- Menina Bonita (Praense e Teodoro)
- Fraqueza (Bambuzinho, Rivail e Rivael)
- Filho da Roça (Zé do Rancho)
- João Ninguém (Teodoro e Peão Carreiro)
- A Mesma Taça (Zé do Rancho e Antonio de Lima)
- Jardim do Nosso Amor (Teodoro e Peão Carreiro)
- Quem Gosta Dela Sou Eu (Mulatinho e Nhô Quincas)
- Trezentas Noites (Vingo e Acácio Prado)
- Os Teus Olhos Me Falam (Ado e Carlos Alberto)
- Coração de Vido (Praense e Teodoro)
- Relógio Quebrado (Teddy Vieira e José Russo)
- Namoro de Três (Praense e Teodoro)
Seguidores
Play Novo
domingo, 29 de novembro de 2009
Zé Tapera e Teodoro (1974) Menina Bonita
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Anacleto Rosas Júnior
PEDACINHO DO BRASIL - TAMARÉ E GOUVEIA - COMPOSIÇÃO DE ANACLETO ROSAS JR
"Anacleto Rosas junior" deixou varias composições; que estão no youTube;e outras virão. Como neto de anacleto, gostaria de agradecer essa pagina! Sei que meu avô serviu de inspiração para muitos. E deixou saudades…
Rubens Rosas Júnior. Memória - Tributo a Anacleto Rosas Júnior
Mais uma das canções inéditas do grande Compositor Anacleto Rosas Júnior, o pioneiro da Moda Campeira.
Como já disse em outras postagens, inclusive aqui no “Saudade Sertaneja”, o compositor sempre foi esquecido pela mídia e pelos intérpretes, como se música fosse achada na lata de lixo.
Sempre fico muito chateado e irritado quando alguém canta em público e não cita o (s) nome(s) do (s) compositor (s) da música.
“Na nossa roça, esses são os Pé de mío da beirada”.
Tião Camargo
E, na foto abaixo, da esquerda prá direita, quatro grandes Compositores da Música Caipira Raiz: Anacleto Rosas Jr., Teddy Vieira, Arlindo Pinto e Ado Benatti.

Abaixo, biografia e composições de Anacleto Rosas Júnior - Fonte: Dicionário Cravo Albin.
18/7/1911 Mogi das Cruzes, SP
4/2/1978 Taubaté, SP
Em 1923, mudou-se para Poá, em São Paulo, pois o pai possuía ali um comércio. Ainda criança já costumava cantar modas-de-viola e desafios. Casou-se em 1934 e em 1937, mudou-se para a cidade de São Paulo em busca de espaço para divulgar suas composições.Na capital paulista conheceu em 1942, o já famoso cantor e compositor Capitão Furtado, que se interessou por suas composições e o apresentou à dupla Palmeira e Piraci. Em 1944, esta dupla gravou pela Continental sua primeira composição, a toada "Promessa de caboclo".
Em 1946, Brinquinho e Brioso gravaram a moda de viola "Caboclo de azar", o recortado "Fartura" e a toada "Linda serrana". No mesmo ano, Tonico e Tinoco gravaram a valsa "Cortando estradão" e Palmeira e Luizinho as modas- campeiras "Cavalo preto", regravada nos anos 1970 por Sérgio Reis, e "Boiadeiro bão", em parceria com Arlindo Pinto.
