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Ponto de Cultura de Bauru[3]

sábado, 14 de novembro de 2009

João Mulato e Douradinho – Vol.03 - 1984

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  1. Roupas no varal (José Fortuna/Paraíso )
  2. Amor de pobre (Peão Carreiro/Cabo Romacccini)
  3. Dose pra jacaré (João Mulato/Arlindo Rosa)
  4. Fim do mapa (Jesus Belmiro/Lourival dos Santos)
  5. Eu estou num bagaço (José Fortuna/Paraíso)
  6. O dono do ferrão (Moacyr dos Santos/Tião do Carro)
  7. Banho de arruda (Vicente P. Machado/Moacyr dos Santos)
  8. Império do amor (Peão Carreiro/J. dos Santos)
  9. Paixão da minha vida (João Mulato/Paraíso)
  10. Maria e José (José Caetano Erba/Lourival dos Santos)
  11. Luta de classe (Vicente P. Machado/Dino Franco)
  12. Quatro cantos da casa (Vicente P. Machado/Moacyr dos Santos)

Esse Douradinho é o Luiz, de Piracicaba, o primeiro parceiro do João Mulato depois do Bambico. Isso é tudo que sabemos desse Douradinho; se nossos colaboradores puder nos enviar mais informações sobre ele, ficaremos gratos.

Junto com o DOWNLOAD de João Mulato e Douradinho, você baixa também a  a Crônica, abaixo, “As Entidades Brasileiras” do meu amigo Poeta Lázaro Carneiro.

Lazinho Carneiro

As entidades brasileiras.

Debaixo da moita de pindaíba, a onça pintada esturra, urra e espira. Leva uma estocada do boitatá, o boitatá não foge, ele afugenta as onças pintada, parda, jaguatirica e os gatos do mato, até a suçuarana, nenhuma fica, desembestam-se campo a fora pois é o boitatá que manda no cerrado e nas moitas de pindaíba.

Nos trilhos e caminhos que demarcam os matagais, todas as estradas que vem ou que vão, quem manda é a mula sem cabeça, nem teiú, nem os tamanduás, nem curuja, nem curiango pensam em atravessar, mas nem voando, pois temem a grande besta, as cotias as antas e as queixadas  nunca andam nas estradas porque quem manda não deixa ,e quem manda nas estradas? É a mula sem cabeça.

Toda floresta ou cerrado que tem rio charque ou banhado tem quem manda nas águas, a mãe da água é a iara, que em noites escuras ou claras, noites de calor ou frio, a mãe d’água manda nos rios.

O jacaré, o jaboti, o cágado, a capivara, o sucuri, a irara, nenhum deles suja a água do rio, devem ter medo do iara, a mãe d’água que manda no rio.

No espigão, na baixada no outeiro e na barroca, nas árvores retas ou tortas de casca lisa ou grossa, os animais que voam rastejam ou  andam, pois ai quem manda é o saci pererê; que manda na mãe d’água, na mula sem cabeça, no caipora e boitatá Quando o saci assovia, fauna e flora silenciam; as águas não rolam, as árvores não balançam, os animais mal respiram. Que pena que os homens não respeitam o saci pererê.

Do Poeta Lazinho Carneiro

http://lazarocarneiro.blogspot.com/

DOWNLOAD

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