do Carro)

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Caçada de Onça.

Um crime contra a própria humanidade, uma prática comum e liberada até há bem pouco tempo, mas que, infelizmente, mesmo proibida atualmente, continua acontecendo no Brasil.

A história abaixo, contada pelo Lazinho Carneiro, aconteceu na primeira metade do século passado.

Caçada de onça

Nos tempos em que o cerrado era uma coisa hostil, pois só os caçadores e aventureiros ousavam cruzar em lombos de tropa o trecho desabitado entre Lençóis, Avaré e Botucatu, onde as suçuaranas reinavam absolutas, contava meu finado pai que em 1932, foram fazer uma caçada nos campos do Rio Claro.

Prepararam matulas, bruacas e cargueiros, e em mulas e burros, bem arreados, partiram  para a grande façanha, cada um com seu bacamarte na cabeça do arreio. Desta feita, não levaram cachorros na comitiva pois a caçada seria de forma especial, fariam um acampamento em um barreiro para ali abater a caça.

E para situar melhor nossos internautas, barreiro nesse caso e um barranco na beira dos rios, onde os animais espojam na lama e alguns ficam lambendo o barranco para suprir as necessidades de sais minerais  existente na terra naturalmente.

Nessa região, onde o Rio Claro deságua no Rio Pardo, a vegetação de cerrado dá espaço para a mata atlântica, sendo assim um lugar muito procurado para o refugio dos animais, mesmo os animais típicos do cerrado como suçuaranas, guataparás, lobos, tamanduás e outros, procuravam ali água para beber e barreiros para se espojarem.

E ao encontrarem um desses barreiros os caçadores prepararam ali por perto um acampamento improvisado com barrotes e folhas de Jussara. O calor da noite e a lua clara permitiu uma vigília até altas horas da madrugada, quando um dos sentinelas ouviu um esturro muito próximo ao tugúrio, e abrindo as folhas de coqueiro que servia de parede, vislumbrou no centro da clareira que circundava  o esbranquiçado barreiro, uma baita onça pintada que lambia o barranco mexendo o rabo lentamente.

Sem muito sacrifício, alcança a cartucheira em uma forquilha do girau que servia de enxerga aos caçadores, e colocando os canos sobrepostos por entre as folhas das palmeiras concentra-se na mira, a uma ínfima distancia de 6 braças que separavam onça e caçador, disparando uma língua de fogo. O impacto foi tamanho que o pobre animal foi projetado contra o barranco e toda a comitiva  se pôs em pé com o estampido.

A rainha do cerrado se refaz do susto e do baque que sofrera  e com dificuldades  embrenha-se na mata ciliar para em seguida ganhar as macegas e planícies do cerrado, com sua vegetação rala de arvores tortas e baixas entremeadas de algumas arvores mais frondosas  como jatubazeiro e copaíbas deixando pra traz um rastro de sangue.

Os dois caçadores que protagonizaram a cena, correram até para ver de perto o tamanho do estrago, só encontraram a alvura do saibro esborrifado de vermelho e um risco entre cortado que gotejava mata adentro. Pelo inusitado da caçada e o ímpeto próprio dos jovens, resolveram ir atrás  daquele que julgavam ser uma presa fácil, pois deveria estar morta a poucas braças dali pela quantidade de sangue que demonstrava estar perdendo.

Confiando apenas no clarão da lua cheia, embrenharam na mata e, a menos de trinta metros, encontraram um espojado e marcas de sangue. Seguiram em frente, sempre guiados pela sinistra trilha que o pobre animal  agonizante deixava sobre os capins, que se tornavam fulvos sob o luar, mais alguns metros e outra marca de espojamento e sangue. Um dos caçadores ponderou: acho melhor a gente voltar, pois,  se alcançarmos a onça, mesmo ferida, ela liquida um de nos.

Assim o fizeram e, quando clareou o dia, saíram preparados para uma busca definitiva. E ao passar pelo segundo espojado observaram atentamente o sinal das garras deixadas no chão, e com os cuidados redobrados seguiram mais uns vinte metros e lá estava o alvo perseguido, já sem vida e com parte da barrigada exposta, pois a carga de chumbo-grosso havia concentrado na barriga rasgando o couro e deixando vísceras exposta.

Final da história…

onca_pint2

Lázaro Carneiro

_________________________________________________

Pegando um gancho na história contada pelo nosso amigo Lazinho, fugindo um pouco da música sertaneja, lembramos que a Onça Pintada, mesmo com a caça proibida no Brasil, está entre os aminais em extinção em nosso país, lamentavelmente. Nos Estados Unidos (Desunidos) a Onça Pintada está quase extinta, mesmo assim o desgoverno de Jorge W. Bush, se recusou a colocá-la na lista dos animais protegidos.

