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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Inscrições para aulas de viola eviolão grátis

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O Clube da Viola de Bauru, através do Projeto “Acordes de Viola”, apoiado pelo Projeto “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultura e Secretaria de Cultura de Bauru, informa que estão abertas inscrições para aulas de viola e violão, sendo oito vagas para a Oficina de Violão e mais seis para a Oficina de Viola. As inscrições serão feitas no próximo domingo, 04/03/2012, das 10h00 às 12h00, no Centro Social urbano (CSU) da Bela Vista, na Rua Rui Barbosa, 17-51. As inscrições serão por ordem de chegada e as aulas são totalmente grátis, mas é preciso possuir o instrumento e ser maior de 12 anos. As aulas serão ministradas pelo Professor Luciano, formado pelo Conservatório Musical de Itatuí. Maiores informações com o Tião Camargo pelo telefone (14) 9748-6106. Não serão aceitas inscrições por email e/ou por telefone.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pião Carreiro e Pardinho

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A música Prece de Amor, gravada em 78 rpm em 1961, embora apareça na discografia de Tião Carreiro e Pardinho, sempre soubemos que se tratava de Pião (Peão) Carreiro e Pardinho, mas precisávamos de uma confirmação mais concreta. Essa confirmação veio agora através de Dona Lucília, esposa do Pardinho, para nosso Amigo e Violeiro de Botucatu, Ramiro Vióla, que nos enviou a fotos do disco, as quais postamos aqui no blog

Obrigado Ramiro!

  1. Mundo Véio Sem Porteira (Lourival dos Santos, Teddy Vieira e Zé Carreiro) (Sertanejo_PTJ-10.231B - 1961)
  2. Prece de Amor (Sebastião Vitor e Pardinho) (Sertanejo_PTJ-10.231A -1961)

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pirací – Eu Sou Pirací, O Rei Dos Trocadilhos – (XXXX)

02/12/2010

Por carlos

Capa Site Contracapa Selo Lado A Selo Lado B Copiei tudo do Site Bau do Longplaying. Aliás um belíssimo trabalho, principalmente do grande Paulo Lúcio.

Piraci
Miguel Lopes Rodrigues
* 1917 Piracicaba, SP
+ 1974 Caieiras, SP

Biografia
Cantor. Compositor.

Dados Artísticos
Em 1941, ainda usando o nome artístico de Piracicabano formou dupla com Palmeira com quem começou a atuar na Rádio São Paulo. A dupla atuou alguns anos obtendo enorme sucesso. Como compositor teve inúmeras composições gravadas pela dupla Tonico e Tinoco. Uma de suas composições de maior sucesso gravada por essa dupla foi o rasqueado “Adeus morena adeus”, registrada em 1946. Em 1959 compôs (…) Saiba mais sobre Piraci aqui no Blog Saudade Sertaneja

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Álbum: Eu Sou Pirací, O Rei Dos Trocadilhos
Ano/Gravadora: (N/D) Sabiá/Copacabana SCLP 10508
Artista(s): Pirací
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Paulo Lucio
Formato: MP3 kBit/s 192
Áudio: Ótimo

Links Individuais
Fonogramas Lado A
Link A01. Discurso do Pirací – (Pirací)
Link A02. Bairros de São Paulo – (Pirací)
Link A03. A Política e o Ovo – (Pirací)
Link A04. Casamento Na Roça – (Piraci)
Link A05. Briga de Dois Fotógrafos – (Pirací)

Fonogramas Lado B
Link B01. Lutando Para Gravar – (Pirací)
Link B02. Trocadilhos Dos Carros -  (Pirací – Stélio)
Link B03. História da Enxada – (Pirací)
Link B04. O Crime do Gavião – (Pirací)
Link B05. História de Uma Língua – (Pirací)
Link B06. Decreto do Governo – (Pirací)