Suas composições foram gravadas por diversos intérpretes, sendo Tonico e Tinoco os mais constantes. A dupla gravou "A cruz do caminho", a moda-de-viola "Rancho vazio" e "Adeus Rio Grande", todas em 1949 e o cururu "Exemplo de fé", em 1957. Nhô Pai e Nhô Fio gravaram a guarânia "Brasil" em 1949, que seria regravada em 1952, por Cascatinha e Inhana. Com Ado Benatti e Serrinha compôs as modas- de-viola "Os crimes do Dioguinho" e "A morte do Dioguinho", gravadas em 1950 por Serrinha e Caboclinho. No mesmo ano, Brinquinho e Brioso gravaram a moda de viola "Etelvina", parceria com Brioso
Em 1951, Tonico e Tinoco gravaram o cururu "Aparecida do Norte", parceria com Tonico. Em 1952, a dupla "Coração do Brasil" gravou a moda-de-viola "Casinha branca", outra parceria com Tinoco. Em 1954, a dupla gravou a moda-de-viola "Recado". No mesmo ano, teria duas de suas composições com Arlindo Pinto gravadas por Vieira e Vieirinha, a moda-de-viola "Desprezo" e a congada "Coroa de rei". Outra dupla que gravou várias de suas composições foi Luisinho e Limeira: as modas-de-viola "Mil e quinhentas cabeças" e "Zé Valente" e o valseado "Peito magoado" em 1953. No ano seguinte, gravaram o galope "Querência amada" e a moda "Solteiro é mió". Em 1955, gravaram a toada "Não sou gaúcho".
No mesmo ano, Nenete e Dorinho gravaram a valsa "Seu aniversário". Em 1958, Zé Tapera e Chiquinho gravaram o cururu "Santo Glorioso". Em 1962, a composição "Romaria" foi gravada por Luisinho e Limeira e por Vádeo e Vídeo. Em 1964, "Mestiça", "Resposta da mestiça", "Último pedido" e "Meu prazer" foram gravadas pelo Trio Turuna, que em 1970, gravou "Na ponta do reio" e em 1975, "Juntinho de ti". Foram seus parceiros, entre outros, Tonico, Serrinha, Ado Benatti e Brioso.

Trio Turuna
Um dos componentes do Trio Turuna, Luiz Rosas Sobrinho, é filho do Anacleto Rosas Júnior
Arlindo Pinto, foi seu maior parceiro, com o qual produziu mais de 20 composições. Diversos artistas fizeram registro de suas composições, entre os quais, além dos já citados, as duplas, Souza e Monteiro, Silveira e Barrinha, Charanga e Chará, Zé Catira e Dito Catireiro, Canário e Canarinho o Duo Batuíra, o Trio Sul a Norte e os cantores Antônio Marchi e Tino Reis. Um de seus maiores sucessos, foi o valseado "Três boiadeiros", que se tornou um clássico, contando a longa viagem dos amigos tocando a boiada e dos percalços sofridos, e gravada por Pedro Bento e Zé da Estrada, em 1961.
Em 1993, Renato Teixeira gravou "Mestiça" e "Flor Mato-grossense". Teve um programa de rádio que iniciava invariavelmente da seguinte maneira, "Acoooooorda muierada! Vão prepará o leite do marido que ele tem que trabaiá! Bota a garrafa pra fora que o caminhão vai passá!". Deixou mais de 50 composições gravadas. Em 2000 a Som Livre relançou em CD o disco "Rancho vazio - Relembrando Anacleto Rosas Jr.", no qual Tonico e Tinoco interpretam 12 composições de sua autoria, entre as quais, "Triste despedida", "Filho de Mato Grosso", "Cavalo preto" e a música que dá título ao disco.