Onça Pintada

onca_pintada

Nome científico: Panthera onça
Classe: Mammalia
Ordem: Carnívora
Família: Felidae
Distribuição: América do norte (Arizona, Texas e Novo México) e América do Sul.
Habitat: Florestas e Savanas
Hábitos: Noturnos
Nome comum: Onça Pintada

Características:
Aparência esbelta, com pernas relativamente curtas e cabeça arredondada. Sua pelagem apresenta uma tonalidade amarela com manchas pretas em forma de roseta, com exceção da região ventral, que é branca. É o maior felino do continente americano e pode chegar até 135 kg .
Alimenta-se de aves e mamíferos. A reprodução ocorre durante o ano inteiro, com gestação de 93 a 105 dias , nascendo 2 filhotes no máximo. Vivem em média, 20 anos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Zé do Cedro e Tião do Pinho – Pedaço da Minha Terra

Zé do Cedro e Tião do Pinho - Pedaço da Minha Terra 01 Zé do Cedro e Tião do Pinho - Pedaço da Minha Terra 02 Sinceramente, eu não postaria esse disco de Zé do Cedro e Tião do Pinho se já não estivesse postado em diversos sites e blogs na Net; não gosto de postar gravações recente. Diante disso, resolvi postar para divulgar esse belo trabalho da dupla, com belíssimas músicas, principalmente algumas genuinamente sertanejas. Adorei todas, mas “Carroção Verdade” é linda.

Tenho a biografia do Zé do Cedro, mas não tenho do Tião do Pinho; a única coisa que sei dele que é tio do Adriano Reis da dupla Adriano e Cuiabá de Rio Preto e irmão do Zé do Carro, outro grande violeiro também de Rio Preto, pai do Adriano reis.

  1. Pedaço da Minha Terra (Benedito Miguel Tonoli)
  2. Rancho da Viola (Nilson Nunes Ferreira)
  3. Na Barriga da Onça (Moacyr dos Santos e Paraíso)
  4. Morena de Araraquara (Ademar Braga e Edilson Miranda Faria)
  5. Oh, Que Vida Boa (Ecleia Benedita e Alves da Silva)
  6. A Volta da Mala Amarela (Jorge Moret de Oliveira)
  7. Minhas Lembranças (Valdemar Reis e Nilson Nunes de Freitas)
  8. Essência Divina (Edcléia Benedita e Alves da Silva)
  9. Te Esperando (Valdemar Reis e Nilson Nunes de Freitas)
  10. Carroção da Verdade (Benedito Miguel Tonoli)
  11. Bodas de Ouro (Joaquim Moreira da Silva)
  12. Último Passeio (Edivaldo Fernandes Rodrigues Mendes)
  13. Nossa Homenagem (Antonio M. Sanche e Antonio F. da Silva)
  14. Eu Sou (Benedito Miguel Tonoli)
  15. Fazenda das Flores (Joaquim Moreira da Silva)

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comunicado e Pedidos

Meus amigos, criei esse blog com alguns objetivos, entre eles resgatar e preservar a verdadeira Música Sertaneja, a Cultura Caipira; promover um intercâmbio entre os colecionadores desse estilo musical, trocando e doando nosso acervo. Afinal, vamos morrer e temos deixar isso com alguém, ou alguém após nossa morte, literalmente, joga tudo no lixo.

Acontece que tem gente que só pede, não doa nada a ninguém, achando que vai levar tudo no caixão. Essas pessoas, estou riscando do blog, retirando links e outras coisas relacionadas a elas.

Também gostaria que quem tiver os autores e compositores das músicas de Valito e Marcodinho, do último CD de Divino e Donizete e Zé do Cedro e Tião do Pinho, me envie, por favor. Não acho esse álbuns para comprar e baixei da net, sem nomes dos donos das músicas, os autores. Como não toco em programa nenhuma música sem dizer quem são os compositores, estou impossibilitado de divulgar esse pessoal.

Um abraço e desculpe-me pelo desabafo.