Link Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

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Crédito: Paulo Lucio

Postagem do site Bau do Logplaying

Pedro Bento e Zé da Estrada – Progresso do Brasil

Pedro Bento e Zé da Estrada (1964) Progresso do Brasil

(1964 ?) Progresso do Brasil

  1. Progresso do Brasil (Nelson Gomes-Luiz de Castro)
  2. O Peão Que Montou No Diabo (Pedro Bento-Moacyr dos Santos)
  3. Carta do Pracinha (Zé Paióça-Zé Capoeira)
  4. João Bobo (Pedro Bento-Nelson Gomes Martins)
  5. Exaltação a Viola (Zé Godoy-Carreirinho)
  6. Os Três Boiadeiros (Anacleto Rosas Jr)
  7. Seresteiro Da Lua (Pedro Bento-Zé da Estrada-José Raia)
  8. Taça Da Dor (Nízio-Benedito Seviero)
  9. Bom Jesus de Pirapora (Serrinha-Ado Benatti)
  10. As Feras do Saldanha (Joel Antunes Leme-J. G. Barbosa)
  11. Porto das Monções (Pedro Bento)
  12. Os Três Beijos (Serrinha-Campos Negreiro-Zé da Estrada)

Enterupload / Filepost / Filesonic / Hotfile / Uploading / Wupload
Créditos: Rodrigo Sinhoreti – Campinas/SP

Eu sempre tive dúvidas quanto ao ano de gravação deste disco de Pedro Bento e Zé da Estrada, que, sequer, aparece relacionado na discografia no site da própria dupla. A dúvida é devida a música “As Feras do Saldanha” que fala da Copa do México, dos jogadores Carlos Alberto, Edu, Piazza, Jairzinho, Tostão, entre outros, que não fizeram parte da Seleção Brasileira em 1964; tampouco o Saldanha era Treinador da Seleção nesta época. Essa mesma música aparece num compacto duplo da dupla de 1969 (CABOCLO - Continental - LCD - 13.011-A1 (1.969). Aí tudo bem, mas 1964… não é possível. Com a palavra meus colaboradores de plantão.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Raridades fonográficas matogrossense

Raridades Matogrossense

Clique na imagem para vero video completo

Colecionador monta arquivo fonográfico com raridades da música regional

Enviado por Carlos Luz

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Saudade Sertaneja – Volume 31

David Arioch – Jornalismo Cultural

Charretes se destacavam na década de 1950

Charrete 01 Paranavaí contava com mais de 80 charreteiros (Acervo: Casa da Cultura)

Meio de transporte era muito usado pela população de Paranavaí

Nos anos 1950, o meio de transporte mais usado pela população de Paranavaí era a charrete. O serviço que tinha um custo baixo ficava disponível o dia todo em três pontos da cidade. Pioneiro lembra que os charreteiros tomavam conta de todas as ruas numa época em que os automóveis eram acessíveis a poucos.

As charretes surgiram em Paranavaí na década de 1940, mas se popularizaram em 1950, quando houve um bom crescimento populacional registrado a partir de 1948. Com um maior número de moradores, surgiu a necessidade de um serviço de meio de transporte que facilitasse a vida em comunidade. “Foi aí que alguns migrantes tiveram a ideia de trabalhar como charreteiros. Quase ninguém tinha carro, e como tudo ainda era longe, já que nem todo mundo tinha condições de morar na região central, o jeito era pagar pelo serviço de charrete”, relatou o pioneiro cearense João Mariano, acrescentando que o preço de uma “corrida” era acessível à maioria.

Por volta de 1955, já havia em Paranavaí mais de 80 charreteiros que se dividiam em três localidades: Ponto Azul, Avenida Paraná e Zona do Baixo Meretrício, quase em frente à Boate da Cigana [onde se situam os prédios Catuay e Guarapari]. Muitos dos pioneiros que atuavam no ramo eram ex-peões que trabalharam na abertura de estradas e derrubada de mata.

Havia também aqueles que não deram certo como comerciantes e produtores rurais, e decidiram usar cavalos e bois para outra finalidade. “O serviço de peão era pesado e sofrido, então acontecia do sujeito guardar um dinheirinho, comprar um cavalinho, uma carroça velha, mandar reformar e transformar em charrete”, explicou Mariano. Outros compravam madeiras, procuravam materiais que podiam ser aproveitados e a construíam por conta própria.

Os charreteiros eram contratados principalmente para levar passageiros para pegar ônibus no Ponto Azul e avião no Aeroporto Edu Chaves [atual Colégio Estadual de Paranavaí (CEP)], além de transportar pessoas até a Zona do Baixo Meretrício. “Uma charrete chegava a fazer até dezenas de viagens num dia. Tinha época que tinha muito serviço, mas de vez em quando diminuía um pouco por causa de alguma crise agrícola”, relatou o pioneiro, acrescentando que o modelo da carroça variava conforme a situação financeira do carroceiro.

