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Ponto de Cultura de Bauru[3]

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Saudade Sertaneja (Volume 18)

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Glorioso ipê de Porto Velho - Rondônia, que mesmo cortado e transformado em poste, resolve não morrer. Fonte: http://claudioblacksheep.blog.terra.com.br/2009/12/

  1. Adeus Fronteira (Tinoco e Sertãozinho) Tonico e Tinoco (1950)
  2. Balão (Alvarenga e Ranchinho) Alvarenga, Ranchinho e Antenógenes Silva (1936)
  3. Burro Picaço (Anacleto Rosas Jr. e Geraldo Costa) Palmeira e Luizinho (1948)
  4. Casamento Eu Não Perco (J.S. Andrade e Mariano da Siilva) Mariano e Joanico (1941)
  5. Duas Bandeiras (Bráz Serrador) Irmãs Castro (1948)
  6. Folha Caida (Pacheco Silva) Caxangá e Sanica (1952)
  7. Guerra lá na Oropa (Bhá Zefa e Capitão Barduíno) Nhá Zefa e Serrinha (1939)
  8. Homenagem à Mamãe (Ormas Zan e Nonô Basílio) Duo Irmãs Celeste (1949)
  9. Lembrando Aquele Amor (Aldino e Piraci) Juquinha e Benjamin (1947)
  10. Meu Olhar Quando Treme (Arlindo Santana) Arlindo Santana e Vila Nova (1938)
  11. Mineiro de Gosto (Lourival dos Santos, Piraci e Tonico) Piraci e Jorginho (1948)
  12. O Caboclo Apanha (Cornélio Pires) Zé Messias e Parceiros (1930)
  13. O Piá do Nhambu (Raul Torres) Raul Torres e Genésio Arruda (1930)
  14. Oh, Tereza (Xerém e Bentinho) Xerém e Bentinho (1939)
  15. Piracicaba (Newton de Almeida Mello) Mariano, Cobrinha e Mário Zan (1948, 78 rpm)
  16. Que Moça Bonita (Zico Dias e Ferrinho) Zico Dias e Ferrinho (1934)
  17. Que Raio (Chucho Monge, Adp. Capitão Furtado) Xandica e Xandoca (1943)
  18. Quebra Quebra, Joaninha (Mané Lambança) Nhô Nardo e Mané Lambança (1946)
  19. Rosa Branca (Zé Mané e Zé Pagão) Zé Mané e Zé Pagão (1940, 78 rpm)
  20. Sogra e a Confusão (Toninho e Tonhão) Toninho e Tonhão (1958)

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dino Franco e Tibagi e Pirassununga

Para encerrar nosso trabalho neste ano 2010 aqui no blog Saudade Sertaneja, prestamos nossa homenagem a este monstruosso artista sertanejo, a quem todos devemos muito. Toda e qualquer homenagem a ele prestada, jamais superará tudo que ele representa para nosso verdadeira Música Sertaneja. Além de um grande violeiro, cantador e compositor, foi produtor de diversos discos sertanejos e Diretor Artístico de diversas gravadoras, com a Continental, por exemplo. Literalmente, sempre foi “Franco”, muito Franco. Conheço o Dino há muito tempo e ontem mesmo falei com ele por tefone, mas não lhe disse que iria prestar-lhe esta pequena homenagem. Se dissesse, com certeza ouviria dele, com toda sua franqueza: “Não me iludo com elogios, tampouco com homenagens”. No final desta matéria, postamos as duas primeiras gravações feitas pelo Dino Franco quando fazia parte da Tibagi e Pirassununga, em 1959. Ele era o Pirassununga.

Um dos motivos que me levou a postar esta matéria sobre o Dino Franco, além mostar um pouco de sua história e seu talento, é mostrar para todos que este é o verdadeiro “Pirassununga”, que foi também um dos Junqueiras da dupla com Juquinha, pois existe um farsante por aí, chamado Osvaldo Dias, tentando se passar por Pirassunga e Junqueira, ou seja, querendo ser o Dino Franco. O outro Junqueira, segundo o Dino Franco, foi um gaúcho.

Tião Camargo

Todo o material abaixo, sobre o Dino Franco, foi, gentilmente, cedido pela nossa querida Sandra Cristina Peripato, do site www.recantocaipira.com.br, que vem fazendo grande trabalho sobre Música Sertaneja, principalmente no se refere a biografias.

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Osvaldo Franco (Dino Franco) nasceu em 08 de setembro de 1936, na cidade paulista de Paranapanema.

Desde muito cedo se inclinou para a vida artística. Em 1954 já trabnalhava na Rádio Marconi de Paraguaçu Paulista. Dois anos após, em 1956, estava na Capital e cantou com Tibagi (da dupla com Miltinho). Nessa época Dino Franco tinha o nome artístico de Pirassununga.

A parceria com Tibagi foi desfeita. Dino arruma um novo parceiro e deixa de ser o Pirassununga para se tornar o Junqueira da nova dupla Juquinha e Junqueira. A união desses cantadores durou apenas dois anos.

Em 1963 retorna com o antigo nome (Pirassununga) e faz dupla com Piratininga.

Gravam para a CBS e posteriormente para a Continental. Essa dupla também foi desfeita, só que dessa vez, com a morte de seu novo companheiro. Como sempre, Dino Franco consegue outro parceiro: Belmonte. Pirassununga e Belmonte gravaram na Chantecler, acompanhados pelo sanfoneiro Zé Maringá. A parceria com Belmonte também se desfez.

O poeta violeiro não desanimou. Dino Franco começou a viajar com duplas famosas da época, fazendo parte da companhia teatral, tais como: Zico e Zéca, Liu e Léu, e Abel e Caim.

O Brasil havia perdido uma de suas maiores estrelas, o Palmeira, da dupla Palmeira e Biá.

