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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Zé Moreno e Zé Goiano

A vida é assim, mesmo; de uma coisa todos temos absoluta certeza: todos morreremos um dia. Todos, sem nenhuma exceção, já vivenciamos a morte de muita gente querida de nossos seios de amigos, conhecidos, familiares, etc.. e, mesmo com muita tristeza, temos que tocar a vida em frente. Assim aconteceu e está acontecendo com o Zé Goiano, comigo e com tanta gente amiga e fã do Eli Silva. Mas, como já falamos, a vida continua e o Zé Goiano está de parceiro novo. Vem aí uma grande dupla que promete muito: ZÉ MORENO E ZÉ GOIANO.

Zé Moreno e Zé Goiano

CONTATOS

(11) 8737-6937 – Zé Moreno

(14) 9701-7937 – Zé Goiano

Email (zemorenoezegoiano@gmail.com)

O Zé Goiano já velho conhecido da gente e todos que visitam nosso blog; temos aqui a biografia completa de Eli Silva e Zé Goiano. Vamos, agora, apresentar o Zé Moreno.

O Zé Moreno, nasceu em Juramento, Distrito de Montes Claro/MG. Em 1987 ganhou um festival em Guarulhos, compondo a dupla TITO MULATO E ZÉ MORENO e ganharam o direito de gravar  uma coletânea com mais 5 duplas.

Fez parte das duplas ZÉ MORENO E MANOEL ROSA um dos integrantes da dupla NOVAIS E MANOEL ROSA e OSVALDO E ZÉ MORENO, sendo que o Osvaldo foi o primeiro Loreto da Dupla com Lorito.

Em 2004 gravou um trabalho pela gravadora Chororó intitulado SOLIDÃO NA ESTRADA com o nome de CANADA formando a dupla CANADA E CONTINENSE. 

Em 2006 gravou dois trabalhos como ZÉ MORENO E PARAENSE: "AVIÃO DE MULHER" e "TRIBUTO A PEÃO CARREIRO pela gravadora Tocantins. Aliás, o Paraense também foi um dos Loritos da Dupla Lorito e Loreto.

Hoje o Zé Moreno está iniciando um novo trabalho ao lado do Zé Goiano. São dois grandes artistas e nós vamos ficar torcendo e rezando para que sejam muito felizes e façam muito sucessos para que continuem nos proporcionando, por muito tempo, muitos momentos de alegria e prazer em ouvir outras belíssimas páginas musicais que, com certeza, virão

Mas não se esqueçam, meus amigos: Um artista não se faz apenas pela arte que pratica. Ser artistas não é fácil, pois os fãs sempre o vê como sendo uma pessoa especial, diferente, e não se dá conta de que se trata de alguém como todas as demais pessoas; de que os artistas tem as mesmas necessidades, angústias, sofrimentos e desejos, tem família, sonha como todos ser humano e vive em busca da felicidade.

Felicidades, Zé Moreno e Zé Goiano!

Tião Camargo

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Saudade Sertaneja – Volume 15

Ipe branco 01
Ipe Branco 02

  1. A Canção do Tropeiro (Vieirinha) Oswaldinho e Zé Bernardes (1959)

  2. A Cruz do Caminho (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) Tonico e Tinoco (1947)

  3. A Enxada e a Caneta (Capitão Barduíno e Teddy Vieira) Zico e Zeca (1959)

  4. A Felicidade (Alberto Conde e Henricão) Cascatinha e Inhana (1954)

  5. A Marca da Ferradura (Lourival dos Santos e Riachão) Tonico e Tinoco (1956)

  6. A Morte de Francisco Alves (R. Torres e S. Teixeira) Duo Brasil Moreno (1952)

  7. A Saudade Mandou Lembrança (Serrinha) Serrinha e Caboclinho (1951)

  8. A Última Valsa (José Fortuna) - Zé Fortuna e Pitangueira (1957)

  9. A Vingança do Soldado (Chiquinho e Cap. Balduíno) Zé Tapera e Chiquinho (1957)

  10. Abismo Cruel (José Fortuna e Sulino) Sulino e Marrueiro (1957)

  11. Adeus Morena (Tuta e Liu) Liu e Léu (1961)

  12. Adeus Morena, Adeus (Piraci e Luiz Alex) Tonico e Tinoco (1946)

  13. Adeus Piracicaba (Benigno Lagreca) Cobrinha, Capitão e Ângelo Reale (1942)

  14. Ai, Amor (Carreirinho) Zé Carreiro e Carreirinho (1961)

  15. Alecrim na Beira D'água (J.M.Alves e Antonio Rago) Irmãs Galvão (1956)

  16. Alvorada (Luizinho) Palmeira e Luizinho (1953)

  17. Amanhecer na Roça (Laranjinha e Zequinha) Laranjinha e Zequinha (1951)

  18. Amargurada (Paiozinho e Goiá) Paiozinho e Patrício (1959)

  19. Ambição (Sulino e Moacyr dos Santos) Sulino e Marrueiro (1956)

  20. Amor Passageiro (Teddy Vieira e Biguá) Souza e Monteiro (1955)

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A GRANDE FESTA DA BARRA GRANDE

Festa da Barra Grande

Tiao e Jotha camargo

Tião Camargo e Jotha Camargo

Zanilo e Zanete

Zanilo e Zanete

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eli Silva e Zé Goiano (2005) Lembrança de um Passado

  1. Lembrança de Um Passado (Eli Silva e Zé Goiano)
  2. Garimpeiro Apaixonado (Jesus Belmiro e Edson Bellode)
  3. Dilúvio (José Fortuna e Paraíso)
  4. A Dama do Amor (Erlon Valentim Vieira e Zé Goiano)
  5. Grito de Guerra (Zé Goiano e Jesus Belmiro)
  6. Pedaço de Vida (Eli Silva, Zé Goiano e Valdemar Reis)
  7. Bandeira de Caboclo (Eli Silva e Zé Goiano)
  8. Mãe Maria (Eli Silva, Jesus Belmiro e Zé Goiano)
  9. Tô Saindo, Tô Chegando (José Fortuna e Paraíso)
  10. Areião da Saudade (Eli Silva, Zé Goiano e Valdemar Reis)
  11. Arreio da Vida (Antônio M. Carneiro e Zé Goiano)
  12. Um Pedaço da Minha Vida (Raul Torres)
  13. Cantinho do Planeta (Moacyr dos Santos e Paraíso)
  14. Adeus Mocidade (Erlon Valentim Vieira e Zé Goiano)
  15. Mio Doce (Eli Silva e Zé Goiano)

Eli Silva e Zé Goiano DOWNLOAD

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tonico e Tinoco (1959) Na Beira da Tuia

2º LP de Tonico e Tinoco

Tonico e Tinoco -  Na Beira da Tuia

  1. Amei - Tonico/Tinoco
  2. Brasileiro - Tonico/Motinha
  3. Segura a saia - Pirigoso/Tonico/Tinoco
  4. João Palhaço - Abílio  Vitor
  5. Gaúcho velho - Helivelto Martins/Pedro de Almeida
  6. Sereno da madrugada - Tonico/Tinoco
  7. Rei do gado - Teddy Vieira
  8. Meu sertão - Tonico/José Lopes
  9. A madrasta - Chiquinho/Zé Paioça
  10. Me leva - Priminho/Elpídio dos Santos
  11. Carro de boi - Tonico
  12. Curutibana - Pirigoso/Tonico/Tinoco

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CRÉDITO: Ademar Afonso

Obrigado, Cumpadri!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Saudade Sertaneja (Volume 14)

Pé de Ipê
Pé de Ipê e João de Barros
  1. A Cruz da Salvação (J. Fortuna e Pitangueira) Zé Fortuna e Pitangueira (1959)
  2. A Dama de Vermelho (Ado Benatti e Jeca Mineiro) Paiozinho e Zé Tapera (1960)
  3. A Moda da Japonesa (Orlandinho e Teddy Vieira) Pirapó e Cambará (1960)
  4. A Morte da Bugrinha (Teddy Vieira e Alcindo Freire) Zico e Zeca (1959)
  5. A Professora e o Vagabundo (Moreno e Moreninho) Moreno e Moreninho (1962)
  6. A Rosa e o Jasmim (Palmeira e Alberto Calçada) Irmãs Galvão (1958)
  7. A Viola e a Estudante (Moacyr dos Santos e Leôncio) Leôncio e Leonel (1963)
  8. A Volta do boiadeiro (Teddy Vieira e Sulino) Sulino e Marrueiro (1958)
  9. Abandonada (Palmeira e Mário Zan) Duo Irmãs Celeste (1959)
  10. Abismo (Zé do Rancho e Nízio) Serrinha e Zé do Rancho (1961)
  11. Abraçando a Taça (Flor da Serra e José Russo) Flor da Serra e Pinherá (1960)
  12. Adeus Bela (Tonico e Tinoco) Tinoco e Chiquinho (1960)
  13. Adeus Minha Terra (Liu e Léu) Liu e Léu (1962)
  14. Adeus Rincão (Tuta e Biguá) Leôncio e Leonel (1961)
  15. Adeus, Campinas da Prata (D. A. Moreira e Silveira) Silveira e Barrinha (1962)
  16. Ai Roxinha (Lourival dos Santos e Pimentel) Zé Carreiro e Pardinho (1959)
  17. Alguém é Culpado (M. Gueri e Piraci) Zico e Zeca (1963)
  18. Aliança Contrariada (Lourival dos Santos e Nízio) Primas Miranda (1959)
  19. Alma do Ferreirinha (Jeca Mineiro e Zilo) Zilo e Zalo (1963)
  20. Alma Ferida (Nenete e Dorinho) Nenete e Dorinho (1960)

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Ainda sobre a matéria do Tinco no blog da fama

Depois que postei aqui no blog Saudade Sertaneja a matéria do blog da fama, na qual o Tinoco é chamado de sertanojo, venho recebendo email de pessoas que me acusam, me onfendem e me hostilizam como se eu fosse o autor da referida matéria; jamais faria uma coisa desta. Um verdadeiro absurdo! Encontrei a matéria, por acaso, em uma pesquisa que fazia sobre a crítica que Rolando Boldrin fez ao pessoal do Sertanejo Universitário. Como pouca gente tomou conheciemnto do assunto - inclusive eu não sabia – achei por bem postar aqui no blog para que juntos possamos protestar e defender o maior Icone vivo da História da Verdadeira Música Sertaneja, o grande Tinoco.

