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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

domingo, 24 de outubro de 2010

Silveira e Silveirinha (1973) ) Xerife Fantasma

Capa
Capa Site
Selo Face A - Sem Editar
Selo Face B - Sem Editar
Contracapa
Crédito: Paulo Lucio/Quelinho
Postagem original do site www.baudolongplaying.com
Nivaldo Pedro da Silveira, o Silveira - Uberaba, MG-1934 – São Paulo, 1999
Agenor Pedro da Silveira, o Silveirinha - Uberaba, MG-1929 - São Paulo, SP-1993
Silveira iniciou sua carreira artística no início dos anos 1950, quando formou dupla com Abílio Barra, o Barrinha. Gravaram o primeiro disco em março de1955 pela Continental. A dupla trabalhou na Rádio Nacional de São Paulo, apresentados pelos compositores Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., no programa de Nhô Zé.
A dupla separou-se em 1964, depois de mais de 10 anos de sucessos, deixando gravados cerca de 39 discos 78 rpm, 10 LPs e sete compactos. Nivaldo Pedro da Silveira convidou então seu irmão Agenor para formarem a dupla Silveira e Silveirinha.
Silveira e Barrinha, por outro lado, juntaram novamente suas vozes e o relançamento da dupla se deu num circo na cidade de Dracena-SP, atendendo aos apelos de seus fãs. E Silveira e Barrinha prosseguiram cantando em dupla por mais oito anos, tendo gravado o último LP no ano de 1982, pela gravadora Xororó.
Com o falecimento do Barrinha em 10/11/1984, vítima de doença de Chagas, Silveira prosseguiu sua carreira musical novamente em dupla com seu irmão Silveirinha. Calcula-se que a dupla Silveira e Silveirinha tenha gravado aproximadamente 45 LP's, além de 9 "compactos", ao longo de 30 anos de carreira, intercalados com a volta da dupla com o Barrinha.
Em 1966, Silveira e Silveirinha gravaram “Alma vazia”, de Nicanor Silveira e Silveirinha, “Ciganinha”, de Silveira e Osvaldo Ramos, e “Duas almas”, de Silveira, Silveirinha e Osmar Rézio. Nos anos 1960 a dupla se apresentou na festa da Trindade em Goiás, cantando para quase 150 mil pessoas. A música “Berrante da Madalena”, do radialista Faísca, teve grande repercussão junto ao público.
Outras músicas de destaque foram “Beija-flor das penas verdes”, de Brejão, “Berrante da meia-noite”, de Seresteiro e Claudino Vieira, e “Beira da praia”, de Nicanor Silveira e Silveirinha. A dupla Silveira e Silveirinha gravou aproximadamente 45 LPs e nove compactos em 30 anos de carreira.
Com a morte de Silveirinha, Silveira segue a carreira, formando nova dupla com o irmão Nicanor. Em 1997, a nova dupla gravou o CD “Os irmãos Silveira”. Neste LP destacam-se “Esquecer nunca mais”, de Paraíso, e “Gaivota mensageira”, de Silveira e Joel Garcia. Entre seus LPs estão “Hoje está fazendo um ano” e “Na beira da praia” lançados pela Continental.
Obs.: As informações contidas no texto desta página são originárias principalmente do Livro de Rosa Nepomuceno "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", do Livro de Ayrton Mugnaini Jr. "Enciclopédia das Músicas Sertanejas", da Revista Viola Caipira, do site Dicinário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, do site Boa Musica Ricardinho e Bau do Longplaying.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Adeil e Sério Motta

Adeil e Sérgio Motta (CANLP 10105) CapaAdeil e Sérgio Motta (CANLP 10105) Contra-Capa

  1. Dois Corações (Dutra e Luciara)

  2. Caminhos do Mundo (Luciara e Aldo Faitorone)

  3. Buscando a Felicidade (Tupy e Tapuã)

  4. Resposta do Fuscão Preto (Dutra e Aldo Faitorone)

  5. Herança da Desilusão (Dutra e Luciara)

  6. Coisas Reais (Souza Gomes e Sérgio Motta)

  7. Volte Querida (Sérgio Motta e Zezinho Faitorone)

  8. Esqueça (Adeil e Sérgio Motta)

  9. Amor e Segredo (Derly)

  10. Poltrona 7 (Joysson Almada e Sérgio Motta)

  11. Espelho (Sérgio Motta e Edmar Paro)

  12. Luz do Meu Caminho (Dutra e Luciara)

Este álbum acredito ser o primeiro de dois Lps que a dupla Adeil e Sérgio Motta; o segundo foi gravado em 1986.