Enquanto algumas ofereciam o mínimo de conforto, como um assento estofado, muitas eram mais simples, com bancos de madeira. “Numa corrida curta quase ninguém se importava com isso, mas se o trajeto fosse um pouco mais longo podia ficar desconfortável. Tinha peão que chegava a descer da carroça com o corpo duro”, brincou João Mariano que nunca se esqueceu das muitas oportunidades em que viu as ruas da cidade tomadas por dezenas de charretes.

Segundo o pioneiro, naquele tempo, estranho era o som de um motor em meio a tantos animais trotando, galopando e relinchando. “Quando fazia muito calor, e no fim da tarde os charreteiros voltavam pro ponto, às vezes, traziam um vento que levantava a poeira das ruas de chão batido. O céu avermelhava enquanto o solo arenoso as donas-de-casa castigava, sujando toda a roupa do varal, mas fazer o que se era mais um dia de trabalho normal?”, poetizou o pioneiro cearense.

Fonte: http://davidarioch.wordpress.com/tag/predio-guarapari/

Saudade Sertaneja, Volume 31

  1. A Morte do Palhaço (Jacy Ferreira da Fonseca e Osvaldo Audi) - Borges e Borginho (1957)
  2. Buquet de Flores (Teddy Vieira e Zé Carreiro) - Carreirinho e  Zé Pinhão
  3. Caboclo Forgazão (Alvarenga e Ranchinho) - Alvarenga, Ranchinho e Antenógenes Silva (1938)
  4. Calor da Morena (Lourival dos Santos) - Cacheirinho e Corumbá (1960)
  5. Cante Comigo (Jeca Mineiro e Campanha) - Campanha e Cuiabano (1962)
  6. Cateretê Paulista ''Azul Cor de Anil'' (Arlindo Santana e Cornélio Pires) - Cornélio Pires e Arlindo Santana (1930)
  7. Destino de Um Boêmio (Caçula e Marinheiro) - Caçula e Marinheiro (1960)
  8. Meu Caminhão (Brasão, Brasãozinho e Pilatim) - Brasão e Brasãozinho (1960)
  9. Meu Sertão (Blinha e Nhô Pinta) - Bolinha, Cidoca e Suely (1958)
  10. Meus Oito Anos (Ariowaldo Pires e Nhô Pai) - Nho Pai e Nho Fio (1943)
  11. Moda dos Inventores (Brinquinho e Beoso) - Brinquinho e Brioso (1943)
  12. Nostalgia (Erothides e Campos) - Cobrinha, Capitão e Ângelo Reale (1942)
  13. Numa Noite de Luar (Alvarenga) - Alvarenga e Bentinho (1938)
  14. Relembrando (Geraldina Rodrigues ''Dadá'' e Paiozinho) - Borandi e Jaguarão (1962)
  15. Segredo (Itami  e A. Geraldes) - Brasão, Sapezinho e Cambuí (1960)
  16. Sul de Minas (Brasão e Marinheiro) - Brasão e Marinheiro (1956)
  17. Tristeza de Caboclo (Bié e Juquinha) - Bié e Juquinha (1956)
  18. Zé de Baixo E Zé de Cima (Antonio-José Russo) - Antonio, Antoninho e Darcy (1965)

OBS.:  A música “Buquet de Flores”, além da falta do ano de gravação, com Zé Carreiro e Carreirinho constam como compositores eles mesmos; em outras gravações, aparece apenas o nome do Carreirinho. Aqui, com Carreirinho e Zé Pinhão, aparece como compositores da mesma música Teddy Vieira e Zé Carreiro. Quem sabe, algum de nossos colaboradores pudesse nos esclarecer melhor.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sobre a Dupla Curió e Canarinho

Olá Tião Camargo, bom dia!

Sou Chefe de um restataurante na cidade de Toronto/Canada e estavamos entre os 100 restaurantes escolhidos a partcipar do um festival de comidas no inverno.
Realmente sei algumas coisas sobre as antigas duplas "Curió e Canarinho, Chitãozinho e Chororó – não se trata da atual dupla - Chitão e Chitãozinho e outras mais, das quais meu pai (Orlando Augusto de Oliveira fez parte), tenho alguns artigos de jornais, fotos da época e outras coisas mais. Infelizmente estes artigos e arquivos encontram-se  em Belo Horizonte/MG, minha irmã tem os guardado. Devo estar de volta ao Brasil no ano que vem, se Deus quiser! Voce também poderá entrar em contacto com o Sr. Olavo (Sucupira), ele sabe muito sobre este assunto. Meu pai faleceu em 2001, outra opção é minha irmã, caso queira entrar em contato com ela, deixe me saber.
No mais, meu muito obrigado e Deus o abençõe!