Um dos que me acusaram foi o grande Jordano Duarte que, durante muito tempo, acompanhou Tonico e Tinoco como instrumentalista e cantando com o Manito, filho do Tonico, com quem chegou a gravar um disco. Mas, com o Jordano, já está tudo, tudo foi esclarecido. Espero, agora, ter esclarecido ao demais acusadores.

Por conta disso, esta noite perdi o sono e então resolvi levantar bem cedo e me defender… antes da maldição fatal.

 

Tião Camargo

Magoei…

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Biografia de Tonico e Tinoco

Fonte: http://www.widesoft.com.br/users/pcastro2/biograf.htm

Museu “Tonico e Tinoco” em Pratânia

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Tinoco é chamado de Sertanojo por um bloguinho de merda chamado blogssdafama. Clique aqui no link abaixo veja a matéria  aqui no blog.

http://saudadesertaneja.blogspot.com/search/label/Tinoco

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A DUPLA CORAÇÃO DO BRASIL

Dupla sertaneja formada por João Salvador Perez, o "Tonico" (São Manuel-SP,em 02 de março de 1917) e José Perez, o "Tinoco" (nascido em uma fazenda de Botucatu - SP, que hoje pertence ao município de Pratânia, em 19 de novembro de 1920).

Em 1930, quando a família Perez trabalhava na fazenda Tavares, em Botucatu, os dois irmãos ouviram discos da série caipira de Cornélio Pires; João frequentava a escola rural e dava lições para os colonos mais velhos.Dos amigos cobrava um litro de querosene por mês (para manter os lampiões da sala de aula), mas dificilmente recebia alguma ajuda.

José,o mais levado, gostava de caçar passarinhos com arapucas(depois os soltava), de brincar com amigos do arraial e aos sábados vestia-se de coroinha para ajudar a celebração da Missa. Após a cerimônia acompanhava o Padre nas refeições, e voltava para casa levando alimento para os irmãos.

O gosto pela cantoria veio dos avós maternos Olegário e Izabel, que alegravam a colônia com suas canções, ao som de uma antiga sanfona. A primeira música que aprenderam foi Tristeza do Jéca em 1925. Em 15 de agosto de 1935 fizeram a primeira apresentação profissional. Cantaram na Festa da Aparecidinha/São Manuel, em uma quermesse. Junto com o primo Miguel, formavam o "Trio da Roça".

Salvador e Maria do Carmo, pais de Tonico e Tinoco.

Em 1931, Tonico e Tinoco moravam em Botucatu (SP), na fazenda Vargem Grande, de Petraca Bacci, com os pais, Salvador Perez - um espanhol de Léon, na Astúrias espanhola, chegado ao Brasil criança, em 1892 e Maria do Carmo, uma brasileira descendente de negros com bugres. A exemplo de outras crianças da época, os dois garotos, mal aprenderam a falar, já eram cantadores das modas de viola. Aprendiam as letras com Virgílio de Souza, violeiro das redondezas.

Tonico e Tinoco participavam das primeiras serenatas, alegravam festas e bailes de São João. Nas colônias enfeitadas de bandeirinhas, comiam batata-doce assada na brasa, pamonha, milho verde e bebiam quentão. "Os rapazes trabalhavam o ano inteiro para fazer bonito nos bailes, junto às caboclinhas", conta Tinoco. "Nós lá de calça cumprida, camisa xadrez e as botas penduradas nas costas para não estragar o solado. As meninas com seus vestidos de chita dançavam de pés descalços e com uma flor no cabelo cheirando a gostosa." A esperança dos moços e das moças era arrumar um namoro. Foi num desses bailes que Tonico conheceu e apaixonou-se por Zula, filha do administrador da fazenda, Antônio Vani. O pai proibiu o namoro e magoado, Tonico compôs Cabocla.

Naqueles anos 30 só existiam 65 emissoras de rádio e 30 mi1 aparelhos receptores em todo o país, para uma população de 35 milhões de pessoas. Como não havia rádio na região, o conjunto ficou famoso. Mas Tonico e Tinoco só cantavam em dupla nas horas vagas ou nas folgas do trabalho, quando a turma parava para tomar café. Cantavam as modas de viola de Jorginho do Sertão, um autor imaginário, que utilizavam para assinar suas canções, que falava da crise no país com as revoluções de 1930 e 1932.

As irmãs: Antonia, Rosalina e Aparecida.

O irmão Chiquinho, cantor e humorista.

No fim do ano agrícola de 1937, os Pérez decidiram, com outras famílias, tentar a vida na cidade de Sorocaba (SP). As irmãs Antonia, Rosalina e Aparecida foram trabalhar na fábrica de tecidos Santa Maria. Tonico foi ser servente na Pedreira Santa Helena, fábrica do cimento Votorantim. Tinoco virou engraxate na Estação Sorocabana e o Chiquinho engajou-se na construção da Rodovia Raposo Tavares, que liga o sul de São Paulo ao Mato Grosso do Sul.

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Chiquinho, quando Tonico esteve afastado da dupla por motivo de doença, substituiu o irmão com grande categoria, chegando a gravar algumas música com o Tinoco, mas nos discos aparecem “Tonico e Tinoco”. Também formou, ao lado de José Sonigo, a dupla Zé Tapera e Chiquinho. Confira as gravações postadas aqui no blog Saudade Sertaneja.

Na postagem que fizemos no blog faltou a música “Paraguaia”, por isso estamos colocando aqui o link desta música. Total são 9 músicas gravdas por Tinoco e Chiquinho.

Não sei por qual motivo que, em todas as biografias publicadas de Tonico e Tinoco, inclusive no Museu de Pratânia, citam o Chiquinho apenas como irmão de Tonico e Tinoco, sem dar a ele o destaque de grande artista que foi;

Tião Camargo

Paraguia (Pedro Bento e Zé da Estrada) Tinoco e Chuiquinho (1961)

http://saudadesertaneja.blogspot.com/search/label/Tinoco%20e%20Chiquinho

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A crise econômica do país chega ao auge. Getúlio Vargas implanta a ditadura do Estado Novo. Adolf Hitler invade e ocupa a Tchecoslováquia e depois a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.

A vida em Sorocaba fica insuportável, nada dá certo para os Pérez e eles decidem retornar ao campo, agora para a fazenda São João Sintra, em São Manoel (SP). A volta, contudo, possibilitou aos irmãos Perez a primeira chance de cantar numa Rádio. O administrador da fazenda, José Augusto Barros, levou-os para cantar na Rádio Clube de São Manoel - ainda hoje lá, na rua Coronel Rodrigues Alves, no centro da cidade. Assim, até o final de 1940, eles ficam trabalhando na roça durante a semana e aos domingos cantam na emissora da cidade. Só por amor à arte, sem ganhar. As dificuldades levaram os Pérez a uma derradeira migração.

Em janeiro de 1941 chegam, de mala e cuia - quatro sacos com os trens de cozinha e duas trouxas de roupa - a São Paulo. À falta de profissão, as meninas foram trabalhar em casa de família, Tinoco num depósito de ferro-velho, Chiquinho na metalúrgica São Nicolau e Tonico, sem outra alternativa, comprou uma enxada e foi ser diarista nas chácaras do bairro de Santo Amaro. Os tempos duros da cidade grande tinham lá sua compensação, principalmente nos domingos, quando a família ia ao circo, na rua Lins de Vasconcelos no então pacato bairro do Cambuci. Num desses espetáculos, os manos conheceram pessoalmente Raul Torres e Florêncio, a dupla de violeiros mais famosa de São Paulo e que depois,com Rielli na sanfona, formaram na Rádio Record o famoso trio "Os Três Batutas do Sertão.

A Rádio Record era do doutor Paulo Machado de Carvalho, que seria chamado "Marechal da Vitória" quando chefiou as seleções brasileiras de futebol campeãs do mundo em 1958 e 19ó2. Depois conheceram Teddy Vieira - um paulista de Itapetininga que produziu um formidável acervo de 500 músicas sertanejas da melhor qualidade - Palmeira e Piraci, artistas exclusivos da Rádio Difusora, no programa "Arraial da Curva Torta", Zé Carreiro e Carreirinho,os quais surgiram em 1950, por intermédio de Tonico e Tinoco que queriam gravar a moda "Canoeiro" deles e os quatro fizeram um acordo: deixariam Tonico e Tinoco gravar a moda se os mesmos arrumassem um contrato na gravadora para eles gravarem também; existiam no país 76 emissoras de rádio e mais de 1,5 milhão de aparelhos receptores. Era ao redor desses aparelhos que o país todo se debruçava para acompanhar nervosamente o noticiário da guerra pelo Repórter Esso. Anunciado como "testemunha ocular da História", esse noticioso foi o primeiro radiojornal a utilizar técnicas modernas no país e era transmitido pelas rádios Nacional (Rio) e Record (SãoPaulo).

Em São Paulo, inscreveram-se no programa de calouros comandado por Chico Carretel (Durvalino Peluzo), na Rádio Emissora de Piratininga.