Biá (Sebastião Alves da Cunha) nascido em Coromandel/MG em 26 de novembro de 1927, se ajusta com Dino Franco e os dois formam uma nova parceria. Esta união faz sair de cena novamente o Pirassununga e em seu lugar aparece então o nome Dino Franco na vida artística. Gravaram juntos 6 LP’s, mas, repetindo o mesmo caminho das anteriores, essa união, do mesmo modo, também se desfaz. Dino Franco se volta para a carreira solo. Como tal chegou a gravar um LP – “ Dino Franco e seus Mariachi”, e tempos depois faz parte de um trio em que atuavam Miltinho Rodrigues e Orlando Ribeiro. O trio era chamado “Os Medalhões” e chegou a gravar um LP.

Corre o tempo e Dino Franco torna-se produtor do “cast” da gravadora Chantecler, produzindo duplas famosas como Lourenço e Lourival, Abel e Caim, Liu e Léu, entre outras.

Após tantas e tantas experiências, aí sim, teve a felicidade de encontrar Mouraí (Luiz Carlos Ribeiro) nascido em Ibirarema/SP, em 19 de julho de 1946, com quem gravou um total de 16 discos. A dupla só veio apartar com a morte de Mouraí ocorrida em 17 de outubro de 2005.

Texto: Sandra Cristina Peripato

Acompanhe uma entrevista cedida por Dino Franco ao Jornal Atual de Rancharia/SP

Sem jabá não tem sucesso: "O jabá é preponderantemente exigido", afirma Dino.

Terceiro dos doze filhos de José Lázaro Franco e Maria das Dores Ramos Franco, Dino Franco nasceu Osvaldo Franco na cidade paulista de Paranapanema, no dia 8 de setembro de 1936, mas foi registrado na vizinha Conceição do Monte Alegre. Antes de se tornar um compositor famoso, trabalhou na roça colhendo algodão; viveu em Rancharia e Paraguaçu Paulista, onde fez o Tiro de Guerra e começou sua carreira musical na Rádio Marconi, passando também pelos microfones da extinta Rádio Difusora de Rancharia. Começou a compor no ano de 1951 e afirma ter composto milhares de obras; Dança da Chuva e Tafuleira, em parceira com Piratininga, foi sua primeira gravação, em 78 rotações; O Sertanejo é um Forte é um de seus maiores sucessos.

Aposentado, veio para Rancharia há quase cinco anos, depois de passar por Mogi Guaçu e Ivinhema, devido aos parentes, às raízes e "porque sempre busquei um lugar tranqüilo prá viver", mas não parou de criar as composições que lhe deram prestigio e sucesso por todo o país. Sua obra lhe garantiu vaga na Academia Municipalista Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira número 14 que pertenceu ao compositor João Pacífico.

Antes de ser Dino Franco e compor dupla com Mouraí, atuou em outras duplas onde usava pseudônimos como Pirassununga e Junqueira, e tem parcerias com as mais famosas expressões sertanejas do país, tendo se apresentado em várias regiões do território nacional. Seu primeiro trabalho com Mouraí foi Três Namoradas.

Homem de hábitos simples, Dino vive exclusivamente da música e já perdeu a conta de quantos discos gravou. Diz que já ganhou muito dinheiro "com direito artístico e de vendagem", e muitas homenagens - vários diplomas estão pendurados pelas paredes da sala - mas como ele mesmo diz, "tenho diplomas, troféus, mas a gente não come homenagens, mas sim do trabalho realizado".

Ganhador de dois festivais de música sertaneja, o primeiro do Brasil em 1967 com a música Natureza, com Abel e Caim, e Casa Pobre, com Mato Grosso, Dino Franco não tem critérios para compor; "É momentâneo. A gente costuma receber uma emanação maior; como dizia João Pacífico, é 'a hora que dá os cinco minutos'", diz ele.

Dino Franco elogia os programas sertanejos da Rádio Esperança, em especial o locutor Cidão, - "um grande radialista e profissional consciente" - e seu programa Crepúsculo Sertanejo, pela variedade musical que apresenta, conseguindo satisfazer diferentes gerações e apaixonados pela música sertaneja. A falta criatividade é um problema na música popular, pois...

...para Dino Franco, as "duplas bregas" fazem músicas "todas iguais"

Atual: Como foi o início de sua carreira?
Dino Franco: Em São Paulo, no ano de 1956, formei a dupla Tibagi e Pirassununga e nos apresentávamos na Rádio Nacional que era a coqueluche daépoca e hoje é a Globo. Odilon Araújo, locutor oficial da rádio, foi quem nos apresentou e me deu esse pseudônimo. Gravamos um disco 78 rotações pela RGE com o xote Peão de Minas e a rancheira Falsos Carinhos. A dupla se desfez em 1959.

Atual: Qual foi o próximo passo?
Dino: Formei a dupla Juquinha e Junqueira que durou cerca de três anos. Fomos os primeiros a gravar pela RCA Canden, ainda em 78 rotações, músicas como Três Mulheres, Maldita Aliança e Mineiro Não Perde o Trem, que foi um grande sucesso. Depois tivemos uma fase de shows em
ambientes noturnos com Belmonte, Amaraí e Zé Maringá.

Atual: Por que shows no lugar do rádio?
Dino: Cascatinha e Inhana estavam entrando na vida noturna em São Paulo e tinham os sucessos Índia, Primeiro Amor; tocávamos músicas paraguaias, gaúchas e algumas sertanejas. Era evidente naquela época a força da música paraguaia, mexicana e estavam em ascensão o Trio Cristal, Los Panchos, Miguel Aceves Mejia. Uma minoria do povo da cidade não aceitava a música sertaneja.

Atual: Quando começou a dupla Dino Franco e Mouraí?
Dino: Nos idos de 79, quando Caetano Garrido nos apresentou, e continuamos juntos até hoje.

Atual: E quantos discos gravados?
Dino: Temos 17 lançamentos; com as compilações, temos mais de 20 discos. Com as gravações que fiz sozinho cantando músicas gaúchas e mexicanas, e com todos os outros com que gravei...A dupla Biá e Dino Franco gravou 6 lançamentos e mais compilações, tenho discos gravados com Juquinha e Junqueira, Pirassununga e Piratininga, com Belmonte...Fica difícil... tenho que fazer um estudo porque gravei com todos.