Abraço, Jackson Lara de Oliveira...

> Date: Tue, 31 Jan 2012 09:01:57 -0200

PIRAPORA DO BOM JESUS E BOM JESUS DE PIRAPORA e Ado Benatti

acasrecente Autor:  AntónioCarlos Affonso dos Santos

Pirapora do Bom Jesus é uma cidade pequena e calma, às margens do Rio Tietê. A cidade fica num vale encravada entre grandes montanhas da serra do Ivoturuna. Fundada em 25 de maio de 1730, a cidade desenvolveu-se notadamente com os faiscadores de ouro e depois com a agricultura. Atualmente, o Rio Tietê está bastante poluído neste trecho. O Rio Tietê corta o centro velho da cidade e por vezes, pode-se observar tapetes de espuma sobre suas águas. Este fato ocorre devido a proximidades da cidade, da Barragem de Pirapora do Bom Jesus. Essa barragem, tem por finalidade acumular água, para atender a Usina Hidroelétrica de Rasgão, inaugurada em 1925, que se situa pouco mais abaixo e que produz energia elétrica para a cidade e até para outras usinas.

As águas poluídas do Tietê, quando passam pelos seus vertedouros ou pela sua tubulação interna de descarga, acabam por produzir muita espuma, proveniente da contaminação da água por dejetos domésticos, notadamente detergente, usado em alta escala na maior cidade do hemisfério sul do planeta; São Paulo, que fica à montante e despeja diariamente algumas toneladas deste produto, utilizado em todas as casas dos 16 milhões de pessoas.

O resultado da contaminação ambiental pode ser vista diariamente, sendo que este autor já presenciou pessoalmente um dia em que a ponte que cruza o rio e que fica no centro velho da cidade estava revestida de espuma; convém que o leitor atente de que a ponte fica, no mínimo cinco ou seis metros acima do nível normal do Rio Tietê naquele ponto.

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VISTA DA IGREJA MATRIZ DE BOM JESUS DE PIRAPORA, A PARTIR DA PONTE QUE CRUZA A CIDADE. MAIS AO FUNDO, O SEMINARIO PREMONSTRATENSE

Portanto, vocês podem imaginar o grau de poluição atual, que não só pode ser observado, mas também pode ser sentido pelo olfato, pois o mau cheiro, por vezes, é nauseante.

Já a Serra do Ivoturuna que cerca a cidade, é tombada pelo Conselho Nacional do Patrimônio Histórico, o CONDEPHAAT e seu nome em Tupi, significa «Montanha Negra» ; nome esse dado pelos índios, devido à cobertura de vegetação de tonalidade escura, que em determinadas épocas do ano chegava a escurecer a paisagem do entorno do povoado. A Serra do Ivoturuna possui nascentes de água e cachoeiras, inclusive vertentes (fontes) que abastecem o município.

Pirapora do Bom Jesus dista 53 km da cidade de São Paulo, com acesso para a rodovia SP-312 (Estrada dos Romeiros), através do Km 26 da rodovia Castelo Branco. A sua população em 2009 era de 15.706 habitantes, sua área é de 108 km²; o que resulta numa densidade demográfica de 127,43 hab/km². Seus limites são Cabreuva e Jundiái, a norte; Cajamar, a leste; Santana de Parnaíba, a sul e Araçariguama, a oeste.

No início do povoamento, o Rio Tietê serviu como via de transporte, comunicação, energia, subsistência, irrigação e lazer. O ACAS esteve pessoalmente no início dos anos 60 na cidade e a cidade fervilhava de gente atraída pela religiosidade e também para lazer e pesca amadora. O rio era piscoso e a população flutuante de romeiros passeavam em barcas que os levavam para montante do rio até a Usina e abaixo até um trecho em que o rio faz um remanso; local disputadíssimo pelos pescadores de fim de semana.