A dupla, quando venceu o concurso da Difusora. E o auditório dizia: Estes sim que imitam o caipira de verdade!...

O capitão Furtado, que estava sem violeiro em seu programa Arraial da Curva Torta, na Rádio Difusora, promoveu então concurso para preencher a vaga: os dois irmãos, formando a dupla "Irmãos Perez", cantaram o cateretê "Tudo tem no sertão" (Tonico). Classificados para a final, interpretaram de Raul Torres e Cornélio Pires, (esse último um radialista e pesquisador que foi pioneiro no estudo da vida sertaneja, especialmente a paulista, e que deixou uma extensa obra a respeito.) "Adeus Campina da Serra". Quando terminaram, o auditório aplaudiu de pé, em meio a lágrimas. Todos pediam bis àquela dupla que cantava diferente, com afinação, fino e alto. Todos os outros violeiros foram abraçá-los. O cronômetro marcava 190 segundos de aplausos, contra apenas 90 segundos da dupla segundo colocada.
Outra citação importante é que tomaram parte desse concurso junto com os Irmãos Perez, duplas profissionais, conhecidas do Rádio como Nhô Nardo e Cunha Junior, Serra Morena e Cafezal, mas o primeiro lugar estava reservado para nossa querida dupla.

No dia seguinte o Trio da Roça estava contratado pela Rádio Difusora, que naquele período havia sido comprada pela Tupi, parte de ofensiva do jornalista Assis Chateaubriand para formar uma poderosa rede de veículos de comunicação - os Diários e Emissoras Associados. Três meses depois o contrato foi renovado por dois anos e o salário foi acertado em cruzeiros, a nova moeda que aposentara os réis. Eram 1.200,00 uma fortuna, comparado ao salário mínimo, da época, de 280,00. Já sem o primo Miguel, eles eram apenas os irmãos Pérez. Um dia, durante um ensaio do programa Arraial da Curva Torta, o Capitão Furtado - de batismo Arioswaldo Pires, sobrinho de Cornélio Pires , apresentador do programa e também lendário divulgador da música sertaneja - disse que uma dupla tão original, com vozes gêmeas, não poderia ter nome espanhol. Batizou-os, na hora, de Tonico e Tinoco. clique aqui para ver o filme deste "batizado".


A divulgação nos programas da rádio transformava a dupla em sucesso imediato, fazendo surgir dezenas de convites para shows. A primeira apresentação dessas foi no cine Catumbi, em São Paulo, hoje transformado em uma casa de forró sertanejo. Depois rumaram para o interior, em excursões que demoravam uma, duas, às vezes, três semanas. Entravam pelo interior paulista de Taquaritinga, Santa Adélia e seguiam de trem por toda a linha araraquarense. Na Mogiana, passavam por Brodosqui, Franca e terminavam em Ribeirão Preto. Apresentavam-se em cinemas, clubes e até em pátios vazios de armazéns. Quando terminaram a primeira excursão, no Circo Biriba, em Ribeirão Preto, fizeram a partilha do lucro: quatro mil e quinhentos cruzeiros para cada um.

A dupla estreou em disco, na Continental, em 1944, com o cateretê "Em vez de me agradecê" (Capitão Furtado, Jaime Martins e Aimoré)e que foi lançada em 07/45). Na gravação de "Invés de me Agardecê" ocorreu um fato inusitado, pois eles a gravaram e em seguida, quando foram gravar o lado B do disco soltaram a voz tão alto, da forma como cantavam lá na roça e estouraram o microfone . Como o processo de gravação era algo muito caro, o disco saiu apenas com um lado, mas como punição a dupla precisou ficar seis meses fazendo aula de canto para educar a voz e voltar a gravar. Por isso que o lançamento do primeiro 78 rpm para o segundo é curto pois eles gravaram a primeira moda ainda em 1944. Bem sucedida com essa gravação, que serviu de teste, gravou seu primeiro disco completo, a moda-de-viola "Sertão do Laranjinha", motivo popular adaptado pela dupla e Capitão Furtado, e "Percorrendo o meu Brasil" (com João Merlini), que foi sucesso imediato. No ano seguinte (1946)o sucesso definitivamente chegou com "Chico Mineiro" (Tonico/Francisco Ribeiro). Com o sucesso de Chico Mineiro a dupla consagrou-se definitivamente e tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do Brasil. Uma curiosidade: quando Tonico e Tinoco foram gravar Chico Mineiro a gravadora havia informado que esse seria o último disco da dupla, pois eles já haviam gravado 5 discos e existia sempre uma reclamação dos ouvintes com relação a dupla, alegavam que não era possível entender a pronuncia deles nas letras das músicas, os fãs não entendiam o que eles estavam dizendo, aí surgiu Chico Mineiro e tudo mudou, inclusive com o dinheiro que eles ganharam com essa música conseguiram comprar sua 1ª casa para viver com a família. Desde então, tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do país.

Ao final da Segunda Guerra, o número de emissoras de rádio saltou para 117, e os aparelhos receptores eram 3 milhões. Tonico e Tinoco estão agora na Rádio Nacional de São Paulo onde nasceu um de seus mais marcantes programas. Um dia, o auditório estava ocupado com um ensaio e como eles precisavam entrar no ar, puxaram os microfones para fora e fizeram a apresentação do corredor. O locutor Odilon Araújo perguntou de onde o programa estava sendo transmitido e Tinoco respondeu: "Da Beira da Tuia". O nome ficou. Com o término da guerra consolidou-se a influência cultural norte-americana em várias partes do planeta, no Brasil inclusive. As grandes orquestras pontificavam com o swing e sua versão mais dançável, o fox-trot. A parte brilhante do Brasil era o Rio de Janeiro, embora a pedra mais vistosa de sua coroa, o cassino da Urca, já não faiscasse mais, ofuscada pela proibição do jogo, em 1946.

Nos anos 40 na São Paulo provinciana ainda havia espaço, via ondas de rádio, para programas sertanejos de grande prestígio: "Manhã na Roça" de Chico Carretel, na Cruzeiro do Sul; "Arraial da Curva Torta" do Capitão Furtado, na Difusora e "Alma Cabocla" do Nhô Zé, na Nacional. Nos turbulentos anos 40 já existiam boas duplas e que dividiam popularidade com Tonico e Tinoco assim como, Raul Torres e Florêncio (1942), Serrinha e Caboclinho (1942), Alvarenga e Ranchinho (1934), Irmãs Castro (1948), Zé Fortuna, Pitangueira e Coqueirinho (1949), Sulino e Marrueiro (1949).

Tonico e Tinoco, em 1945.

No início dos anos 50 a música sertaneja obteve sua época de ouro e Tonico e Tinoco continuavam absolutos. Programas famosos surgiram nessa década como: "Brasil Caboclo" do Capitão Barduíno, "Onde Canta o Sabiá" do Comendador Biguá e "Serra da Mantiqueira" com Zacarias Mourão na Bandeirantes. Quase todos os grandes nomes da música sertaneja surgiram nessa década: Zé Carreiro e Carreirinho (1950), Zico e Zeca (1952), Irmãs Galvão (1954), Tião Carreiro e Pardinho (1956), Liu e Léu (1957), Craveiro e Cravinho (1959) e muitas mais, mas sem dúvida nenhuma Tonico e Tinoco eram "Os Expoentes Máximos da Música Sertaneja". Apesar da popularidade o trabalho para dupla sertaneja era garantido, porém limitado aos circos somente. Felizmente nessa época apenas em São Paulo estavam baseados cerca de 200 circos que iam ao interior para apresentação dos ídolos sertanejos do rádio.

Quer ouvir na voz da dupla Tonico e Tinoco sua saudação matinal diária para o programa "Onde canta o sabiá", do Capitão Barduino, na famosa Rádio Bandeirantes? Clique aqui


A dupla começou a acumular sucessos no longínquo 1946 com Chico Mineiro (Tonico/Francisco Ribeiro). Ainda na época do 78 rpm, na Continental, fizeram sucesso e imortalizaram páginas como “Boiadeiro do Norte” (Zulmiro) em 1951, “Fim de Baile” (Tonico/Zé Paioça) em 1954 e “Maldita Cachaça” (Tonico/Ana Maria Pereira/Capitão Furtado) em 1956. Em 1955 gravam de Mário Vieira com a participação especial de Araci de Almeida, os cateretês “Tô Chegando Agora” e Ingratidão.”

Tonico e Tinoco mostram o primeiro LP da dupla:
"Com suas Modas Sertanejas" (1958).

No ano de 1960 transferem-se para a Philips e permanecem lá até 1963 onde gravam “Canta Moçada” (Tonico/Nhô Fio), Boiada (Zé Paioça) e Moreninha Linda (Tonico/Priminho/Maninho) em 1960. “Morão da Porteira” (Raul Torres/João Pacífico) e “Chofer de Caminhão” (Tonico/Ado Benatti) são sucessos de 1962. No último ano na Philips lançam 02 LP´s e emplacam com “Gaúcho Alegre” (Tonico/Zé Carreiro).

Em 1961 estréiam no Cinema com o filme “Lá no Meu Sertão” de Eduardo Llorente, filme baseado na vida e obra de Tonico e Tinoco. No final de 1960 a dupla recebera um golpe quase mortal, quando Tonico, tuberculoso desde 1940, precisou ser internado num hospital em Campos do Jordão/SP, cedendo lugar para o irmão Chiquinho tanto nos shows, quanto nos programas de rádio e gravações de discos. Tonico fez uma cirurgia e um tempo depois deixou o hospital com a certeza que não voltaria mais a cantar. Tinoco, através da Rádio Nacional onde faziam o programa, pediu para os fãs rezarem pela saúde de Tonico, o qual ficou curado, e voltou a cantar com mais força e beleza. Em devoção a Nossa Senhora Aparecida, a quem a dupla atribuiu sua cura, construíram na Vila Diva em São Paulo/SP uma capelinha que recebe romeiros e devotos até hoje.