COMPOSIÇÕES de Anacleto Rosas Júnior
A cruz de ferro I (c/ Elpídio dos Santos) • A cruz de ferro II (c/ Geraldo Braz de Souza) • A cruz do caminho (c/ Arlindo Pinto) • A morte do canoeiro (c/ Patativa) • A muié do canoeiro (c/ Elpídio dos Santos) • A última trucada (c/ Palmeira) • A volta do canoeiro • Adeus Rio Grande (c/ Arlindo Pinto) • Alma revoltada (c/ Arlindo Pinto) • Amor impossível • Amor proibido • Aparecida do Norte (c/ Tinoco) • Baldrana macia (c/ Arlindo Pinto) • Belo Horizonte (c/ Arlindo Pinto) • Boi de carro (c/ Tinoco) • Boi penacho • Boiadeiro bão (c/ Arlindo Pinto) • Brasil (c/ Arlindo Pinto) • Burro picaço (c/ Geraldo Costa) • Caboclo (c/ Capitão Balduíno) • Caboclo de azar • Casinha branca (c/ Tinoco) • Cavalo preto • Coroa do rei (c/ Arlindo Pinto) • Corpo morto (c/ Arlindo Pinto) • Cortando estradão • De São Paulo ao Rio Grande • Desprezo (c/ Arlindo Pinto) • Duas verdades (c/ Luiz Rosas Sobrinho) • Encontro fatal • Envergonhado (c/ Luiz Rosas Sobrinho) • Errei (c/ Pirassununga) • Espinhos da vida (c/ Valter Amaral) • Etelvina (c/ Brioso) • Exemplo de fé (c/ Tonico) • Falsidade (c/ Tonico e Zé Tapera) • Fartura • Filho de Mato Grosso • Flor cobiçada (c/ Sulino) • Flor Mato-grossense • Gaúcho guapo (c/ Manito) • Juntinho de ti • Linda serrana • Londrina rainha • Lua cheia (c/ Luiz Rosas Sobrinho) • Luar de Aquidauana (c/ Zacarias Mourão) • Madeira sonora • Mágoa escondida (c/ Arlindo Pinto) • Maria é um nome bonito • Mariposa • Mestiça • Meu amor me abandonou (c/ Arlindo Pinto) • Meu prazer • Mexicanita • Mil e quinhentas cabeças • Minha caboquinha • Minha sanfona (c/ Arlindo Pinto) • Moda do pescador (c/ Serrinha) • Morte do Dioguinho (c/ Ado Benatti e Serrinha) • Na ponta do reio • Não mexa comigo (c/ Arlindo Pinto) • Não sinto saudade (c/ Patativa) • Não sou gaúcho (c/ Tonico) • No céu não tem correio (c/ Valdomiro Lobo) • Noite de lua (c/ Zé Cocão) • O nome manchado (c/ Arlindo Pinto) • Olhar feiticeiro (c/ Arlindo Pinto) • Os crimes do Dioguinho (c/ Ado Benatti e Serrinha) • Paixão • Peão de Minas (c/ Zé Claudino) • Peão sem sorte (c/ Arlindo Pinto) • Peito magoado • Ponteio (c/ Patativa) • Pra lá da fronteira • Promessa de caboclo • Quando a saudade se for (c/ J. Portela) • Quatro coisas (c/ Zulmiro) • Que importa • Queixas de um coração (c/ Tivas Reis) • Querência amada (c/ Luisinho) • Rancheirando em oito baixos • Ranchinho da baixada (c/ Arlindo Pinto) • Rancho triste • Rancho vazio (c/ Arlindo Pinto) • Recado (c/ Arlindo Pinto) • Rei da guasca (c/ Tonico) • Remorso (c/ Arlindo Pinto) • Resposta da mestiça • Rio Paraguai (c/ Luisinho) • Riograndense • Romaria (c/ Luiz Rosas Sobrinho e Anaiel Teodoro do Prado) • Romaria trágica (c/ Luiz Rosas Sobrinho) • Sabugo de milho • Santo glorioso (c/ Ivo Signorine) • Saudades de alguém • Se eu sou rei (c/ Ivo Signorine) • Se eu soubesse (c/ Tivas Reis) • Seu aniversário • Sofrendo por ti • Solteiro é mió • Terras do Paraná • Três boiadeiros • Trucada (c/ Limeira) • Último pedido (c/ Luiz Rosas Sobrinho) • Vaca mestiça • Vaqueiro de verdade (c/ Arlindo Pinto) • Violão de luto (c/ Arlindo Pinto) • Violeiro afamado (c/ Sebastião Vitor) • Zé Cardoso • Zé Tartuiano • Zé Valente
Fernando Caselato
Esse jovem Solista de Viola, Compositor, Arranjador e Professor é natural de Itajaí-SC e é na cidade de Bauru-SP que ele vem desenvolvendo um trabalho instrumental na Viola Brasileira com arranjos que vão do simples ao sofisticado.