Atual: E você fez quantas composições?
Dino: Ah rapaz... tenho muitas composições...Quando eu me aposentei em 1991 apresentei ao INSS mais de 1.000 selos com títulos, número de discos e nomes de intérpretes de obras de minha autoria para comprovar meu currículo, e de lá para cá eu nunca parei de compor.

Atual: Quais fizeram mais sucesso?
Dino: São várias, entre elas Caboclo na Cidade, Cheiro de Relva, Paineira Velha, Meu Passado, Natureza. Tem Travessia do Araguaia que foi tema da novela O Rei do Gado. E uma que a rádio Esperança nunca tocou que é Pescador do Ivaí, e foi tema de um documentário brasileiro apresentado na BBC de Londres (Inglaterra).

Atual: Quais intérpretes gravaram suas composições?
Dino: Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Liu e Léu, Cascatinha e Inhana, Tião Carreiro e Pardinho, Abel e Caim, Xitãozinho e Xororó, Tião Carreiro e Pardinho, Daniel, Sérgio Reis e Almir Sater...

Atual: Quantos discos você já vendeu?
Dino: É difícil precisar porque o disco nunca obedeceu uma ordem numérica. Teve até um deputado que quis aprovar essa lei e não deixaram, porque se aprovada as gravadoras teriam que nos prestar contas devidamente corretas. Hoje se elas vendem 5.000 e nos oferecem 500 não podemos provar o contrário. Vendi muitos discos...Só com o Sérgio Reis e Almir Sater foram mais de um milhão de discos. Caboclo na Cidade, com Chitãozinho e Xororó, mais de um milhão. Se eu recebi por mais de um milhão de discos, evidentemente vendeu muito mais.

Atual: E com as duplas que atuou?
Dino: Quando formei dupla com Amaraí, firmamos contrato com a Globo Gravações por três anos, um disco por ano. Pela Chantecler, no mesmo período, dois discos por ano e a primeira gravação, Manto Estrelado, vendeu mais de 200 mil cópias só no lançamento, e assim vai.. É difícil precisar, mas vendi entre 4 e 5 milhões de discos entre a dupla Dino Franco e Mouraí e outros intérpretes.

Atual: Como você ingressou na Academia Municipalista Brasileira de Letras?
Dino: Por causa do meu currículo. Tem advogado, juiz, promotor, jornalista, compositor, cada um desempenhando uma determinada tarefa. Eu represento o Raul Torres (da dupla Raul Torres e Florêncio) que foi o introdutor da música sertaneja na radiofonia brasileira. Ocupo a cadeira número 14, que era ocupada por João Pacífico e representava o Catulo da Paixão Cearense.

Atual: Como você vê a música sertaneja raiz na atualidade?
Dino: De bom grado, porque está nascendo da raiz e a finalidade é voltar às origens, porque o sertanejo sempre foi atacado de várias maneiras, várias influências musicais atacaram o sertanejo, como a canção rancheira, o bolero, o tango, o rock, mas por ser raiz, vem se perdurando.

Atual: Você acha que essa música perdeu espaço?
Dino: É muito relativo esse negócio de perder espaço. Porque no que concerne a perder espaço você tem que considerar a mídia, e para pagar a mídia você tem que ter muito dinheiro. Se você paga o povo que tem o veículo de mídia na mão, nesse caso a televisão, o rádio, grandes jornais e revistas - a imprensa de um modo geral -, você difunde qualquer matéria; se você não tem dinheiro para pagar a sua matéria fica esquecida e sua difusão deixa de ser feita.

Atual: Então, sem o jabá não tem sucesso?
Dino: O jabá é preponderantemente exigido hoje, entendeu?

Atual: A modernização mudou muito a música sertaneja?
Dino: Bastante. No que diz respeito ao arranjo, à confecção do disco, melhorou muito porque a tecnologia avançou e são muitos os recursos técnicos. Antigamente se gravava mono-oral direto, depois veio o estereofônico com 2 canais, depois 4, 16, 24, 36 e tem muito mais canal; tem até gravação digital. Agora, o valor artístico em si, no que diz respeito às obras líteromusical, eu não vejo nenhuma melhoria.

Atual: Por que?
Dino: Antigamente, no tempo do 78 rotações, você enumera os sucessos do repertório de...Raul Torres: Mula Preta, Chico Mulato, Cabocla Tereza, Mourão da Porteira, Do Lado que o Vento Vai, Cavalo Zaino, e assim por diante. Tonico e Tinoco, quantos sucessos? Camisa Preta, Mão Criminosa, Chico Mineiro... E quantos sucessos fizeram Cascatinha e Inhana? Hoje, as duplas que estão em ascensão, você enumera quantos sucessos? Um ou dois, mesmo com a força da mídia. Então eu não vejo integração total da música sertaneja nem no disco nem na radiofonia. Não vejo vantagem nisso. Vejo naqueles artistas que não pagaram a mídia, nunca tiveram a mídia a seu serviço para poder ter ascensão e tiveram sucesso ininterrupto um atrás do outro, como Tonico e Tinoco, Raul Torres, Zé Carreira e Carreirinha, que são os nossos ancestrais.

Atual: Há uma fertilidade de duplas; os temas condizem com a música sertaneja?
Dino: O que se nota nas duplas do momento, que eu chamo de duplas bregas, o tema é só amor, amor, amor... Você ouve uma canção de um CD e não precisa ouvir mais porque são todas iguais. Antigamente você não repetia tema. No tempo do vinil você ouvia 12 músicas e cada uma tinha um tema diferente; era valsa, toada, rancheira, cateretê...Hoje é um balanço só, um ritmo só.

Atual: O que você ouve?
Dino: Ouço e gosto de todas, mas que tenham conteúdo, mensagem, que conte uma história. Porque a música sertaneja que não conta uma história deixa de ser música sertaneja.

Atual: Qual sua previsão para a música sertaneja?
Dino: Hoje as músicas são muito mais para dançar e a música sertaneja foi feita para se ouvir. Se bem que algumas duplas estão gravando corrido, arrasta pé, xote, forró, vanerão, para alcançar um publico dançante em outras regiões e porque tem aumentado muito os salões de danças.