Reestréia da dupla, na Rádio Nacional de São Paulo, em 1964, após o tratamento de Tonico, em Campos do Jordão.

No ano de 1964, já com 20 anos de carreira, Tonico e Tinoco voltam para a Continental e lançam de sua autoria “Arrasta-pé na Tuia” e “Baianinha”. Nesse mesmo ano são contratados pela Chantecler onde permanecem até 1966 e lançam 05 LP´s destacando-se “Rei dos Pampas” (Raul Torres) e “Pinho Sofredor” (Fêgo Camargo/Capitão Furtado) em 1964. “Brasil Caboclo” (Tonico/Walter Amaral), “Beijinho Doce” (Nhô Pai) e “As Três Cuiabanas” (Zé Carreiro/Carreirinho ) são sucessos de 1965. Nesse mesmo ano filmam “Obrigado à Matar” de Eduardo Llorente, um filme baseado na lenda do Chico Mineiro. No ano de 1966 lançam “Adeus Mariana” (Pedro Raimundo), “Curitibana” (Tonico/Pirigoso) e “Artista de Circo” (Zé Tapera) com estrondoso sucesso.

Sempre com grande sucesso, no ano de 1967 são contratados com exclusividade pela RCA-Victor já de imediato “estourando” com “Viola Cabocla” (Tonico/Piraci). Ficaram nessa gravadora apenas dois anos: 1967 e 1968. Apesar de pouco tempo na RCA-Victor, fizeram sucesso com “Seresteiro do Sertão” (Tonico/Garrafinha) em 1967. Já em 1968 gravaram “Querer Bem” (Irmãos Motta), “Pé da Letra” (Tonico/Augusto Autran), “Carreiro Triste” (Tonico/Bolinha), “Canoeiro do Mar” (Tonico/Alencar) e “Presépio” (Tonico), assim foi sua memorável passagem pela etiqueta do cachorrinho, onde suas músicas são relançadas e permanecem em catálogo até hoje.

Ano de 1969, novas mudanças na carreira de Tonico e Tinoco, eles estréiam na Rádio Bandeirantes onde permanecem até 1983. Voltam a pertencer ao Cast da Continental, gravam 04 Lp´s nesse ano, dois deles em comemoração ao aniversário de carreira da dupla: “26 Anos de Glória” gravado no Teatro da Rádio Bandeirantes com a apresentação do Carlito e “27 Anos” onde gravam antigos sucessos imortalizados nas vozes de grandes intérpretes, tais como, “Maringá” (Joubert de Carvalho), “Chuá, Chuá” (Pedro de Sá Pereira/Ary Pavão), “Luar do Sertão” (Catulo da Paixão Cearense).
No cinema, em 1969, fizeram “A Marca da Ferradura” de Nelson Teixeira Mendes.

Raul Torres e Florêncio foram desde 1942 ídolos da música caipira, os próprios Tonico e Tinoco se espelharam na dupla no início da carreira. Raul Torres (Vide Link Compositores) ao lado de João Pacífico foram uma das maiores duplas de compositores que já existiram no gênero caipira. Em 1970 Tonico e Tinoco resolvem lançar um LP intitulado “Recordando Raul Torres” em homenagem a esse grande ídolo. Conseguiram a autorização para gravar as músicas, entre elas, “Moda da Mula Preta”, “Pingo d´Agua” e “Chico Mulato” (Raul Torres/João Pacífico), mas infelizmente Raul Torres não chegou a ouvir as gravações, tendo falecido dois meses antes.

Em 1971 lançaram “Chalana” (Mário Zan/Arlindo Pinto) e vários sucessos em homenagem ao Mato Grosso e ao Paraguai no LP “Laço de Amizade”. Gravaram em referência a famosa estrada do norte do Brasil, “Transamazônica” (Tonico/Caetano Erba) e em homenagem a sua terra natal, São Manoel/SP “Minha Terra, Minha Gente” (Tonico). Filmaram ainda nesse ano “Os Três Justiceiros” de Eduardo Llorente, uma espécie de bang-bang, sem muito sucesso.

Em 1972, já com um enorme prejuízo, filmam “Luar do Sertão” de Osvaldo de Oliveira e desistem da carreira de atores. Quase faliram nessa incursão pelo cinema. Mazzaropi fazia sucesso e fortuna pois produzia, distribuía e fiscalizava seus filmes, já Tonico e Tinoco sem condições de ter um fiscal na porta de cada cinema onde seus filmes eram exibidos, foram passados para trás, arcando com um prejuízo imenso.

Em 1979, precisamente no dia 6 de junho, Tonico e Tinoco fazem o que nenhum caipira havia sonhado: apresentam-se no Teatro Municipal, em São Paulo, num show de três horas que reúne um público recorde de 2.500 pessoas. Da beira da tuia, celeiros centenários onde cantavam no passado, os irmãos Perez chegavam a um dos mais famosos teatros do mundo, que até então só abria suas portas para óperas, balés e concertos eruditos.

Tonico e Tinoco, com uma enorme pilha de correspondência dos inúmeros fãs.

Permaneceram na Continental até 1982, emplacando vários sucessos. Nesse ano resolvem ir para a Copacabana onde mudam seu repertório, passam a gravar músicas mais alegres, arrasta-pés divertidos e Nadir Perez, esposa de Tinoco passa a assinar várias músicas com a dupla. Gravam Loira, Loirinha (Tonico,Tinoco e Nadir), “Cidade Grande” (Pelé) em 1982 e “Baile na Roça” e “Viva a Viola” de Tinoco e Nadir em 1983. No ano de 1983 estréiam o programa “Na Beira da Tuia” na TV Bandeirantes e lançam o filme “O Menino Jornaleiro”, só que dessa vez como co-produtores.

Em 1984 participam do filme“A Marvada Carne” de André Klotzel, como convidados especiais e voltam para a Chantecler que nessa época já havia feito a fusão com a Continental e passaram a ser uma só, onde lançam Rei dos Boiadeiros (Tinoco/Nadir). Em 1987 é sucesso Festa na Roça (Tinoco/Nadir). No ano de 1988 gravam “Caipirinha do Arraiá” (Tinoco/Nadir).

Em 1989 voltam para a Copacabana e gravam “Mãe Natureza” (Tinoco/José Carlos). Nesse disco Tonico já se encontrava bastante debilitado mas continuava sua carreira maravilhosa. Em 1991 na RGE gravam “Juventude no Arrasta-pé” (Tinoco/Nadir).

No ano de 1994 na Polygram com a produção de José Homero e Chitãozinho gravam seu último trabalho, onde destaca-se “Coração do Brasil” (Joel Marques/Maracaí) com participação especial de Chitãozinho & Xororó e Sandy & Júnior, e “Chora Minha Viola” (Nilsen Ribeiro/Geraldo Meirelles).

Cantando em todos os canais de televisão de São Paulo, com programa exclusivo na TV Bandeirantes, a dupla excursionou pelos Estados do Centro e Sul do país. Vale citar que Tonico e Tinoco tinham uma aceitação fenomenal na região Sul do Brasil, uma região marcada pelo seu tradicionalismo mas que sempre teve as portas abertas para Tonico e Tinoco. A dupla por sua vez em todos Lp´s sempre homenageava a região Sul com músicas e o público lhe era fiel por isso. A viola e o violão deles sempre possuiu uma harmonia perfeita com a "Cordeona" dos gaúchos, catarinenses e paranaenses. Sempre preferiu, entretanto, as estações de rádio, onde atuou com programas exclusivos na Tupi, Nacional e Bandeirantes, de São Paulo.

Tonico faleceu em 13 de agosto de 1994 e a partir de então, sem arrefecer, Tinoco e Tinoquinho, continuam a nos encantar com suas modas inesquecíveis!

Finalizando esta biografia, em um belo e rico resumo, podemos afirmar que Tonico e Tinoco, a maior dupla sertaneja de todos os tempos, foram protagonistas dos eventos abaixo descritos, ao longo de sua belíssima carreira de 60 anos:

Quase 1000 gravações divididas em: 83 discos de 78 rpm, 14 compactos Duplos, 09 Compactos Simples e 84 LP´s de 33 rpm. A era dos CD´s a dupla não acompanhou devido ao falecimento do Tonico em 1994, mas mesmo assim as gravadoras a que eles pertenceram já lançaram no mercado um total de 60 CD´s. Tonico e Tinoco venderam mais de cento e cinqüenta milhões de cópias, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.

Participaram de sete filmes de longa metragem:

"Lá no Meu Sertão", com direção de Eduardo Llorente, 1961.

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“LÁ NO MEU SERTÃO”

Cinematográfica Cruzeiro do Sul Ltda
Produção: João Salvador Perez e José Perez
Produção Executiva: Eduardo Llorente
Duração: 89 minutos (Preto e Branco)
Categoria: Drama
Ano: 1963
Filmagens: Descalvado - SP; Fazenda da Lagoa Alta e Fazenda Santa Maria

Sinopse:




Numa fazenda, com casas de pau-a-pique, planícies, cachoeiras e lago moram Glorinha, filha de fazendeiros, e José, filho de colonos da fazenda e os dois jovens apaixonam-se.




Janjão, também filho de fazendeiros é apaixonado por Glorinha e pede a moça em casamento, porém ela o rejeita  provocando com isso uma luta entre os rivais.




Os irmãos João (Tonico) e José (Tinoco) partem com a família para São Paulo para participarem num concurso promovido pelo programa “Arraial da Curva Torta” pela Rádio Difusora.