HISTORIA E RELIGIOSIDADE

Pirapora do Bom Jesus é uma cidade turística, famosa pelas romarias que recebe; onde ciclistas, pedestres, charreteiros, cavaleiros e veículos motorizados chegam para reverenciar a imagem de Bom Jesus. Isso continua até os dias de hoje, embora o número de visitantes têm caído continuamente.

A cidade é também parte do roteiro do «Caminho do Sol», a versão brasileira mais conhecida do «Caminho de Santiago», entre a França e a Espanha, divulgado mundialmente até pelo escritor Paulo Coelho.

No Caminho do Sol (do qual o ACAS está preparando artigo a respeito), são percorridos em onze dias, cerca de 240 quilômetros, passando por 12 cidades. O Caminho do Sol inicia-se na cidade de Santana de Parnaíba e termina na cidade de Aguas de São Pedro.

Quem completa o percurso, além de encontrar a introspecção e o desapego material, e desde que tenha coletado todos os «carimbos de passagem» de locais prédeterminados, recebe também o «Arasolis», que é o certificado de conclusão do percurso. (quem quiser antecipar informações entre emcontato com o idealizador do Caminho do Sol, José Palma, entre no e-mail palma@caminhodosol.org ).

De certa forma, o «Caminho do Sol» veio revitalizar a região de Pirapora como uma das sedes espirituais do Brasil Católico Apostólico Romano, numa época em que o materialismo impera.

A cidade de Pirapora do Bom Jesus e o Caminho do Sol, nos prova que a fé continua no nosso povo, se bem que nos dias atuais, robotizado, ele precisa de ânimo (alma) novo em fé antiga, assim o Bom Jesus de Pirapora e o Caminho do Sol são duas chances de tornar-mos mais espiritualistas e menos materialistas.

Pirapora do Bom Jesus tornou-se município em 1959, quando se emancipou de Santana de Paraníba.

A IGREJA MATRIZ DO BOM JESUS DE PIRAPORA

Em 1725, a imagem de madeira do Senhor Bom Jesus, o santo padroeiro da cidade, foi encontrada numa corredeira, apoiada numa pedra do Rio Tietê. Na cidade, o visitante encontra o primeiro Santuário Cristocêntrico do Brasil, cuja origem teve início em 1725, quando foi descoberta, em uma corredeira, a imagem do Bom Jesus.

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FOTO FEITA PELO AUTOR, EM 2010: O CENTRO VELHO DA CIDADE E O RIO TIETE

A capela inicialmente construída no local deu lugar a outra feita de madeira. Em 1845 iniciou-se a construção da atual Igreja (concluída em 1887- a data está mostrada na fachada principal da igreja), que abriga a famosa escultura de Cristo, com cabelos naturais. A escultura está localizada no Altar Mor, protegida por uma redoma de vidro à prova de balas e é acessada pela lateral da Igreja.

Até hoje, a cidade continua recebendo um número bastante significativo de romeiros tanto em datas religiosas quanto em fins de semanas normais.

SEMINARIO

O Seminário Premonstratense foi erguido em 1897. Sua arquitetura é em estilo colonial Português. Em Março de 1898 foram iniciadas as aulas no Colégio Premonstratense, com internato.

Em 1905 é transferido para Pirapora, vindo de São Paulo, o «Seminário Menor Metropolitano» a pedido do Bispo de São Paulo, que funcionou até o final de 1948. De 1953 a 1967 funcionou também no prédio, o Noviciado Premonstratense e o Seminário Maior.

Em dezembro de 1975 o seminário encerrou suas atividades. Atualmente, o prédio serve na sua parte da frontal como residência de cônegos que administram o Santuário, já a segunda parte é destinada ao curso de jovens que ocorrem nos fins de semana.

Dentro do seminário, há um museu, iniciado pelos próprios irmãos no ano de 1900, onde encontramos coleções de borboletas de espécies exóticas e extintas, moedas e selos antigos em ótimo estado de conservação, objetos religiosos pertencentes aos primeiros cônegos, peças pertencentes á Segunda Guerra Mundial; e animais empalhados, pertencentes à mata local (onça e tamanduá - bandeira...) capturados por volta de 1853 e doados pelos caçadores da cidade.