Atual: Qual o seu último trabalho?
Dino: Eu participei de um disco este ano com o Daniel, que é um resgate da música sertaneja e se chama Meu Reino Encantado. É um disco tipicamente sertanejo e a estimativa é ultrapassar um milhão de cópias vendidas. No lançamento vendeu mais de 150 mil. Tenho as músicas Cheiro de Relva, com as Irmãs Galvão e Minha Mensagem, a única legítima moda de viola inserida no disco, onde cantamos com Daniel.

Texto: Marcos A. Barbosa

Tibagi e Pirassununga

Mais fotos de Dino Franco…

Biografia de Tibagi em Zé Mariano e Tibagi, aqui no blog Saudade Sertaneja.

  1. Falsos Carinhos (Pirassununga e Benedito Seviero) (1959)
  2. Peão de Minas (Zé Claudino e Anacleto Rosas Jr.) (1959)

DOWNLOAD – Mediafire.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Turma Caipira de Cornélio Pires “Os Pioneiros da Moda de Viola de 1929” – Livro de Israel Lopes

Em primeiro lugar, quero agradecer a carta virtual cuja Mensagem Original segue. Em segundo lugar pelo interesse sobre o meu livro "TURMA CAIPIRA CORNÉLIO PIRES, Os Pioneiros da Moda de Viola em  1929". É com muita honra que vou enviar ao amigo um exemplar do meu livro e será de cortesia. Fiquei muito contente em saber que irá divulgar no seu apreciado Blog. A propósito do mesmo quero lhe dizer que estou elaborando um trabalho sobra  A MODA CAIPIRA DE CORNÉLIO PIRES e tem uma parte que se chama Cornélio Pires em "sites" sobre a Cultura Caipira". Trabalho que venho realizando desse março deste ano. E o Blog do amigo, o SAUDADE SERTANEJA, está incluido há tempo, nesse meu trabalho. Estou te enviando digitalizado as duas páginas que falam nesses sites e blogs, que mencionam Cornélio Pires, para o amigo ver. (ONDE ESTÁ O SAUDADE SERTANEJA, de Tião Camargo, como poderá ver).

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Somente hoje pude responder sua carta, postada no dia 10, na sexta. Pois veio uma chavarada aqui, trovejava, no sábado e no domingo até ontem à noite, ali não liguei a INTERNET. Choveu mais de 200 milímetros, aqui em São Borja. Mas agora estou, com muita satisfação, respondendo ao amigo.  Aqui quero dizer que já tenho olhado várias vezes o seu blog e gosto muito do que vem divulgando sobre a nossa música caipira. Parabéns por esse grande trabalho. O amigo GUIDO CARRIJO que lhe passou o meu e-mail,  é também uma grande pessoa. Ele também gosta muito da nossa música caipira. Ele muito tem divulgado o meu livro, o que tem me deixado muito contente.  Gostei também de ver que ele, como bom caboclo que é, de muita fibra, saiu em defesa do nosso grande TINOCO. Essa crítica que fizeram ao Tinoco é injusta, uma crítica nojenta, por alguém que de certo, é um  desses que gosta de cultura estrangeira e não honra a nossa Música Verde-Amarela, que para nós é uma Bandeira Nacional.

No meu livro, encontrará muita matéria sobre Tonico e Tinoco, a maior dupla sertaneja autêntica de todos os tempos. Eu considero eles, seguidores da Turma do Cornélio, da dupla Mandy e Sorocabinha. Eles mesmo confessam, no livro de memórias, o que cito no meu livro. Pois sou muito de citar as fontes, o que engrandece um trabalho de pesquisa. Inclusive, tem várias entrevistas com o Sorocabinha, dom filhas dele, Terezinha e Maria Immaculada. Tem entrevista com o Mandy. Mandy e Sorocabinha, que entrevistei para o livro, na década de 1980, eles eram os únicos remanescentes da Turma do Cornélio. Também participaram de outra turma, da Turma Caipira Victor de Piracicaba. Gravaram muitos discos de 78 como dupla Mandy e Sorocabinha, mais de 60 modas de viola. Aí está a origem da música caipira autêntica. O Sorocabinha faleceu com 100 anos em 1995. Também entrevistei o Cobrinha, o Cantor Patrimônio de Piracicaba, ele que cantava muito bem o Hino de Piracicaba, onde menciono no meu livro dois versos, do Newton Mello: "Piracicaba que adora tanto/Cheia de flores, cheia de encantos..."

Amigo Tião Camargo, que satisfação em estar escrevendo pra ti. Vou parar, senão eu me vou. Pois o assunto me é muito impolgante. Mas vou te enviar o livro e algumas matérias, artigos meus, matérias sobre meu trabalho literário como pesquisador.

Agradecendo a atenção, desejando sucesso, aqui vai um grande abraço.

Israel Lopes (escritor.israellopes@bol.com.br)

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Parabéns meu amigo Israel Lopes pelo belíssimo trabalho e obrigado pelo presente.

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Criolo e Juvenil (1982) Volume 02

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01) Dilema da vida (Correto/Criolo/ Lira Branca)
02) Mar da esperança (Jeca Mineiro/Hélio Alves)
03) Rosa mulata (Serra Negra/Verter Resende)
04) Chifre de boi (Losvaldo Duarte/Marsel Melo)
05) Senhora mulher (Correto/Lira Branca/Juvenil)
06) Jesus de nazaré (Baduy/Djalma Chaves)
07) Herança de uma paixão (Criolo/Tânia)
08) Pedra do templo (Criolo/José Caetano Erba/Da Silva)
09) Toalha molhada (Marinho Soares/Criolo/ Falcão)
10) Filha de Deus (Correto/Lira/ Branca/Juvenil)
11) O homem do cabaré (Correto/Criolo/ Lira Branca)
12) Ave noturna (José Caetano Erba/Tião Carreiro)

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Crédito: Wlater Quederoli “Mocotó”, Santo André/SP

Criolo e Juvenil (Volume 01 “Conversando Com a Saudade”) 1981

Criolo e Juvenil

Criolo
Fui nascido na cidade de Ituiutaba, interior de Minas Gerais. Ainda em Ituiutaba aconteceu minha primeira formação musical com minha irmã caçula Iolanda, formando a dupla Criolo e Landinha, gravando dois discos e alcançando grande sucesso com as músicas Coração Solitário e Não me Convém, ambas de minha autoria. Com o casamento de Landinha ela afastou-se da carreira artística. Com a interrupção da carreira com minha irmã, ainda jovem, parti para São Paulo onde morei por vários anos, constituindo a dupla Criolo e Seresteiro.