Devido ao sucesso, a dupla passa a percorrer outros Estados e participar de programas de auditório (Rádio Nacional) ganhando o sucesso e a fama.
O filme trata com muita propriedade da própria história da dupla Coração do Brasil – Tonico e Tinoco.




Elenco:

Tinoco
Tonico
Figueiredo, Maximira
Chiquinho
Marçal, Liria
Martins, Wanderley
Militello, Humberto
Fernandes, Linda
Tito Neto
Nhá Barbina
Nhô Zé
Pirolito
Dandrello, Iracema de
Castro, Alberto de
Batista, Enoque
Ferreira, Paulo
Priminho
Rosa, José
Torrinha
Filizola, Pedro
Jorge, Rogerio
Diniz, Carla
Aparecida, Ilze
Gavino, Luiz
Camargo, Benedito
Souza, Osvaldo de
Gomes, Carlos
Bigua
Biguasinha





"Obrigado a Matar", com direção de Eduardo Llorente, 1965.



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“OBRIGADO A MATAR... (Baseado na lenda de Chico Mineiro)”

Sinopse:

Já é quase noite. Compadre Tião (Tonico), velho boiadeiro, percorre com poucas cabeças de gado aqueles sertões de Goiás. Relembra os velhos tempos e revive, naqueles caminhos, sua juventude.


Foi por aqueles campos que Chico Mineiro viveu!
Isso aconteceu há muitos anos atrás.


Honório Aragão, rico boiadeiro, após acampar seus animais num dos “pousos” seguiu para a cidade.


Mal sabia que estava sendo vigiado e quase prestes a ser atacado pelo mais temível bandoleiro da região, Primo Barbosa, desejoso de apoderar-se de sua bolsa.


Felizmente, na cidade a indiscrição de um dos “capangas” de Primo Barbosa fez com que a notícia do assalto chegasse aos ouvidos do valente peão Chico Mineiro (Tinoco), de quem afirmavam que só matava em defesa própria ou daqueles que amava.
Chico Mineiro então, no exato momento em que Honório estava sendo atacado salvou-lhe a vida. E, deste dia em diante os dois homens não mais se separaram.Mas, Chico era um tipo estranho e Honório, embora sendo-lhe muito grato temia-o. O peão falava em não matar e matava; falava constantemente em Deus e violava suas leis. Chico Mineiro desde menino fora “obrigado a matar” e, por isso ficara marcado!


Um dia, quando os dois boiadeiros atravessavam o rio, avistaram à margem terrível cena: atado a uma árvore, um jovem estava sendo brutalmente espancado por outro indivíduo. Honório, enraivecido, enfrentou o malfeitor subjugando-o e, qual não foi sua surpresa ao verificar que o moço maltratado era uma jovem mulher; Marta!


Com a morte do pai, Arruda, irmão de Marta, assumira a chefia da família, tornando-se autêntico déspota.


Sabedor dos amores de Marta e Olegário, filho de um seu antigo desafeto, Arruda mutilara-o barbaramente e, perante a revolta de Marta, decidira castigá-la também, quando imprevistamente surge Honório.


Agora, já eram três: Chico, Honório e Marta. Durante a caminhada para Barretos, a jovem tentou por todos os
meios conquistar as boas graças de Honório, vendo nele o instrumento ideal para sua vingança contra o irmão.


Chico Mineiro, adivinhando as intenções de Marta, temia por Honório, advertindo-o a respeito. Arruda, por sua vez, prosseguia perseguindo o grupo, provocando inclusive um estouro da boiada, momento em que Honório chegou quase a matá-lo, não fosse a intervenção de Chico, leal seu companheiro.


Numa noite fria, usando o blusão de Honório, Chico Mineiro iniciava sua ronda costumeira pelo acampamento.


Arruda, escondido à espreita de hora propícia, vislumbrando apenas uma silhueta que pensou ser de Honório, assassinou barbaramente, o valente peão.


Sua morte surpreendeu a todos, consternando-os profundamente. Mais chocado ainda ficou Honório Aragão ao descobrir através de documentos que Chico era seu legítimo irmão, aquele irmão que conforme lhe contava sua mão, saíra um dia de casa para não mais voltar.


Iniciou então, intensa perseguição contra Arruda, impelido sobretudo por Marta. Mas, certo dia caiu em si, perguntando-se se caberia a ele fazer justiça com suas próprias mãos. A jovem também se arrependeu.


E, no instante em que os dois homens se defrontaram armados, Marta, interferindo na luta foi mortalmente ferida.


O mesmo sucedeu a Arruda que, talvez por vontade divina, encontrou a morte em sua própria arma.


Honório, desde então, tendo vendido todos os seus pertences, embrenhou-se sertão adentro e dele nunca mais se soube.
Compadre Tião continua relembrando. Aquela cruz humilde marca a sepultura de Chico Mineiro.E a noite caí por completo.

FICHA TÉCNICA

Data e local de produção
Ano: 1965
País: BR
Cidade: São Paulo
Estado: SP

Certificados
Certificado de Censura Federal 26.110 de 15.10.1965, livro 5, 3 cópias, 16mm, 3.073m,proibido para menores
de 14 anos.Certificado de Censura Federal 26.118 de 15.10.1965, livro 5, 127m, trailer, 9 cópias, 35mm, trailer,
proibido para menores de 14 anos.

Produção
Companhia(s) produtora(s): Cinematográfica Cruzeiro do Sul Ltda.
Produção: Perez, João Salvador; Perez, José
Produção executiva: Llorente, Eduardo
Assistência de produção: Moreira, Pedro L.
Gerente de produção: Filizzola, Pietro B.

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s): B.G. Filmes Ltda.

Argumento/roteiro
Roteiro: Llorente, Eduardo
Diálogos: Perez, João Salvador
Adaptação: Perez, João Salvador; Llorente, Eduardo

Direção
Direção: Llorente, Eduardo
Assistência de direção: Martini, Martino

Fotografia
Direção de fotografia: Attili, Giorgio
Assistência de câmera: Kolozsvari, Gyula; Toloni, Pedro Carlos

Arranjos musicais: Migliori, Gabriel

Elenco
Tonico e Tinoco
Rony, Mirian
Nabuco, Maurício
Karan, Jorge
Castro, Alberto
Chiquinho
Martins, Wanderley
Perez, Elcio
Castro, Alberto de
Carvalho, Genê
Martins, Isa
Souza, Durvalino de
Paula, Glória de
Lima, Nestor
Oliveira, Douglas de
Fernandes, Linda
Lins, Ivone de
Labella, Cilene
Costa, Noel
Dias, Cristobal
Simão, Antonio
Barreto, Roberto
Chaud, Cláudio
Nhô Quitério
Pirajá
Carvalho, José de Oliveira
Portiolli, Cláudio
Passaia, José
Hreczynski, Franz
Santos, Edwaldo
Costa, José Celestino da





"A Marca da Ferradura",com direção de Nelson Teixeira Mendes, 1969.



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A MARCA DA FERRADURA

Data e local de produção:
Ano: 1971
País: BR
Cidade: São Paulo
Estado: SP

Sinopse:

Um homem cruel, que matara a mulher por ciúmes e que odeia a filha cega, domina a região rural do interior de São Paulo. Regressando à cidade depois de muitos anos, Tonico e Tinoco disfarçam-se em mascarados e procuram fazer justiça. O homem cruel, num último acesso de fúria, se converte quando a filha, no altar de Nossa Senhora, recupera a visão.

Gênero:
Musical; Sertanejo

Dados de produção:
Companhia(s) produtora(s): N. T. M. - Nelson Teixeira Mendes Produtora e Distribuidora de Filmes
Produção: Mendes, Nelson Teixeira
Direção de produção: Moreira, José Paulo
Companhia(s) distribuidora(s): N. T. M. - Nelson Teixeira Mendes Produtora e Distribuidora de Filmes
Autoria: Oliveira Filho e Tonico
Roteirista: Luchetti, Francisco Rubens
Estória: Baseada em peça teatral Marca da Ferradura, A de Oliveira Filho e Tonico
Direção: Mendes, Nelson Teixeira
Direção de fotografia: Lombardi, Guglielmo
Câmera: Lombardi, Guglielmo
Montagem: Wani, Walter
Cenografia: Boy, Big
Música (Genérico): Mastroianni, Giuseppe


 

Identidades/elenco:
Tonico
Tinoco
Chiquinho
Leforet, Nelson
Galã, José
Leme, Cecília
Campanha, Silvia Maria
Matos, Antônio Eugênio
Alan, Joia
Magalhães, Faria
Silva, Zélia
Santos, Eduardo de Oliveira - Cel.
Simões, June
Souza, Berenice
Borges, Valda
Lancer, Roy
Barreto, Roberto
Casseca, Arnaldo Vieira
Pires, Aparecida Firmino
Arouasse, Elie Robert
Inellas, Gabriel Zaccaria
Rizzo, Sebastião
Leal, Lourdes
Leal, Léa
Carijo, Luciano
Fernandes, Jota
Soares, Flávio Augusto
Dandoro, Joane
Participação especial Moraes, Ruthinéa de






"Os Três Justiceiros", com direção de Eduardo Llorente, 1971.



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OS TRÊS JUSTICEIROS

Data e local de produção:
Ano: 1972
País: BR
Cidade: São Paulo
Estado: SP

Sinopse:
"Bento de Souza, devoto de São João, em cuja honra promove anualmente festas famosas, não é correspondido por sua esposa, Inocência, que o trai com Trindade, um homem vadio e asqueroso
que vive às custas do próprio Bento. Naquele ano, revoltado com os boatos a seu respeito, Bento resolve dar sua última festa e expulsar Trindade de casa. Mas nem assim terminam suas desgraças.