Tião Camargo

(slf.camargo@gmail.com) (slf.camargo@hotmail.com)

Telefones (14) 3234-3195, 9748-6108

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eli Silva e Zé Goiano (2003) Sonhando Com o Pantanal

Eli Silva e Zé Goiano.01

Eli Silva e Zé Goiano.02

Eli Silva e Zé Goiano.03

Eli Silva e Zé Goiano.04

  1. Sonhando Com o Pantanal (Valdemar Reis e Zé Goiano)
  2. Couro Grosso (Jesus Belmiro e Zé Goiano)
  3. Saudade e Solidão (Tião Camargo e Zé Goiano)
  4. Calango Mineiro (Turano, Turany e Iranilson)
  5. A Marca do Baton (Erlon Valentim Vieira e Zé Goiano)
  6. Chão Sagrado (Jesus Belmiro e Zé Goiano)
  7. Idolatro Quem Me Ama (Jesus Belmiro e Edson Belot)
  8. Meu Cenário (Valdemar Reis e Zé Goiano)
  9. A Chamada do Ponteiro (Tenente Machado e Durvalino Morales)
  10. Quebra-Quebra (Rubens Simões e Zé Goiano)
  11. Eu Só Toco Viola (João Miranda e Zé Goiano)
  12. Por Isso Estou Com Ela (Jesus belmiro e Zé Goiano)
  13. Amor de Poeta (Eli Silva)
  14. Etc...e Tal (Mathias e Zé Goiano) part. do Grupo Catira Brasil
  15. Retalhos de Poema (Valdemar Reis e Zé Goiano)
  16. Sangue de Índio (Eli Silva e Jesus Belmiro)
  17. Homem de Fibra (Eli Silva e Jesus Belmiro)

http://elisilvaezegoiano.blogspot.com

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Délio morre em Campo Grande vítima de câncer

Délio

Capa do LP que mais marcou a dupla

Hoje, infelizmente, tivemos que dar duas tristes notícias aos nossos amigos internautas e visitantes de nosso blog. De manhã, informamos a morte do Pena Branca, da saudosa dupla Pena Branca e Xavantinho; agora, mais uma tristeza: moreu José Pompeu, o Délio da dupla Délio e Delinha.

Délio, morreu, aos 84 anos, por volta das 17h30 de ontem, segunda-feira, 08 de janeiro de 2010, em Campo Grande, MS, vítima de câmcer de pulmão.

Leia a trajetória da dupla no site da Rádio Caçula de Campo Grande

Pena Branca morre aos 70 anos na capital

Gio Mendes
giomendes@diariosp.com.br

José Ramiro (fundo) foi vítima de enfarte

O cantor José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, morreu aos 70 anos, após passar mal em casa, no Jaçanã, Zona Norte de São Paulo, por volta das 18h30 de ontem. Nascido em Igarapava, no interior de São Paulo, Pena Branca fazia dupla com o irmão Ranufo Ramiro da Silva, o Xavantinho. Os dois cantavam juntos desde 1962, mas a dupla encerrou a carreira há dez anos, com a morte de Xavantinho em 8 de outubro de 1999. Xavantinho, que era natural de Uberlândia (MG), morreu de insuficiência respiratória e falência múltipla de órgãos. Já Pena Branca sofreu um infarto fulminante.

Pena Branca estava sentado  na cozinha assistindo um programa de esportes quando passou mal e caiu da cadeira. Na queda, ele chegou a bater a cabeça numa das gavetas da pia. A mulher correu para ajudar o marido, que estava inconsciente e com a cabeça sangrando. Ela pediu ajuda para vizinhos, que levaram Pena Branca para o Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã. O cantor foi atendido pelos médicos, mas não resistiu.

Apesar de ter nascido em São Paulo, Pena Branca foi criado em Uberlândia, onde trabalhava na roça com a família. Ele e o irmão Xavantinho vieram para São Paulo em 1968 para iniciar a carreira artística. Dois anos depois, Pena Branca e Xavantinho gravam o primeiro compacto, chamado “Saudade”. Nos anos seguintes, eles se apresentam em vários shows ao lado da dupla caipira Tonico e Tonico, uma das mais famosas do país.

Em 1980, Pena Branca e Xavantinho participam do “Festival MPB Shell”, da TV Globo, com a música “Que terreiro é esse?”, de Xavantinho, que se classificou para a final. Ao todo, os  irmãos ganharam cinco prêmios Sharp ao longo de sua carreira.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Jacó e Jacozinho – 78 rpm

A dupla "Jacó e Jacozinho" era formada por Benedito Jacob e Amado Jacob, que gravaram os dois primeiros discos 78 RPM.