O museu conserva ainda um razoável acervo de fotos que registram o início do desenvolvimento do município e seu passado glorioso: fotos da Revolução Constitucionalista, além de peças esculpidas pelo irmão José Withofs, um grande artista autodidata da cidade com uma vida dedicada á igreja. O museu está aberto aos visitantes somente aos domingos, das 9:00 h ás 16:00 h.

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ROMEIROS A CAVALO RUMANDO A PIRAPORA DO BOM JESUS

A Secretaria da Cultura e Turismo da cidade estima que cerca de 600 mil pessoas vão anualmente a Pirapora, perdendo em número de romeiros, apenas para Aparecida (popularmente conhecida como Aparecida do Norte), cidade onde se encontra a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Algumas romarias repetem-se todos os anos, há muitos anos, especialmente as romarias a cavalo; de Santo Amaro (bairro antigo de São Paulo) e a Romaria de Jundiaí (cidade próxima à Pirapora).

Sobretudo no mês de julho a cidade fica lotada de turistas religiosos. E muito bonita a missa que é feita em homenagem às romarias a cavalo, pois os fiéis peões, assistem à missa montado em seus cavalos e charretes, enquanto o padre que oficia a missa sobre uma espécie de palco gigante, onde é montado um altar com a imagem milagrosa.

E comovente ver aqueles fiéis, montados nas suas montarias, chapéu na mão, olhar voltado para o solo, em clima de respeito. O ACAS assistiu duas dessas missas.

A história narra que José Almeida Naves, que encontrou a imagem do Bom Jesus, decidiu transportar a imagem para o município de Santana de Parnaíba, quando o carro de seis juntas de bois atolou na estrada.

Contam os relatos que vários homens tentaram em vão retirá-lo, quando se acercou um surdo-mudo destes homens e disse: «coloquem uma só junta e a imagem voltará de onde saiu».

Os homens seguiram seu conselho e o carro saiu do atoleiro. Pasmos eles ficaram, pois este surdo-mudo nunca falara antes. No local onde aconteceram os fatos, foi erguida uma capela e esta notícia se espalhou rapidamente.

Iniciaram-se assim as primeiras romarias, com os devotos cumprindo suas promessas e banhando-se nas águas milagrosas do «Beco do Rio Santo». Desde então, a cidade vem recebendo um grande número de romeiros, tanto em datas religiosas, quanto nos finais de semana. Pelo que o ACAS pesquisou, este talvez tenha sido o primeiro milagre do Bom Jesus de Pirapora na cidade.

Por ser um santo milagroso, inúmeros relatos de milagres podem ser ouvidos das bocas das pessoas moradoras em Pirapora e pelo alto número de «Ex-Votos», peças em cera que significam partes do corpo humano que eram doentes e que milagrosamente foram curadas pelo Bom Jesus; lá encontram-se peças representando mãos, pés, cabeças, corações, etc.

Também lá podem ser encontradas, diariamente, pessoas de todos os níveis sociais que procuram alento às suas vidas, esperança, curas e emprego.

PIRAPORA DO BOM JESUS E BOM JESUS DE PIRAPORA, Ado Benatti e Geraldo Filme

acasrecente

Coluna: Antônio Carlos Affonso dos Santos. ACAS, o Caipira Urbano.

http://www.raizonline.net/noventaecinco/sessentaeseis.htm

ARTISTAS PIRAPORENSES FAMOSOSpiraporaadobenatoacas

ADO BENATI (E SEU SUPEREGO ZE DO MATO) NO ESCRITORIO DE PIRAPORA

Não necessariamente eles nasceram em Pirapora do Bom Jesus, mas suas histórias ficaram (e ficarão) ligadas eternamente à cidade.

Sem dúvida, o artista mais conhecido que passou por Pirapora, foi o Ado Benati. Ele nasceu em Taquaritinga (SP) em 23/09/1908 e morreu em Pirapora do Bom Jesus (SP) em 04/11/1962.

Ele começou a carreira artística compondo emboladas e cantando em programas de calouros; o «must» da época. Em 1939 passou a atuar na Rádio Educadora Paulista de São Paulo, com o regional de Caxangá (um tipo de banda da época). Mais tarde passou a atuar como contratado pela rádio Difusora de São Paulo.

Fez fama quando por volta de 1947 criou o personagem Zé do Mato; neste mesmo ano teve gravada por Tonico e Tinoco, sua primeira composição: a moda de viola «Destino de um Caboclo».