Com Seresteiro, fizemos parte de três grandes emissoras de São Paulo, dando-nos muito nome. São elas: Rádio Tupi de São Paulo, Rádio Record de SP e finalmente, Rádio Nacional de São Paulo, Hoje Rádio Globo. Gravamos a música Cabelo Loiro no primeiro disco. Logo em seguida mais nove discos foram gravados, ficando a dupla conhecida em todo território brasileiro. Fizemos grande sucesso com as músicas Mulher Volúvel (Melrrinha e Criolo), Amor Ausente (Duduca e Liminha), Vai com Deus (Jeca Mineiro e Labareda), Percorrendo o Brasil (Seresteiro e Neném da discoteca), Depois de um Ano (Seresteiro e Manito), Quatro Beijos (Criolo e Seresteiro), Berrante da Meia Noite (Seresteiro e Claudino Silveira), Ranchinho de Luto (Seresteiro), entre muitas outras de grande repercussão. Com o afastamento de Seresteiro por motivos particulares, a dupla foi interrompida e eu continuei, fazendo uma nova formação com Barrerito, dupla que também fez parte da rádio Record de São Paulo.

Juvenil
Não encontramos informações a respeito

Álbum: Conversando Com A Saudade
Ano/Gravadora: (1981) Sertanejo/Chantecler 2.11.405.379
Artista(s): Criolo e Juvenil
Acervo: Paulo Lucio
Restauração: Paulo Lucio
Formato: mp3
Bitrate: 192 kbps
Áudio: Ótimo

Fonogramas Lado A
A01. Conversando Com a Saudade - (Correto / Lira Branca)
A02. Eu Vou Mandar Fazer Um Balão - (Raul Torres)
A03. Vale do Amanhecer (Tia Neiva) - (Lourival dos Santos / Criolo)
A04. Cama Desarrumada - (J. Garcia / G. Maciel)
A05. Nota Zero - (Ronaldo Adriano / Criolo)
A06. Mina de Ouro - (J. dos Santos / Lourival dos Santos)

Fonogramas Lado B
B01. O Mais Bandido dos Bandidos - (Praense / Bekekê)
B02. Candomblé - (Moniz)
B03. Coração Que Dói e Dói - (Solevante / Soleny)
B04. Vou Comprar Carinhos - (Luis de Lara / Vicente Dias)
B05. Canção Para os Pequenos - (Criolo / Moniz)
B06. Choveu no Corpinho Dela - (Zé da Praia / Hércules)


Postagem original: www.baudolongplayinh.com

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

4shared, Mediafire, MultiUpload, Rapidshare - Crédito: Paulo Lucio

http://www.easy-share.com/1913370664/(1981 – Crédito: Walter Quederoli “Mocotó”, Santo André;SP

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Alberto Calçada (Volume 01) 1958

Alberto Calçada 01



Álbum: Cascata de Valsas Vol. 01
Ano/Gravadora: (1958) Chantecler CLP 2002
Intérpretes: Alberto Calçada e Seu Conjunto
Artista(s): Alberto Calçada
Acervo: Quelinho


Obs: Edição Com Qualidade Razoável 
  1. Cascata De Beijos (N.N. Araújo e Waldemar Roversan)

  2. Rapaziada do Bom Retiro (G. Negrini)

  3. Último Beijo (Zequinha de Abreu)

  4. São Judas Tadeu (Palmeira / Luisinho)

  5. Luar De São Paulo (A. Marino)

  6. Morrer Sem Ter Amado (Zequinha de Abreu)

  7. Saudades De Minha Terra (Décio Pacheco Silveira)

  8. Nossa Senhora Do Amparo (Décio Pacheco Silveira)

  9. Dirce (O. Azevedo)

  10. E O Destino Desfolhou (Gastão Lamounier / Mário Rossi)

  11. Vera (Erothides de Campos)

  12. Cascata De Lágrimas (Moacir Braga)

DOWNLOAD: Rapidshare

Crédito: Quelinho (http://www.baudolongplaying.com/)



Alberto de Souza Calçada nasceu na Paulicéia Desvairada no dia 06/08/1929 e faleceu também na Capital Paulista no dia 29/07/1983.


Além de Acordeonista e Tecladista, o excelente Músico foi também Compositor e Produtor de Discos, tendo sido também o fundador da inesquecível Gravadora Chantecler.


Alberto começou a tocar o Acordeon com apenas 11 anos de idade. Com 12 anos formou o grupo "Irmãos Calçada" ao lado de suas duas irmãs que também eram cantoras. O conjunto passou a se apresentar nos programas "Clube Papai Noel" e "Festa Na Roça", na Rádio Difusora, e no programa "Escola Risonha e Franca", na Rádio Record de São Paulo-SP.


Em 1946, Alberto Calçada mudou-se com a família para Araguari-MG e, nessa cidade, no ano seguinte, ele formou o trio "Sabiá-Canarinho-Albertinho" junto com Sebastião Alves da Cunha (o Sabiá (Biá)) e seu irmão Elias Alves da Cunha (o Canarinho).


Em 1948, Alberto formou um grupo de Seresta, que interpretava Valsas e Canções Dolentes.