Arrasta–Pé, Toada, Chamamé, Cateretê, Guarânia, Baião, Pagode de Viola, Batuque e Polca estão entre os diversos Ritmos Musicais com os quais Fernando tem trabalhado. E, em suas composições musicais tem mostrado propostas interessantes relativas às técnicas das mãos, com espaço também para improvisações em suas apresentações. Seu Aprendizado, no entanto, teve início de uma forma bem diferente:
Já contando 18 anos de idade, Fernando César Caselato iniciou seus estudos musicais em 1989 na Capital Paranaense, no Conservatório Villa-Lobos onde estudou Violão Erudito.
Dois anos depois, em 1991 Fernando trocou Curitiba-PR pelo Interior Paulista, mudando-se para Bauru-SP, onde passou a se dedicar à Música Brasileira, trabalhando com cantores da MPB e tocando em conjuntos diversos com apresentações em diversos lugares do Brasil.
E foi em 1993 que Fernando Caselato passou a lecionar Música em diversas escolas da região, atividade que vem exercendo até os dias de hoje. Paralelamente a isso, Fernando deu continuidade aos seus estudos com músicos de diversas tendências, indo do Erudito ao Jazz, tendo sempre como foco Boa Música Brasileira. Professores do quilate de Amilton Godoy, Paulo Flores, Aldo Landi, Valdomiro Prodóssimo, Fernando Correa e Zé Eduardo Nazário estão entre os diversos excelentes Músicos que contribuíram para a formação musical de Fernando Caselato.
E, a partir de 1999, Fernando Caselato passou a se dedicar exclusivamente ao estudo e à pesquisa da Viola Caipira, passando também a compor e a fazer arranjos para o tradicional Instrumento Musical Brasileiro.
Quero aqui destacar o CD "Pé de Viola", no qual Fernando Caselato interpreta, numa Viola de fabricação JB, as treze Composições Instrumentais, todas de sua autoria, num excelente trabalho produzido por ele mesmo, gravado e mixado em 2004 na Fábrica de Som Studio de Bauru-SP, tendo também a participação de Guilherme Soares no Violão e também a Percussão a cargo dos próprios Fernando Caselato e Guilherme Soares.
A sétima faixa de seu CD é "Novos Rumos", música com a qual Fernando Caselato esteve entre os dezesseis finalistas e conquistou o Prêmio "Revelação Nacional da Música Instrumental de Viola" no I-Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004, cuja final teve lugar no Teatro Alfa na Capital Paulista em 27/10/2004. Na foto abaixo, Fernando Caselato na final do Prêmio Syngenta:
Quero destacar também o CD "Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004" que nos brinda com a gravação ao vivo dos 16 finalistas, tendo como destaque "Novos Rumos" (Fernando Caselato), e também as faixas "Esplendor" (Sidnei de Oliveira), "Amazônia" ( Fernando Deghi), "Moda Barroca" (Renato Aresi), "Bravio" (Márcio Freitas) e "Eta Pagode" (Neto Stefani), que foram respectivamente a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª colocadas, todas interpretadas pelos seus respectivos autores!
Clique aqui e conheça o Site Oficial de Fernando Caselato com informações importantes, além de Partituras e Tablaturas e curiosidades diversas sobre a tradicional Viola Caipira que Fernando Caselato toca com Maestria!
Contato para shows:
(14) 3276-5183
e-mail: fcaselato@yahoo.com.br
domingo, 22 de novembro de 2009
Nelsinho e Diamante – A Dupla Que Canta Para Esse Brasil Gigante
Nércio Mosca, o Nelsinho, nasceu em Vargem Grande do Sul, Estado de São Paulo, em 07/03/1929 e faleceu em Araraquara, Estado de São Paulo, em 26/08/2006.
Antonio Custódio, o Diamante, é mineiro de Juruaia, nascido em 27/03/1932 e, segundo o cumpadre Tunico da Viola, até pouco tempo tinha uma farmácia em Santo André/SP.
A primeira música gravada pela dupla, foi Zé Calabrês, em 1958.
Se algum de nossos colaboradores tiver mais informações sobre a dupla, ficaríamos muito grato se nos enviasse.