Um de seus maiores sucessos foi a música «Bom Jesus de Pirapora», onde o poeta narra de modo comovente, a saga que uma senhora teve que passar para chegar à Pirapora de Bom Jesus e o milagre conseguido.

Mesmo nos dias atuais, se pode ouvir esta música no serviço de alto falantes da cidade. Ado Benati publicou também livros e escreveu peças de teatro, que à época eram montadas em circos pelo interior do Brasil afora.

Alguns de seus grandes sucessos como compositor foram «Bom Jesus de Pirapora» e «Transporte de boiada». Publicou os livros de poemas «Musa cabocla» e «Alma da terra».

Escreveu também as histórias populares «Contos do Zé do Mato» e os versos populares «Tambaú, cidade dos milagres», «A morte do Dioguinho», «Bom Jesus de Pirapora» e «Os crimes de Dioguinho».

Foi autor também de diversas peças caipiras que alcançam sucesso ainda hoje. Dentre elas, podemos citar «Mão criminosa», com Tonico e Tinoco, «O filho do sapateiro» e «Sindicato dos malucos».

Segundo informações colhidas pelo ACAS, alguns moradores lembram-se dele ou contam que seus pais tinham contato com ele. Ado Benati tinha uma casa em Pirapora, chamado por ele de «rancho», onde compunha, recebia amigos e pescava muito.

Bom Jesus de Pirapora

Clássico da música sertaneja ...- Autores: Ado Benatti e Serrinha, gravado em 1951, por Serrinha e Caboclinho (Rielinho auxiliava com seu conjunto) ...Vários artistas a gravaram depois, inclusive Tonico e Tinoco...

Eis a letra :
(Declamado)
Mãe, nome sagrado que a gente venera e adora
Criatura que mais se ama, depois de Nossa Senhora!
Vendo minha mãe paralítica, sem um sinal de melhora,
Levei ela confiante ao Bom Jesus de Pirapora...
(Cantado)
Num velho carro de boi,
Saímos estrada a fora,
Passamos em toda a viagem
Perigos de hora em hora,
Dormindo nos mataréus
Aonde a pintada mora
Mas quem tem fé neste mundo
Sofre calado e não chora!
Com dez dias de viagem,
Sem a esperança perder,
Do alto dum espigão,
Ouvi um sino gemer...
A mais linda paisagem,
Que nunca hei de esquecer
A Matriz de Pirapora,
Na margem do rio Tietê!
Até a porta da igreja,
Carro de boi nos conduz.
Levei minha mãe no colo,
No altar cheio de luz.
Ali mesmo ajoelhei,
Fazendo o Sinal da Cruz,
Beijei a imagem sagrada
Do abençoado Jesus...
E a cura milagrosa deu-se ali, na mesma hora:
Minha mãe saiu andando daquela igreja pra fora!
Foi um milagre da fé, juro por Nossa Senhora
Bendito seja pra sempre Bom Jesus de Pirapora!

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GERALDO FILME

Outro artista famoso é o sambista Geraldo Filme (nascido em São João da Boa Vista, em 1928 e morreu em São Paulo, em 1995), que já mereceu até um documentário num curta metragem do cinema nacional.

Geraldão conheceu com a avó, os cantos de escravos que influenciaram sua formação musical. Embora haja outros pais do «samba paulista», sem dúvida, Geraldo Filme se não foi o pai, foi o seu antecessor.

A casa onde o Geraldo Filme se reunia com o pessoal de Pirapora para compor e cantar samba, ainda está de pé, mantida pela prefeitura local, passando a se chamar «Espaço Cultural Samba Paulista Vivo Honorato Missé».

O local abriga uma exposição permanente sobre o Samba Paulista e o cotidiano da cidade, além de ser palco de manifestações artísticas e eventos. De São João da Boa Vista pra Barra Funda, daí até Pirapora, de volta ao Brás, Glória, Peruche e finalmente pro Bexiga.

Vendendo marmitas; preparadas pela mãe, versando e dando pernadas (passava bom tempo nas rodas de samba e de «tiririca» [capoeira], que os carregadores improvisavam no Largo da Banana, na Barra Funda), Geraldo Filme de Souza cresceu e se formou nas ruas de São Paulo.

Ainda garoto encontrou na música sua forma de expressão, sendo respeitado como compositor e intérprete. Geraldão da Barra Funda, como era conhecido, teve papel importantíssimo no desenvolvimento do carnaval e das escolas de samba de São Paulo.