Em 1950, retornou a São Paulo-SP para poder cumprir o Serviço Militar. E, na Paulicéia Desvairada, Alberto Calçada se integrou à empresa de shows pertencente ao Celso Rodrigues, conhecido carinhosamente como Sertãozinho. Com essa empresa, Alberto acompanhou por todo o Brasil diversos Artistas, tais como Zé Fidelis, e as Duplas Tonico e Tinoco e Zé Carreiro e Carreirinho... continua lendo a Biografia completa de Alberto Calçada em http://www.boamusicaricardinho.com/

Alberto Calçada (Volume 02) 1959

Alberto Calçada 02



Álbum: Cascata de Valsas Vol. 2

Ano/Gravadora: (1959) Chantecler CMG 2016

Intérpretes: Alberto Calçada e Seu Conjunto

Artista(s): Alberto Calçada



Acervo: Quelinho Obs: *Fonograma A6. Não Me Saes Do Pensamento*, com defeito, este mesmo fonograma está contido dentro do CD Dose Dupla Vol. 1 e 2)
  1. Folhas Ao Vento (Milton Amaral)

  2. Flor Do Mal (Santos Coelho)

  3. Saudade De Matão (Jorge Galati / Antenógenes Silva / Raul Torres)

  4. Pic-Nic Trágico (Germano Benencase)

  5. Santa Terezinha (Antenógenes Silva)

  6. Não Me Saes Do Pensamento (Arnaldo Meirelles / Moacir Braga)

  7. Retalhos D’alma (Milton Amaral)

  8. Rosa Desfolhada (Zequinha de Abreu)

  9. Saudades De Uberaba (Oscar Louzada)

  10. Vinte Anos Depois (Moacir Braga / Cláudio Alves)

  11. Saudades De Ouro Preto (Antenógenes Silva)

  12. Saudades De Tatuí (Gaudio Viotti)

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo B do Long Playing (Inclusos)

Link Rapidshare

Crédito: Quelinho (http://www.baudolongplaying.com/)

Alberto Calçada e Seu Conjunto (Volume 03) 1960



Álbum: Cascata de Valsa Vol. 3

Ano /Gravadora: (1960) Chantecler CMG 2063

Intérprete(s): Alberto Calçada e Seu Conjunto

Artista(s): Alberto Calçada

Acervo: Quelinho



Obs: Qualidade da Digitalização: Boa


  1. Última Despedida (Waldemar Roveran)

  2. Telefone Cruel (Antenógenes Silva / Ernandi Campos)

  3. Aquela Flor (Alvarenga / Ranchinho)

  4. Belo Horizonte (Arlindo Pinto / Anacleto Rosas Júnior)

  5. Saudade de Araguari

  6. Lágrimas de Amor (João Diniz / Teddy Vieira) 

  7. Alma a Sorrir (Pachequinho / Caá-Ubi)

  8. Saudade de Pádua (Edmundo Guimarães)

  9. Triste Carnaval (Sonho de Pierrot)

  10. Saudades de Goiás (Waldemar Roveran)

  11. Se Eu Tivesse Um Bem (Milton Amaral)

  12. Última Inspiração (Peterpan)

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado 1 e Selo Lado 2 do Long Playing (Inclusos)

DOWNLOAD Rapidshare

Crédito: Quelinho (http://www.baudolongplaying.com/)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Dora e Didi, o Duo Brasil Moreno

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Dora de Paula, a Dora - Guariba, SP - 1917
Antônia Glória de Paula, a Didi - Guariba, SP – 1914


Nascidas na cidade de Guariba, as irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos. Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos.


Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros.


Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa " História da Música", na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante.


Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções "Chalana", de Mário Zan e Arlindo Pinto, e "Abandonada" de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado "Chalana", vários discos se seguiram.


Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia "Último adeus", de Luiz de Castro e o bolero "Bis para o amor", de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado "Pedaço de coração", de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote "China morena", de Raul Torres e Sebastião Teixeira.


Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como "Natal no sertão", de Palmeira e Mário Zan," Campo Grande", de Raul Torres, "Canção do trolinho", de Hervé Cordovil, e "Flor de Tupã", de Mário Zan e Palmeira.


A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados.


Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.


Fonte: Dicionário Cravo Albin
Alguém que tenha mais informações sobre o Duo Brasil Moreno, pode enviar para nosso email (slf.camargo@gmail.com)
1. Chalana (Arlindo Pinto e Mário Zan) 1952

2. Abandonada (Mário Zan e Palmeira) 1952

3. Triângulo Mineiro (Mário Zan e Palmeira) 1952

4. Bonita e Valente (Mário Zan e Palmeira) 1952

5. Natal no Sertão (Mário Zan e Palmeira) 1952

6. Dois Amores (Lara Mar) 1953 Partic. Lara Mar

7. Campo Grande (Raul Torres) 1953

8. Nostalgia do Paraguai (Mário Zan e Palmeira) 1953

9. História Singular (D. Carvalho) 1955

10. Lua na Roça (Elpídio dos Santos e Padua Muniz) 1955

11. Princesa (Carreirinho) 1956

12. Noite Linda (Valdemar Leopoldo e Ciro Grossi) 1956

13. Araponga (Alfredo Boraba e S. Barreto) 1956

14. Caricatura (Wilson Vanny e J. da Paulicéia) 1957

15. Decididamente (Adoniran Barbosa, Leitão e B. Lobo) 1957

16. Festa de Reis (Herve Cordovil e Duo Brasil Moreno) 1958

17. Uma Palavra (Antonio Bruno) 1958



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

17 anos sem Tião Carreiro

Daniel Martins Matulevicius RA 5451346 – Jornalismo Noturno – Ana Tereza

Grande Tião Camargo, meu nome é Daniel Martins Matulevicius aqui de São Bernardo do Campo, SP, tenho 20 anos, desde os 11 tocador de viola, instrumentador de estúdio de duplas do estilão do Tião Carreiro, já toquei com João Mulato, Goiano, Cacique e Pajé, Canadá e Continensse entre outros e muito amigo de Dona Nair e Alex Marli.

Sou estudante de jornalismo numa das mais conceituadas universidades de São paulo e apreciador do seu magnífico trabalho no blog e de sua brilhante carreira musical.

Neste semestre precisava fazer uma matéria e estava sem inspiração, peguei a viola ponteei no sofá de casa e lá veio o que eu precisava. Era dia 14 de outubro, peguei a caneta e escrevi sobre meu grande inspirador, Tião Carreiro, haja vista que no dia seguinte completaria 17 anos que Deus o havia levado.