01 - Menina Presa (Lourival dos Santos e Nelsinho)
02 - Minhas Preferencias (Diamante e Francisco de Deus)
03 - Aquele Adeus (Pirassununga e Nelsinho)
04 - Italiano Castigado (L. dos Santos e Moacir dos Santos)
05 - Casal Que Não Combina (Torrinha e Tertuliano)
06 - Flor Paraguaia (Zacarias, Damião e Nelinho)
07 - Vila Nova (Raul Torres)
08 - Dois Corações Torturados (Lourival dos Santos e Nelsinho)
09 - Vai Carreiro (Francisco Lacerda e Diamante)
10 - Tenho Ciúmes (Chico Vieira e Zé Cupido)
11 - Minha Infancia (Goiá e Helio Alves)
12 - Se Teu Amor é Por Mim (Nho Sabugo e Nelsinho)
CRÉDITO: José Pedro Roversi
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Adiamento do Festival de Pardinho
Pessoal, o Festival Sertanejo de Pardinho, que seria realizado nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2009, foi adiado para o mês de abril de 2010. Leiam, na íntegra o comunicado que recebi da Comissão Organizadora do referido evento:
COMUNICAMOS QUE DEVIDO A PROBLEMAS DE AGENDA CULTURAL , O 5 FESMURP FOI ADIADO PARA O MÊS DE ABRIL DE 2010. TRATA-SE DE MOTIVO DE FORMA MAIOR. PORTANTO PEDIMOS DESCULPAS POR EVENTUAIS TRANSTORNOS DEPROGRAMAÇÃO.
MEDIANDE O RESPEITO E CREDIBILIDADE JÁ CONQUISTADOS PELO EVENTO, TENDO EM VISTA A REALIZAÇÃO DAS EDIÇÕES ANTERIORES, NÓS, DA ORGANIZAÇÃO DO FESMURP GARANTIMOS EMPENHO PARA A OBTENÇÃO DO ESPERADO SUCESSO EM 2010.
OBRIGADO A TODOS PELA ESPERADA COMPREENÇÃO
SÉRGIO VIEIRA/CHICO ALMEIDA.
Fico triste, uma vez que estava muito empolgado com realização do evento, pois trata-se de um dos poucos do gênero em todo Brasil. Um evento voltado para a preservação da nossa verdadeira Música Sertaneja, através do incentivo à motivação dos autores, compositores e intérpretes a continuarem trabalhando e desenvolvendo novos trabalhos, pois, o Festival de Pardinho - FESMURP – é realizado somente com Música Sertaneja Raíz e inédita.
Conheço muito bem a empolgação, a capacidade, a vontade e os esforços do pessoal de Pardinho com relação a esse Festival, principalmente dos meus amigos Sérgio Vieira e Chico Almeida, por isso, temos certeza que, em abril de 2010, O 5º FESMURP será realizado com sucesso.
E podem contar comigo, sempre!
Tião Camargo
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Barnabé
Falar do humorista barnabé, pra mim, é prazeroso, pois sou primo dele, sou da pequena cidade de Ribeirão do Pinhal , Estado do Paraná, onde o primeiro humorista barnabé foi criado. Chegou aqui nessa pequena cidade com apenas 8 anos de idade, em 1940, vindo da cidade de botelhos minas gerais; aqui ele passou sua infância , e uma parte de sua juventude. Com 16 anos de idade, saiu de casa acompanhando parque de diversões, e circos, e com 25 anos de idade foi para São Paulo. Antes de ser conhecido por barnabé, também usou outro nome, Nhô Fugêncio, teve seu espaço na Radio Nacional, durante um ano, e depois teve apoio do grande comediante Mazzaropi, participando do filme Choffer de Praça em1958. Em 1964, no ano que eu nasci, o João Ferreira de Mello - seu nome verdadeiro - gravou o seu primeiro disco, usando o nome de Barnabé, alegrando muita gente, fazendo soltar aquele sorriso gostoso, com suas piadas sadias e engraçadas. Barnabé gravou 4 disco, e em 13 de setembro de 1968 despediu do mundo e foi morar com DEUS, Foi uma morte repentina, um infarto de repente e não teve jeito, foi fulminante. No ano seguinte, seu irmão José Luiz Ferreira de Mello, deu continuidade no trabalho do irmão, adotando o mesmo nome artístico e é sucesso até hoje. Essa é a pura verdade, a historia dos Barnabés, e eu tenho orgulho, de ser primo desses grandes talentos.