Benedito Jacob (1942 – 1965) Jacó

Amado Jacob (1944 – 2001) Jacozinho

Jacó e Jacozinho estrearam então nas gravações em 1962 quando gravaram pelo Selo Sertanejo o disco 78 RPM CH-10317, tendo no Lado A o arrasta-pé "Papai Me Disse" (Jacó - Jacozinho) e, no Lado B, a Moda de Viola "Castigo de Fazendeiro" (Sulino - Roque José de Almeida).

Com a mesma formação (Benedito Jacob e Amado Jacob), a dupla gravou em 1964 o segundo disco, o 78 RPM CH-10422, também pelo Selo Sertanejo, tendo no Lado A a Moda de Viola "Nora Perversa" (Sulino - Moacyr dos Santos) e, no Lado B, o Rasqueado "Saudade Também Tem Hora" (Sulino - Moacyr dos Santos).

Já no primeiro LP, gravado em 1964, a dupla passou a ser formada por Antonio Jacob e Amado Jacob que permaneceram até 1980, quando do falecimento de Antônio.

Portanto, de um modo geral, Antônio e Amado foram os irmãos titulares que integraram a dupla até o início da década de 1980.

Em 1964, a dupla, já formada por Antônio Jacob e Amado Jacob, gravou o primeiro LP (foto abaixo). E, com essa formação, a dupla continuou gravando ininterruptamente até 1980, sempre na Continental (hoje Warner), gravadora na qual foi a dupla que mais vendeu discos na década de 1970, ao lado de Tião Carreiro e Pardinho.

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Antonio Jacob (1938 – 1981) Jacó

Amado Jacob (1944 – 2001)

Veja a biografia completa de Jacó e Jacozinho no site do meu cumpadri Ricardinho.

http://www.boamusicaricardinho.com/jacoejacozinho_36.html

Jacó e Jacozinho – Recordando 78 rpm

  1. Papai me Disse (Jacó e Jacozinho) - Jacó e Jacozinho (1962)
  2. Castigo do Fazendeiro (Roque José de Almeida e Sulino) - Jacó e Jacozinho (1962)
  3. Nora Perversa (Sulino e Moacyr dos Santos) - Jacó e Jacozinho (1964)
  4. Saudade Também Tem Hora (Moacyr dos Santos e Sulino) - Jacó e Jacozinho (1964)
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Saudade Sertaneja – Volume 09

01 - Saudade Sertaneja

  1. Abandonado (Passarinho) Canário e Passarinho (1963)
  2. Além das Fronteiras (Perreirinha) Irmãs Cavalcante (1954)
  3. Amor Sincero (Nhô Belarmino e Perreirinha) Nhô Belarmino e Nhá Gabriela (1957)
  4. Boneca Fingida (Alceu Menezes e Brinquinho) Bolinha, Cidoca e Suely (1957)
  5. Defensor da lei (Gragantino e João Mineiro) João Mineiro e Mulatinho (1961)
  6. Desafiando (Zé Pagão e Luizinho) Zé do Mato, Saracura e Nhá Serena (1960)
  7. Esperança (Goiá e Goiazinho) Paiozinho e Patrício (1958)
  8. Ferramenta de Caboclo (Teddy Vieira, Palmeira e Osvaldo Aude) Mineiro e Manduzinho (1955)
  9. Filho da Fronteira (Zé do Mato e Soberano) Pavão do Norte e Muzambinho (1960)
  10. Força do Destino “Campeão do Pealo” (Walter AMaral e Sebastião Vitor) Tangará e Pavão do Norte (1955)
  11. Gotas de orvalho (Antonio e Antoninho) Antonio, Antoninho e Darcy (1961)
  12. Gotinhas de Saudade (Bolinha e Suely) Primas Miranda (1959)
  13. Menina do Bolo (Roque José de Almeida e Teddy Vieira) Zé Ferreira e Ferreirinha (1955)
  14. Que Bom Seria (Alberto Conde) Cascatinha e Inhana (1962)
  15. Rancho Alegre (Felipe Bermijo, Adp. Capitão Furtado) Xandica e Xandoca (1943)
  16. Saudade de Alguém (Pedro Bento e Zé da Estrada) Leôncio e Leonel (1959)
  17. Sem Ninguém Por Mim (Jair Gonçalves e Osvaldo Cavasini) Duo Glacial (1963)
  18. Só para você (Mário Zan e Messias Garcia) Mariazinha Vieira (1955)
  19. Vida na Roça (Manuel Cardoso Rodrigues) Dupla Tar e Quar (1941)
  20. Zé Claudino (Carreirinho e Zé da Estrada) Pedro Bento e Zé da Estrada (1962)

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