O "coronel" Tancredo, homem de baixos instintos e sem escrúpulos, apaixona-se por Jurema, filha mais nova de Bento, e planeja raptá-la. Mas Serapião, namorado de Candinha, outra filha de Bento, consegue salvar Jurema da trama. Defende-a contra os capangas de Tancredo que, furioso, ataca o lugar, disposto a aniquilar Bento. Avisado por amigos de Serapião, Tonico e Tinoco, com a ajuda de Chiquinho, formam o trio de justiceiros que vêm em socorro de Bento, restabelecendo a ordem no vilarejo."

Gênero:
Aventura rural

Dados de produção:

Companhia(s) produtora(s): N. T. M. - Nelson Teixeira Mendes Produtora e Distribuidora de Filmes
Produção: Mendes, Nelson Teixeira
Direção de produção: Moreira, José Paulo
Produção executiva: Spadoni, Américo
Coordenação de produção: Scarlatti Jr., Alfredo
Companhia(s) distribuidora(s): Difibra Distribuidora de Filmes Ltda.
Autoria: Peres, João Salvador
Roteirista: Mendes, Nelson Teixeira
Estória: de Peres, João Salvador
Direção: Mendes, Nelson Teixeira
Direção de fotografia: Lombardi, Guglielmo
Câmera: Lombardi, Guglielmo
Montagem: Leme, Roberto
Cenografia: Boy, Big
Música (Genérico): Mastroiani, Giuseppe

Elenco:
Tonico
Tinoco
Chiquinho
Leforet, Nelson
Galã, José
Carvalho, Edilse de
Mayor, Miriam
Astrogildo Filho
Pires, Jorge
Silva, Euripedes da
Pirulito
Jardim, Alexandre
Barreto, Roberto
Dantas, René
Teixeira, Mário Lúcio
Participação especial Moraes, Ruthinéa de





"Luar do Sertão", com direção de Osvaldo de Oliveira, 1972.



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LUAR DO SERTÃO

Data e local de produção:
Ano: 1971
País: BR
Cidade: São Paulo
Estado: SP

Sinopse:
Numa cidadezinha do interior paulista, todos vivem felizes: Tinoco e sua noiva Joana, Pirulito e Nhá Barbina.


Um dia chegam os homens encarregados de abrir uma estrada de ferro e, com eles, os aborrecimentos.


Paulo, um dos engenheiros, tenta afastar Joana de Tinoco. Este é acusado do roubo do dinheiro dos operários e vai preso. Tonico pressiona o delegado a investigar o caso, para que Tinoco prove sua inocência.

Gênero:
Musical

Dados de produção:

Companhia(s) produtora(s): Titanus Filmes; Servicine - Serviços Gerais de Cinema Ltda.
Produção: Palacios, Alfredo; Galante, Antonio Polo
Direção de produção: Camargo, Letacio
Companhia(s) distribuidora(s): Titanus Filmes
Argumento: Tonico e Tinoco; Palacios, Alfredo
Roteirista: Souza, Márcio de; Oliveira, Osvaldo de; Lucia, Ana
Direção: Oliveira, Osvaldo de
Direção de fotografia: Oliveira, Osvaldo de
Câmera: Oliveira, Osvaldo de
Técnico de som: Cabalar, Julio
Montagem: Renoldi, Sylvio

Elenco:
Tonico
Tinoco
Simplicio
Barbina, Nhá
Pirolito
Costa, Marlene
Bakker, Petrus
Camargo, Letacio
Sacomani, Luiz
Santiago, Baby
Louzada, Wilson




"O Menino Jornaleiro", com direção de André Klotzel, tendo Tonico e Tinoco como convidados especiais, 1984.



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“O MENINO JORNALEIRO”

Sinopse: Bebeto, filho de Tonico e sobrinho de Tinoco, abandona a vida confortável na fazenda de seu pai e seu tio para ser charreteiro de Sonia, filha de um fazendeiro vizinho e a quem ela ama em segredo. O jovem leva diariamente sua amada à escola da cidade, onde ela é professora, passeia com ela pelos campos e a acompanha a festas, até que um dia lhe confessa seu amor. Sonia revela que seus sentimentos por ele não vão além de uma forte amizade: ele lhe é como um irmão; Bebeto no entanto, continua a alimentar suas ilusões, até que certo dia chega à fazenda um agrônomo contratado pelo Sr. Paulo, pai de Sonia. O agrônomo, um jovem bem apessoado chamado Rodrigo.


Sonia e o rapaz se apaixonam a primeira vista. Bebeto transtornado, muda totalmente o comportamento.E promete à Sonia que, se ela casar com Rodrigo, ele o matará. Sonia queixa-se ao pai, que depois de uma violenta briga com Bebeto na cidade, o despede. Bebeto junta-se a outros elementos anteriormente
despedidos da fazenda do Sr. Paulo e que também antipatizavam com o agrônomo e passa os dias bebendo em sua companhia no armazém do seu Manuel. Um dia eles cercam Rodrigo e, apesar das
tentativas que Bebeto faz para impedir os demais , eles espancam barbaramente o agrônomo.


Inutilizado pela surra, Rodrigo desiste do casamento, torna-se amargo e passa a viver em função de vingar-se. Com Sr. Paulo e alguns jagunços ele parte em perseguição aos agressores, dando início a uma série de tocaias, confrontos violentos cujo desfecho será trágico.


Paralelamente a esta história, desenrola-se o drama do pequeno jornaleiro joãozinho, menino conhecido e querido na cidade que deve trabalhar duramente apesar de sua pouca idade para ajudar a mãe e o pai, um carpinteiro que se encontra gravemente nfermo.
A par da ação, o filme é pontilhado de canções da dupla Tonico e Tinoco. Entre elas: Filho de Carpinteiro, Brasil Caboclo e muitas outras.

Gênero
Drama rural
Dados de produção

Companhia(s) produtora(s): ACES
Produção: Caversan, Alcides; Sales, Edson
Direção de produção: Paulo, José; Pereira, Verginia
Produção executiva: Caversan, Alcides; Sales, Edson
Equipe de produção: Paulo, José; Pereira, Verginia
Companhia(s) distribuidora(s): Cobra Filmes
Argumento: Caversan, Alcides
Roteirista: Caversan, Alcides
Direção: Caversan, Alcides
Direção de fotografia: Alves, Renato
Câmera: Alves, Renato
Técnico de som: Ventura, Jorge
Efeitos especiais de som: Marcos, Anires
Montagem: Wani, Walter
Cenografia: Sales, Edson
Música (Genérico): Tonico e Tinoco; Marcos, Anires; Viana, Renato
Locação: Santana do Parnaiba - SP; Piracaia - SP; Saresópolis - SC; Fazenda Santa Rita - SP;
Luís Carlos, Município de Guararema - SP; Fazenda do sr. Miro, Guararema – SP


Identidades/elenco:
Tonico
Tinoco
Barbosa, José Luis
Ayala, Daliléa
Caversan, Alcides
Fontaine, Alan
Bruno, Renato
Oliveira, Arcilio C. de
Maris, Verginia
Veloso, Julia
Barbosa, Jak
Rodrigues, Aroldo
Santos, Benedita dos
Mecennas, Dalvan
Grey, Deborah
Coutinho, Danilo
Carvalho, Dorival Pereira
Caversan, Elizio
Cataldo, Francesco
Alves, Hiandra
Caversan, João
Sardinha, José
Gomes, Jorge
Luz, José Francisco da
Abreu, Lurdes de
Fernandes, Lucio
Francisco, Luis
Freitas, Marcos
Serra, Marcos Peres
Souza, Nalva de
Vieira, Nilson Fernandes
Oliveira, Nivaldo de
Soares, Paulo
Vianna, Renato
Alves, Renato
Coutinho, Sérgio
Santos, Sonia de Sousa
Frank, Valdir de Mello




"A Marvada Carne", com direção de André Klotzel, tendo Tonico e Tinoco como convidados especiais, 1985.



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A MARVADA CARNE

Direção e local de produção:
Ano:1985
País: BR
Cidade:
Estado:

Sinopse:
Nhô Quim vive nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação.


Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminado, sem parar,
dentro dele.Nas suas andanças Nhô Quim, vai dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antonio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido.E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha.Será este o momento para Nhô Quim seus dois maiores desejos?

Gênero: Comédia

Dados de Produção:

Companhia Produtora:Tatu Filmes
Produção:Cláudio Kahns
Direção de Arte:Adrian Cooper
Música: Rogério Duprat e Passoca
Roteiro:
André Klotzel e C.A. Sofredini
Argumento e Produção:André Klotzel

Elenco:

Adilson Barros
Fernando Torres
Dionísio Azevedo
Genny Prado
Regina Casé
Lucélia Machiavelli
Paco Sanches
Henrique Lisboa
Chiquinho Brandão
Tio Celso
Tonico e Tinoco (Participação Especial)



Durante 40 anos apresentaram-se em Circos e Teatros. Criaram uma Companhia Circense, com a qual percorreram todo o País. Em cada Circo realizavam três sessões por noite.

 

São autores de muitas peças teatrais circenses, entre elas:

Chico Mineiro, Tristeza do Jeca, Mão Criminosa, A Marca da Ferradura, Nós e o Destino, É Crime Não Saber Ler,Justiça Divina,Lar Infeliz, Mágoas de Palhaço, Tentação do Vício, Papai Noel Chorou, Último São João, As Madrastas Também Choram, Curitibanas, Morro do Girau, Cabocla, Velho Pai, Deus Tarda Mas Não Falha, Inocente Condenado, Nossa Mãe Honrarás, Última Confissão, Bolo de Amor, Vestido de Noiva.

 

Trabalharam 50 anos em Rádio na seguinte ordem: Rádio Difusora, Rádio Tupi, Rádio Nacional (hoje Globo)e Rádio Bandeirantes. Realizaram um trabalho de utilidade pública durante muitos anos, pois o Rádio era o único meio de comunicação que atingia todo o País. Através de seus programas os ouvintes se comunicavam com parentes distantes.