Escrevi, bati no peito e disse," esta me garantirá o semestre", e não deu outra recebi a maior nota e honra ao mérito por levantar a cultura brasileira. Tião Camargo agradeço o espaço e segue em anexo a matéria.

Churrascaria faz festa em homenagem aos 17 anos da morte do Rei do Pagode

José Dias Nunes, o Tião Carreiro, começou sua carreira nas rádios de Araçatuba em meados dos anos 50 ao lado de grandes radialistas da época como Edgard de Souza. Tião começou cantando sambas e tangos com um violão velho que havia ganhado, em seguida conheceu quem seria o seu inseparável parceiro de sucessos, Carlos Henrique de Lima, o Pardinho.

No início da década de 60; a convite de um grande violeiro da época, Carreirinho, veio para São Paulo para tentar gravar um disco na gravadora Chantecler, atual Warner Music. Chegando ao centro, conheceu Teddy Vieira, renomado compositor, que no escritório da gravadora ouviu Tião carreiro e Pardinho cantar juntos.

Teddy Vieira ficou maravilhado ao ver tamanha potência nas vozes da dupla. Um dueto perfeito penetrou nos ouvidos do compositor como cristais nobres, era o início de uma brilhante carreira que marcaria uma geração inteira, Teddy além de gravar os rapazes de Araçatuba, deu-lhes o primeiro sucesso, O Pagode em Brasília.

A música fez tanto sucesso que logo após sua divulgação pela Rádio Nacional de São Paulo, desembarcaram em Brasília, em 1961, para cantar na presença do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

A dupla já estava consagrada e em 1961 começa uma carreira dotada de 28 discos 78rpm, 55lps distribuídos em quase 50 anos de carreira modificando toda uma trajetória da viola caipira com a criação do pagode sertanejo.

“Tião Carreiro na viola é como Pelé na bola, na há outro que os substituam”, dizem as Irmãs Galvão, cantoras tradicionais amigas de Tião.

Mesmo após sua morte em outubro de 1993, as homenagens póstumas rodeiam a cultura de Tião Carreiro. Muitas duplas ainda hoje cantam seus sucessos e espelham-se no estilo desse mestre da viola para se apresentarem em seus shows.

Tião Carreiro desenvolveu uma técnica única de tocar viola, diziam que ela chorava em suas mãos, pegava-a nos braços como uma criança de colo. “O que o Tião aprendeu aqui ele levou com ele e não deixou para ninguém”, diz João Mulato, violeiro sucessor e amigo de Tião Carreiro.

Cabelo Loiro, O Rio de Piracicaba, Travessia do Araguaia, Boi Soberano, A coisa tá feia, são alguns dos inúmeros sucessos gravados por Tião Carreiro, sempre com a parceria do compositor exclusivo da dupla, Lourival dos Santos.

No próximo dia 15 de outubro, Dona Nair Avanço, esposa de Tião Carreiro dará uma festa na churrascaria que leva seu nome, na Rua Rio Branco, centro de São Paulo. A festa será em homenagem aos 17 anos de sua morte.

Daniel, muito obrigado pela matéria e pelas palavras dirigida ao nosso trabalho. É uma satisfação enorme saber que jovens como você evm trabalhando e no sentido de preservar a verdadeira música dos paulistas.

Lembramos também que dia 13 passado o Tião Carreiro teria completado 76 anos de vida.

Tião Camargo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Zé Mariano e Tibagi (78 rpm)

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Oscar Rosa, o Tabagi, nasceu no dia 30 de junho de 1927, na Cidade de São Paulo e reside atualmente em São Sebastião do Paraíso. Do Zé mariano, infelizmente, não temos nenhuma informação.
Depois da dupla com Zé Mariano, o Tibagi formou dupla com Pirassununga “Dino Franco”, em 1959, e gravaram apenas um 78 rpm com as músicas “Peão de Minas (Zé Caludino e Anacleto Rosas Júnior) e Falso Caminho (Pirassununga e Benedito Seviero).
Em 1960, Tibagi formou dupla com Hilton Rodrigues dos Santos, o Miltinho, nascido em Goiânia/GO no dia 02 de maio de 1941. Em 1967 ouve a primeira separação da dupla Tibagi e Miltinho com Miltinho fazendo carreira solo se destacando com seu grande sucesso “Roda Gigante”. Tibagi, então, formou a dupla Tibagi e Niltinho. Tibagi e Miltinho voltaram a cantar juntos, mas se separaram definitivamente em 1970, com Miltinho voltando a carreiro solo e Tibagi voltandfo com o Niltinho.
Mas a troca-troca, não pára por aqui. Com a separação de Belmonte e Amaraí, surgiram as duplas Belmonte e Miltinho e Tibagi e Amaraí, com ambas as duplas gravando um LPs cada uma, apenas, separando logo em seguida. Tibagi, então, refaz a dupla dupla com Niltinho com quem cantar até 1978 e desaparece do meio artístico.
Obs.: Foram dois os Niltinhos: Um deles foi o Mauro Ozelim de São Sebastião do Paraíso – falecido – que também foi o Maurinho da dupla Amir e Maurinho; o outro foi o Ademar da dupla Ademir e Ademar, de quem não temos mais informações. Há controvérsia sobra qual deles foi o primeiro e o segundo Niltinho.
  1. Santa Cruz da Serra (Teddy Vieira, Biguá e Benedito Seviero) (1954)

  2. Pescador e Canoeiro (Teddy Vieira, Biguá e Benedito Seviero) (1954)

  3. Folha Caída (Teddy Vieira e Sebastião Vitor) (1955)

  4. Velha Querência (Biguá e Benedito Seviero) (1955)

  5. Seresteiro (Zé Mariano Benedito Seviero) (1955)

  6. Nascimento de Jesus (Sebastião Vitor e Nhô Tide) (1955)

  7. Boiada Perdida (Teddy Vieira e Priminho) (1956)

  8. Desventura (Zé do Rancho, Zacarias Mourão e Biguá) (1956)

  9. Última Viagem (Fernandes e Carreirinho) (1956)