Fundou cordões, blocos e atuou como diretor de carnaval da Vai Vai, onde compôs sambas que se consagraram como verdadeiros hinos da escola: «Quem nunca viu o samba amanhecer, vai no Bexiga pra ver».

Apesar de sua popularidade no meio sambístico, Geraldo Filme não tinha representatividade na mídia ou entre as gravadoras da época. Contemporâneo de Oswaldinho da Cuíca, Adoniran Barbosa e Germano Mathias (nos dias atuais, só o Germano Mathias ainda está vivo), o que hoje conhecemos de suas composições é fruto de um único disco, lançado em 1980, quando já contava 52 anos de vida, onde gravou suas canções mais conhecidas, entre elas: «Vai cuidar de sua vida», «A morte de Chico Preto», «Silêncio no Bexiga», «Tradição» e «Tristeza do sambista» entre outras.

Nos últimos anos de vida, Geraldo Filme trabalhou na organização do Carnaval na cidade de São Paulo, tornando-se uma referência da cultura negra paulistana. Um aspecto pouco estudado de sua obra é a releitura do samba rural paulista («Batuque de Pirapora» vide NA, «Tradições e Festas de Pirapora»), que trazem elementos dos jongos, vissungos e batuques ensinados por sua avó.

Segundo apurado em documentário da TV cultura de São Paulo (ENSAIO), Geraldo Filme ia quase todos os fins de semana à Pirapora em companhia da mãe, pois na cidade morava uma sua tia, irmã de sua mãe; que também gostava de música e freqüentavam a casa onde hoje se situa o Espaço cultural Samba Paulista, onde Geraldo fez os primeiros contatos com um tipo de música que o inspirou para o resto de sua vasta e producente vida artística.

Trecho do documentário sobre Geraldo Filme

NA: O leitor pode tomar conhecimento da música que Geraldo Filme fazia em Pirapora, acessando o «Batuque de Pirapora» no site www.sambadobau.com.br

e aqui abaixo (N.Redação)

Batuque de Pirapora - Geraldo Filme

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ronildo e Ronaldo (78 rpm)

Sabiá - S-572 (1961)

1. Rainha do Café (Zezé Campos / Ronildo)
Moda de viola

2. Morena Ingrata (Gonçalo Aparecido Amaral)
Cururu

Sabiá - S-640 (1963)

1. Pedaço de Minha Vida (Raul Torres)
Cateretê

2. Amor de Soldado (Pinguinha)
Moda de viola

Ronildo e Ronaldo formaram, no início dos anos 60, uma excelente dupla. Gravaram dois discos em 78 rpm e um LP (RONILDO E RONALDO (1975) Som/Copacabana SOLP 40557) e desapareceram. Toquei muito essa dupla em meu programa Saudade Sertaneja na Bauru Rádio Clube, sem nunca consegui informações sobre ela, além de que era da Região de Jaú. Embora, bem pertinho de Bauru, nunca consegui confirmar tal informação. Tenho o LP deles, mas para postar gostaria de saber mais detalhes sobre a dupla. A quem puder me ajudar, agradeço.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dúvida sobre acordes de violão

Meus amigos colaboradores, estou montando um dicionário de acordes básico para violão. Como não domino a matéria, tenho apenas conhecimento básico, algumas dúvidas já era de se esperar. Uma delas é sobre a formação do acorde C7 (Dó com sétima), que, no campo harmônico da ‘Música Sertaneja, é conhecido com a segunda de Fá maior. Para se formar o acorde de C (Dó) teremos as seguintes notas: C, E, G, ou seja, a Fundamental (C), a Terceira Maior (2 tons da fundamental, temos o E), a Terceira menor ou quinta justa (1 tom e meio da terceira menor, temos o G). Para formamos o acorde C7, temos que acrescentar uma nota 1 tom e meio da Terceira menor, temos o A#.

Analisando as notas do braço do violão, podemos montar o acorde de dó em diversas combinasções, como abaixo

C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, B, C

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O acorde de dó com sétima ficara assim:

C, C#, D, D#, E, F, F#, G, G#, A, A#, B, C

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Em todos os dicionários de acordes que conheço, o C7 aparece assim, com o A#, mas sem o G.

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Alguém poderia me ajudar?