Participaram da primeira transmissão da Televisão Brasileira,no ano de 1950.

 

Apresentaram o Programa Na Beira da Tuia nas seguintes emissoras: Bandeirantes(1983),e SBT(1988), Cultura (Viola, Minha Viola).

Realizaram grandes eventos, como: A Grande Noite da Viola, no Maracanãzinho/Rio de Janeiro(1981), Teatro Municipal de São Paulo(1979), Semana Cultural Tonico e Tinoco no Centro Cultural de São Paulo(1988) e o Troféu Tonico e Tinoco (1992). No mesmo ano, realizaram um show em conjunto com Chitãozinho e Xororó na cidade de São Bernardo do Campo/SP, onde reuniram um público estimado pela Polícia Militar em 100.000 pessoas.

Entre as inúmeras premiações destacamos: 04 Roquetes Pinto, Medalha Anchieta(Comenda da Cidade de São Paulo), Ordem do Trabalho (Ministro do Trabalho Almir Pazzianoto), Ordem do Mato Grosso (Comendador), Troféu Imprensa, 02 Prêmios Sharp de Música e o Prêmio Di Giorgio.

 

O slogan "A Dupla Coração do Brasil", surgiu em 1951, quando o humorista Saracura resolveu batizá-los assim, pela interpretação de todos os ritmos regionais.

 

FIM DA DUPLA TONICO E TINOCO

 

Tonico (João Salvador Perez), faleceu no dia 13 de agosto de 1994, após uma queda da escada do prédio onde morava.

 

O último show da Dupla Tonico e Tinoco, foi na cidade matogrossense de Juína, no dia 07 de agosto de 1994.

 

Tinoco encontrou forças no amor que recebeu dos fãs, e na saudade do companheiro que partiu. Realizou mais de trinta apresentações contratadas anteriormente a morte do irmão.

 

TINOCO E ZÉ PAULO

No início do ano de 1995 Tinoco encontrou-se com Zé Paulo, que durante muitos anos cantou ao lado de Peão Carreiro. Deste encontro surgiu uma nova parceria no meio sertanejo.

 

A Gravadora Transcontinental lançou o único CD da dupla no mesmo ano.

Em junho de 1996, os amigos decidiram seguir seus próprios caminhos.

 

TINOCO E TINOQUINHO

Uilton Antonio dos Santos, 27 anos de carreira, gravou 02 compactos e 02 CDs. Trabalhou na década de 70 com a Dupla João Mineiro e Marciano. No início de 1980, resolveu formar sua Banda, realizando grandes eventos pelo interior do Estado de São Paulo.

 

Em 1992, "Uilton Santos"(nome artístico) trouxe a sua Banda para integrar o Show de Tonico e Tinoco.

Com o passar do tempo foi batizado como "Tinoquinho", e adotado de coração por Tinoco como filho. Em junho de 1996 surge a nova formação "Tinoco e Tinoquinho".

 

No ano de 1997 lançaram um CD voltado para a Entidades Carentes. Trabalharam em Comunidades e Associações da cidade de São Paulo. Realizaram mais de 300 apresentações em 15 meses de trabalho.

 

Em 1998 a Gravadora MoviePlay lançou no mercado fonográfico um CD com Tinoco cantando as duas vozes. Esta foi a forma que Tinoco encontrou para homenagear Tonico, seu eterno parceiro.

 

Perto da virada do século, "Tinoco e Tinoquinho" resolveram homenagear os 500 Anos do descobrimento. Através da música "Brasil Caipira", a Dupla canta e conta a história do nosso País.

O nome do CD não poderia ser outro, "Brasil Caipira", que está recheado de sucessos já conhecidos do grande público. É mais um lançamento da Gravadora MoviePlay, que resgata assim, a obra da Dupla Caipira mais importante do nosso século, "Tonico e Tinoco".

 

No dia 21 de novembro de 2000, Tinoco comemorou 80 anos de vida, e 65 anos de carreira no Olympia/São Paulo, com a presença de vários amigos como: Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Bruno e Marrone, Jaine, Gilberto e Gilmar entre outros. Mais de 1500 pessoas lotaram o Olympia, homenageando o maior mito da Música Sertaneja.

 

"Tinoco do Brasil".

Em março de 2001, a Gravadora Movieplay lançou o CD Show da Vida.

No dia 17 de julho de 2001, Lançou-se na Casa de Espetáculo Olympia em São Paulo, o Show "Arraial Tinoco do Brasil", que consiste em um espetáculo que se passa dentro de uma Festa Caipira, com direito a quadrilha, casamento, música country/caipira, dentro de um cenário original e a participação do violeiro Rodrigo Mattos.

 

O espetáculo contou com a participação de novos talentos, como foi o caso da Dupla Luiz Ricardo e Perceu, que hoje fazem parte da caravana dos Shows de Tinoco e Tinoquinho que percorrem todo o Brasil.

 

Juntamente com o Jornalista Gildo Sanches, de São Manuel, Tinoco prepara-se para lançar um livro com sua biografia, até chegarmos aos dias de hoje . Nome do livro que será lançado pela Editora Perez: "Tinoco, um Herói do Sertão", que conta com comentários do Prefeito Municipal de Pratânia Roque Jonner ( cidade natal de Tinoco ), e tem o prefácio escrito pelo Presidente do Tribunal do Trabalho, Ministro Almir Pazzianotto Pinto. (Obs: lançado em 2004)




A Dupla Coração do Brasil,
que sempre nos encantará,
com suas inesquecíveis canções.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tinoco é chamado de sertanojo

Tinoco

Matéria abaixo extraída do http://bloggdafama.blogspot.com/, que chama o Maior Icone vivo da história da Música Sertaneja de “Sertanojo”. A matéria, além de ofender o Tinoco, demonstra total desconhecimento sobre Música Sertaneja. Se a música do Tinoco é sertanojo, o que seria sertanejo de verdade para este blog nojento?
“Ofender o Tinoco é como ofender nossa Cultura e toda a Família Sertaneja Brasileira”.
Nojentos…bloguinho de ...
Confiram…
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Sem dinheiro para pagar o tratamento da esposa velho cantor sertanojo pede ajuda em programa popular.
O cantor sertanojo Tinoco, que formou dupla por mais de 40 anos com seu irmão Tonico vai a TV para pedir ajuda. O cantor acusa os empresários de lhe pagarem pouco pelos shows, em média R$ 3.000. "Quando eu fazia sucesso e ganhva muito dinheiro ajudei todo mundo" lamenta-se o sertanojo. Tinoco procurou o programa de Carlos "Ratinho" Massa, SBT [de segunda à sexta-feira das 17h30 às 18h30] para fazer o apelo. "Eu imploro que me ajudem".
A ajuda será para custear o tratamento de sua esposa Nadyr Perez, e, para isso o cantor colocou seu gol 1998 à rifa e como prova apresentou um bloco apropriado. Cheio de ressentimentos como cobrar aos que supostamente teria ajudado, o cantor de 88 anos pede para que não o abandone. O Ratinho tomou frente das doações e sugeriu aos sertanojos que fizessem um grande show para ajudar Tinoco. O próprio Ratinho já informou que vai ajudar de forma definitiva ao cantor. "Quero fazer um livro. Quero que este livro seja utilizado nas escolas", delira sem modéstia Tinoco.
A dupla existiu por mais de 40 anos e teve como maior sucesso "Moreninha Linda" e "Festa na Roça'. Foram mais de 1.000 canções gravadas e quase uma centena de discos além de programas na Rádio e TV Bandeirantes e Tupi.
A Lei de Murphy tarda mas não falha, e Tinoco é mais um a ser atingido, e como toso posa de vítima. Reveja seu passado Tinoco.
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Rolando Boldrin critica Sertanejo Universitário

rolando-boldrini

O cantor Rolando Boldrin, apresentador do programa Senhor Brasil, da TV Cultura, resolveu criticar o popular sertanejo universitário, gênero representado por cantores como Luan Santana e João Bosco & Vinicius, entre outros.

“Não consigo nem saber o que é sertanejo universitário (risos). Nunca fui a uma universidade para ver o que eles fazem com a música caipira. Se estudam, se pesquisam”, revelou Boldrin em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco. “Me parece que esse rótulo vem em cima do sertanejo comum: música romântica, que fala de vaqueiro, de peão de boiadeiro... mas que não rende nada”, acrescentou.

"Eles falam que são pop, porque é chique falar 'pop', é chique falar que cantam Beatles, é chique falar que veste roupa do Texas, é chique falar que canta country. Parecem que são mais modernos. O termo caipira fica parecendo que é uma ofensa, quando não é verdade", disse.

“Universitário deveria estar preocupado com seu estudo, com a música de raiz brasileira. O que eles fazem não é música brasileira, não tem nada a ver com a nossa cultura”, finalizou.

Ouro e Pinguinho (1976)

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Ouro e Pinguinho (1975)

Taí uma das grandes duplas mirins formada no início da década de setenta e, assim como começou, se desfez precocemente. Pelo que me consta, gravaram apenas três LPs.
No programa Saudade Sertaneja, na Bauru Rádio Clube, toquei muito as músicas “Querer Bem” do primeiro LP; “Quando a Lua Vem Surgindo”, do segundo LP e “Linda Flores para Um triste Adeus”, do terceiro LP.
A única coisa que sei sobre eles é que são mineiros e, até recentemente, moravam em Carmo do Rio Claro/MG.
Se alguém tiver mais informações sobre eles, por favor, envie através de nosso email (slf.camargo@gmail.com)
Estamos postando informações dos três álbuns da dupla, mas Link, apenas do primeiro LP. Em breve colocaremos os links dos demais discos.