  10. Ilusão da Vida (B. Amorim e Teddy Vieira) (1956)

  11. Roubei uma Solteira (Roubei Uma Solteira) (1956)

  12. Traição (Teddy Vieira e Lauripe Pedroso) (1956)

Tião boa tarde, com respeito a informação sobre a ordem da formação com o Niltinho, falei com o Tibagí a instantes, baseado nessas informações que vc disponibilizou. A sequencia é essa mesmo 1º o Maurinho e depois o Ademar, mas mais detalhes, tipo ano, ele não se lembra com clareza, está com 84 anos.
Quando vc disponibilizar o download, me falta uma musica FOLHA CAÍDA, abraços.
Tunico da Viola.
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Tibagi e Pirassununga (Dino Franco)
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Tibagi e Miltinho (Miltinho Rodrigues)
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Tibagi e Niltinho (Maurinho)
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Tibagi e Niltinho (Ademar)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Curió e Canarinho (Coletânea)

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  1. A Morte do Presidente (G. A Borem e Canarinho) (1958)

  2. Aliança De Noivado (Canarinho e Leite) (1962)

  3. Amar Sem Ser Amado (Canarinho e Jésio Araújo) (1963)

  4. Benção De Mãe (Canarinho e Augusto) (1961)

  5. Caçada de Tatu (Canarinho e Paulo Ferreira) (1956)

  6. Casamento Do Lulu (Canarinho) (1963)

  7. Castigo De Deus (Canarinho - M.B. De Carvalho) (1961)

  8. Copo Amigo (Canarinho e Bellumat) (1962)

  9. Despeito (Canarinho, Daniel Araújo e Marques da Silva) (1958)

  10. Doce Companheira (Canarinho e Ulisses Nascimento) (1962)

  11. Estou Arrependido (Canarinho e Augusto Martins Silva) (1962)

  12. Gozadores da Vida (Curió e Canarinho) (1962)

  13. Homem de Verdade (Canarinho e Pirauba) (1962)

  14. Leviana (Canarinho e Jésio) (1962)

  15. Mariquita (Curió e Canarinho) (1962)

  16. Quando Amanhece (Piraci) (1961)

  17. Resignação (Canarinho e M. B. de Carvalho) (1962)

  18. Sabiá Conquistador (Curió, Jadir Ambrósio e Rômulo Paes) (1956)

  19. Sonhando Acordado (Joel Honorato e Dominguinhos) (1962)

  20. Toma Jeito João (Canarinho, Silvana Silva e Silvinho Bellumat) (1962)

Mensagem do Guido Ferreira Carrijo

Prezadíssimo Tião Camargo,

               Tenho acompanhado há algum tempo o seu magnifico trabalho à frente do Blog Saudade Sertaneja. Leio com muita atenção as Biografias dos Artistas de outrora ali expostas, uma verdadeira enciclopédia feita com muito amor, carinho e conhecimento daquilo que faz. Tenho vários livros sobre música Caypira/Sertaneja e noto que há divergências entre as informações prestadas nos livros, o que não é raridade. Noto também que no seu Blog as informações são mais seguras.
                Li também o e-mail que o Jornalista ou o pseudo-jornalista, Francisco Martins, enviou a você. Sendo claro, simplesmente achei que aquilo é uma nova forma de fazer humor. Não incomode com essas coisas não Mestre Tião, ninguém faz sucessos fazendo críticas destrutivas e nem gritando com as pessoas para que elas sejam vistas, é bom que lembremos aqui do adágio: Pelo dedo se conhece o gigante. Tudo o que não presta morre por si mesmo e pelo que vejo, o fim do trabalho destrutivo dele não está muito longe. Agora,o seu trabalho se chama Brasil, portanto, é um trabalho de todos nós brasileiros, que amamos este Terrão gigante e gostamos daquilo que é bão, principalmente neste dias de chuva, eu tô aqui ouvindo uma tristeza do Jéca, Quando canta o Xororó, ... e às vezes até tomando umas latinhas da gelada. ÔÔÔ Trêin bão sô !!!


                Mestre Tião, receba o abraço caloroso e os votos de Feliz Cidade, extensivos aos amigos & familiares, da Galera Apaixonada aqui do Coração Verde da Pátria.


                              GuidoFerreiraCarrijo - Jussara (GO)

Guido, obrigado pelas palavras. Elas são muito importante para que eu possa continuar. Gostaria que me enviasse informações sobre seus livros para que e eu e todos nossos visitantes tomemos conhecimento e pudéssemos adquiri-los.

Um grande abarço e muitas FELIZ CIDADES para você e todo o povo goiano, principalmente de Jussara.     

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Aniversário do Eli Silva

Eli Silva
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Elias José da Silva, o Eli Silva da dupla Eli Silva e Zé Goiano, estaria completando hoje, 03/12/2010, 55 anos de idade. Lamentavelmente, o Eli morreu em acidente automobilístico em 25/06/2010, na Rodovia Marechal Rondon, próximo à Cidade de Areiópolis/SP.

Ao nosso grande e saudoso amigo e cantador dos melhores, nossa Saudosa e Sincera Homenagem.

Tião Camargo!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Michelle e Karoline (1º Lugar no Festival de Pratânia – 2010)

Michelle e Karoline “As Caboclinhas de Botucatu”

Interpretando a música “Força do Amor” de Jesus Belmiro e Paraíso

Um dos diferenciais observados pelos jurados de festivais ultimamente, é a maneira como a dupla se apresenta e toda sua desenvoltura sobre o palco, desde o cumprimento ao público, o destaque dos autores e compositores, até um breve comentário sobre o tema da música que irá interpretar, como fizeram Michelle e Karoline, destacando com ênfase os compositores, que gravou a música e, principalmente, o tema: “Essa música é uma demonstração de amor e perdão”, enfatizou Michelle. Interpretar uma música num festival, não basta apenas subir ao palco cantar, é preciso agregar valores a obra musical que irá interpretar. Parabéns, meninas.