Joaquim Misael
Assim como a verdadeira Música Sertaneja, o humor caipira puro e ingênuo, não está encontrando espaço na mídia brasileira, principalmente na televisão. O último humorista caipira a fazer sucesso na TV foi Nhô Moraes, no programa “A Praça é Nossa”. A prova de que o humor caipira faz sucesso na TV é o personagem Suspiro interpretado pelo Moacir Franco, também na Praça é Nossa; com certeza a maior audiência do Programa. Não consigo entender motivo dos produtores desses programas não conseguirem enxergar o extraordinário talento do Barnabé.
A última vez em que estive com Barnabé foi aqui mesmo em Bauru e ele residia na cidade de Tambaú. O telefone que me deixou não está atendendo; talvez tenha mudado de número. Peço a quem souber por onde anda o Barnabé que nos envie notícias dele.
Tião Camargo
sábado, 14 de novembro de 2009
João Mulato e Douradinho – Vol.03 - 1984
-
Roupas no varal (José Fortuna/Paraíso )
-
Amor de pobre (Peão Carreiro/Cabo Romacccini)
-
Dose pra jacaré (João Mulato/Arlindo Rosa)
-
Fim do mapa (Jesus Belmiro/Lourival dos Santos)
-
Eu estou num bagaço (José Fortuna/Paraíso)
-
O dono do ferrão (Moacyr dos Santos/Tião do Carro)
-
Banho de arruda (Vicente P. Machado/Moacyr dos Santos)
-
Império do amor (Peão Carreiro/J. dos Santos)
-
Paixão da minha vida (João Mulato/Paraíso)
-
Maria e José (José Caetano Erba/Lourival dos Santos)
-
Luta de classe (Vicente P. Machado/Dino Franco)
-
Quatro cantos da casa (Vicente P. Machado/Moacyr dos Santos)
Esse Douradinho é o Luiz, de Piracicaba, o primeiro parceiro do João Mulato depois do Bambico. Isso é tudo que sabemos desse Douradinho; se nossos colaboradores puder nos enviar mais informações sobre ele, ficaremos gratos.
Junto com o DOWNLOAD de João Mulato e Douradinho, você baixa também a a Crônica, abaixo, “As Entidades Brasileiras” do meu amigo Poeta Lázaro Carneiro.
As entidades brasileiras.
Debaixo da moita de pindaíba, a onça pintada esturra, urra e espira. Leva uma estocada do boitatá, o boitatá não foge, ele afugenta as onças pintada, parda, jaguatirica e os gatos do mato, até a suçuarana, nenhuma fica, desembestam-se campo a fora pois é o boitatá que manda no cerrado e nas moitas de pindaíba.
Nos trilhos e caminhos que demarcam os matagais, todas as estradas que vem ou que vão, quem manda é a mula sem cabeça, nem teiú, nem os tamanduás, nem curuja, nem curiango pensam em atravessar, mas nem voando, pois temem a grande besta, as cotias as antas e as queixadas nunca andam nas estradas porque quem manda não deixa ,e quem manda nas estradas? É a mula sem cabeça.
Toda floresta ou cerrado que tem rio charque ou banhado tem quem manda nas águas, a mãe da água é a iara, que em noites escuras ou claras, noites de calor ou frio, a mãe d’água manda nos rios.
O jacaré, o jaboti, o cágado, a capivara, o sucuri, a irara, nenhum deles suja a água do rio, devem ter medo do iara, a mãe d’água que manda no rio.
No espigão, na baixada no outeiro e na barroca, nas árvores retas ou tortas de casca lisa ou grossa, os animais que voam rastejam ou andam, pois ai quem manda é o saci pererê; que manda na mãe d’água, na mula sem cabeça, no caipora e boitatá Quando o saci assovia, fauna e flora silenciam; as águas não rolam, as árvores não balançam, os animais mal respiram. Que pena que os homens não respeitam o saci pererê.
Do Poeta Lazinho Carneiro