  1. Mágoa de boiadeiro - Nonô Basílio/Índio Vago

  2. Nosso amor criança - Antonio de Lima

  3. Paineira velha - José Fortuna

  4. O homem do tempo - Silvia Ferreira/Antônio Cândido Sobrinho

  5. A boiada - Paulo sérgio/Alcino de Freitas

  6. Nossa noite - José A. Jimenez - versão: Costa Almeida

  7. Matogrossense - Raul Torres/Tertuliano Amarilia

  8. Minha mãe é uma santa - Tony Damito/Paulo Sérgio

  9. Querer bem - Raul Torres

  10. Lágrimas de pai - José Fortuna

  11. Crianças do Brasil - José Fortuna/Carreirinho

  12. Mãe sertaneja - Ariowaldo Pires/Tonico

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Duplas Inesquecíveis (1977)

Capa

Contracapa

Apesar deste álbum não ser, assim, tão desconhecido dos discófilos, destamos aqui como duas grandes raridades,as duas músicas – 5ª e 12 ª - interpretadas por Zico e Teixeirinha, dois grandes nomes que nos deixaram e que se uniram apenas para as gravações destas duas faixas.

Trata-se de uma postagem nova com mais qualidade.

DUPLAS INESQUECÍVEIS (1977)

  1. Os Verdes Campos de Minha Terra - Belmonte e Amarai (Vr. Geraldo Figueiredo) 1968
  2. No Recanto Donde Eu Moro - Torres e Florencio (Raul Torres - Julio Lopes) 1959 (regravação – a 1ª foi em 1949)
  3. Coração de Pedra - Os Tupiniquins (Ramoncito Gomes) 1977
  4. Desencoste da Chiquinha - Pirapó e Cambará (Cambará) 1959
  5. Surpresa do Destino - Zico e Terezinha (Zico - Terezinha) 1977
  6. Se Os Animais Falassem - Carreirinho e Zé do Carro (Biguá - Taubaté - Teodomiro) 1963
  7. Vagabundo - Piracicaba e Paraguai (Piracicaba - Carreirinho) 1961
  8. ADama de Vermelho - Paiozinho e Zé Tapera (A.Benatti - Jéca Mineiro) 1960
  9. Por Um Sorriso Teu - Zézinho e Zorinho (Zézinho - Trajano Dias) 1961
  10. Semana do Carreiro - Caxangá e Sanica (Ado Benatti - Caxangá) 1960
  11. Os Dois Boêmios - Sulino e Marrueiro (Sulino - Nelson Gomes) 1963
  12. Decisão de Quem Ama - Zico e Teixerinha (Teixeirinha) 1977
  13. Madrugada - Gauchito e Biazinho (Biazinho - Mauro Amador) 1963
  14. Mutirão do Italiano - Riachão e Riachinho (Teddy Vieira - Aldny Faya) 1964 (Regravação, a 1ª foi em 1956)

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sábado, 3 de julho de 2010

Muniz Teixeira e Joãozinho (Homenagem a Ronaldo Adriano

MUNIZ TEIXEIRA E JOÃOZINHO
HOMENAGEM A RONALDO ADRIANO
GRAVADORA ARTE BRASIL – 2007
  1. Dor de Cotovelo - Ronaldo Adriano
  2. Cordão de Ouro - Ronaldo Adriano, Edson Russo e Anahi - Participação especial de Liu e Léu
  3. Meu Dia de Sol - Ronaldo Adriano, Paulo Roberto Jurazo e Barrerito
  4. Barra Pesada - Ronaldo Adriano, Creone e Mangabinha
  5. Chora Coração - Ronaldo Adriano e Benedito Seviero - Participação especial de Tião Paulista e Luiz Domingos
  6. Criminosa - Ronaldo Adriano
  7. Alma Ferida - Ronaldo Adriano, José Homero e Martinez
  8. Minhas Lembranças - Muniz Teixeira, Ronaldo Adriano e Irineu Canhavate
  9. Nos Braços da Solidão - Ronaldo Adriano e Sebastião Rodovalho
  10. Camisola Preta - Ronaldo Adriano, Jesus Belmiro e José Russo
  11. Ela Sempre vai Embora - Ronaldo Adriano, Praense e Muniz Teixeira
  12. Berço de Inteligentes - Maracaí, Ronaldo Adriano e Muniz Teixeira - Declamação: Tony Gomide
  13. O Filho do Mundo - Ronaldo Adriano e Marrequinho - Declamação: Tony Gomide
  14. Amigo Motorista - Muniz Teixeira, Ronaldo Adriano e José Raimundo
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CRÉDITOS: SANDRA CRISTINA PERIPATO

http://www.recantocaipira.com.br/

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MUNIZ TEIXEIRA E JOÃOZINHO

Muniz Teixeira: Natural de Caldas, interior de Minas Gerais. Vindo de uma família de tradicionais violeiros e cantadores, onde todos tocam e cantam desde pequenos.

Por volta de 1960 a família mudou-se para o norte do Paraná, em fazendas do município de Cornélio Procópio, onde trabalhavam na lavoura.

Aos 16 anos de idade, quando ainda morava na roça, surgiu a primeira idéia de compor música, mas não levou adiante.
Em meados de 1975 mudaram-se para a capital paulista para tentarem uma vida melhor.

Muniz se tornou compositor incentivado por Laerte Francisco Salera. Isso ocorreu por volta de 1983.

Sua primeira composição gravada foi "HOMEM DE OPINIÃO", em parceria com Luiz de Castro, com Pedro Bento e Zé da Estrada em 1984.

Logo em seguida foram gravadas "CASA DA VOVÓ" em parceria com Luiz de Castro, e "SOFRENDO POR MIM" em parceria com José Rivário, com a dupla Lourenço e Lourival em 1985.

A primeira composição em parceria com Ronaldo Adriano foi "MERGULHADO NA SAUDADE", gravada por Ronaldo Viola e João Carvalho no início de 1997. E foi neste mesmo ano de 1997 que se destacou como compositor, vieram os primeiros sucessos de Disco de Ouro, todas em parceria com Ronaldo Adriano como "CANTARAM MINHA VIZINHA", gravada por Teodoro e Sampaio, "FUI PRA CASA DA VIZINHA" com Sérgio Reis e "QUE QUE É ISSO GENTE?" com Gilberto e Gilmar.

Hoje se destaca entre os grandes compositores da música sertaneja. E desde 2006 formou dupla com seu irmão caçula Joãozinho.

Joãozinho: Natural de Cornélio Procópio, norte do Paraná, caçula de sete irmãos em uma família de violeiros.

Despertou interesse pela música muito cedo. Aos dez anos de idade iniciou tocando violão e cantando com seus irmãos, participando de vários festivais regionais. Em 1996 conheceu o artista Ronaldo Adriano, seu grande incentivador e padrinho na música.

Estudou música com o violonista Zino Brito através do qual passou a se apresentar no programa Viola Minha Viola exibido pela TV Cultura de São Paulo, juntamente com Robertinho do Acordeon e Inezita Barroso no qual atualmente coordena a parte musical no programa.

Teve sua formação musical, com o maestro Cláudio Weizmann, professor da Universidade Livre de Música de São Paulo (ULM).

Trabalha com várias duplas sertanejas coordenando shows e arranjos em gravações de CDs.

Em 2000 juntamente com seu irmão Muniz Teixeira, fez a primeira apresentação no programa Viola Minha Viola, incentivados pelo compositor e produtor Ronaldo Adriano.

O primeiro trabalho da dupla foi lançado em 2007 pela Gravadora Arte Brasil, intitulado "HOMENAGEM A RONALDO ADRIANO", com quatorze músicas do autor, no qual lhes rendeu o slogan "A DUPLA BARRA PESADA DO BRASIL".

MUNIZ TEIXEIRA E JOÃOZINHO

CONTATOS PARA SHOWS:
FONE: (11) 3686-2950
(11) 9580-1670 / 8090-6444
Mairiporã Promoções Artísticas
Avenida Rio Branco, 320 - 5º Andar - Sala 52
Centro - São Paulo/SP - CEP=01206-000
Fone: (11) 3221-0727 / 3221-4017
3337-7309 - 9601-3653
E-mails: munizteixeiraejoaozinho@hotmail.com
munizteixeiraejoaozinho@gmail.com

Site oficial: www.munizteixeiraejoaozinho.com.br

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Vem, aí, o 21º Festival de Música Sertaneja de Lucianópolis

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sulino e Marrueiro (1961) Morena dos Olhos Pretos

Sulino

Morena dos Olhos Pretos

(A foto roubamos do Blog Gente de Minha Terra)

  1. A Volta do Boiadeiro (Sulino-Teddy Vieira) Sulino e Marrueiro
  2. Morena dos Olhos Pretos (Teddy Vieira-Ado Benatti) Sulino e Marrueiro
  3. Amores de Uma Noite (Ze Claudino-Sulino) Sulino e Marrueir
  4. Noite Triste (Sulino-Ze Fortuna) Sulino e Marrueiro
  5. Amor Impossivel (Anacleto Rosas Júnior) Sulino e Marrueiro
  6. Tu es de Outro (Manuel Pomian-Sulino) Sulino e Marrueiro
  7. Rescisao de Contrato (Sulino-B. Seviero) Sulino e Marrueiro
  8. Pai Sem Coracao (Sulino e Teddy Vieira) Sulino e Marrueiro
  9. Abismo de Ilusoes (B. Seviero-Sulino-Marrueiro) Sulino e Marrueiro
  10. Quando a Lua Vem Surgindo (Ze Fortuna - Sulino) Sulino e Marrueiro
  11. Fui Um Louco (Teddy Vieira - Sulino) - Sulino e Marrueir0

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CRÉDITO: Ademar Afonso