Em 1986, Adail e Sérgio Motta estiveram em Bauru fazendo lançamento do LP "Alma Gêmea" nos programas sertanejos da Bauru Rádio Clube. Fizeram algumas apresentações aqui pela região, foram embora e nunca mais ouvi falar da dupla. Tratava-se de uma dupla com estilo misturando Milionário e José Rico com Duduca e Dalvan; talvez até meio parecido com João Renes e Reny, mas uma ótima dupla.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Opinião do Tunico da Viola

Quem sou eu prá discordar do José Hamilton Ribeiro, mas... sou atrevido. Eu digo que ainda vai ser feita muita moda RAÍZ

daquelas que falam da paióça, do fogão de lenha, das galinhas ciscando no terreiro, da agua da mina, do sol e das estrelas. É só os compositores atuais, assim como Tião Camargo, estarem vivos que tudo isso é motivo prá moda boa, e olha que ainda deve durar um bocado de ano, um dia pode até diminuir, mas na minha opinião leva tempo. Só nisso que discordo do grande repórter.

Conheça os sites abaixo:

www.raizcaipira.com.br

José Hamilton Ribeiro “A música caipira é um tesouro cultural”

Fonte: www.almanaquebrasil.com.br    - junho de 2007

Para falar das caipirices do País, convidamos o mais importante dos nossos repórteres. Aos 70 anos, Zé Hamilton continua à toda. Além de nos trazer achados do campo no Globo Rural, do qual é repórter há 26 anos, lançou recentemente o livro Música Caipira - As 270 maiores modas de todos os tempos. Figura ímpar, este vencedor de sete prêmios Esso é pessoa simples. E espirituosíssima. Faz piada até com o trágico acidente que lhe amputou a perna: “Mais difícil do que ser repórter com uma perna só é ser repórter com quatro”.


O que é ser jornalista?

Segundo a lei atual, jornalista é quem fez escola de Comunicação. Para mim, jornalista tem que ter qualquer diploma de nível superior. É preferível que tenha quatro anos de universidade, por pior que ela seja, do que ser analfabeto. Tem que estar preparado. É uma profissão delicada, envolve política, liberdade de expressão.

Do que precisa um jornalista para ser bom?

Vocação, como em qualquer outra profissão. As escolas de Jornalismo de hoje é que não são boas. Mas, se for para fechar as escolas ruins, deve-se começar pelas de Medicina, depois as de Engenharia e por fim as boates, que são as faculdades de Direito. Eu mesmo fiz Direito numa cidade a 500 quilômetros daqui sem ter ido a nenhuma aula. E ainda fui o orador da turma!

Ainda lhe fazem muitas perguntas sobre a cobertura da Guerra do Vietnã?
Em Santa Catarina, fui convidado para fazer uma palestra em uma reunião anual de amputados. Não sabia o que falar, então contei que, depois do acidente, fui para o hospital. Uma das enfermeiras simpatizou comigo, passava a mão no meu cabelo, me consolava. Lá pelo terceiro dia, comecei a ter ereções permanentes. Ficava pensando no meu constrangimento se ela esbarrasse naquilo quando fosse me tomar a temperatura. Eu morreria de vergonha. Contei a situação para o médico. Ele explicou que, por eu ter perdido a perna, estava tendo uma reação comum, momentânea. A cabeça demora a entender a perda e continua jogando sangue lá pra baixo. “Então, doutor, me dê o seu cartão, porque daqui a 50 anos, coisas da idade, talvez eu precise que o senhor me arranque a outra…”

Fiz Direito numa cidade a 500 quilômetros daqui sem ter ido a nenhuma aula. E ainda fui orador da turma!

Há quanto tempo você está no Globo Rural?

O programa tem 27 anos. Estou lá há 26. Era diretor de um jornal de Campinas quando fui para a Globo. Achava que estava arrasando. Um dia, a Ponte Preta veio jogar em São Paulo. Depois do jogo, fui ao vestiário, onde, no meio daquele monte de jogador pelado, encontrei Conceição, torcedora-símbolo da Ponte. Assim que ela me viu, abriu aquele sorriso: “Mas doutor Hamilton, o senhor trabalhava num jornal tão bom em Campinas, e agora está fazendo um programa de tomate?!”. Que figura… O Globo Rural é um dos maiores telejornais do Brasil. O ibope fica entre 14 e 15 pontos. E isso na cidade de São Paulo - tem cidade do interior em que a audiência é muito maior. É um telejornal voltado para o homem do campo, não fica só nos detalhes técnicos. Fala do jeito que o homem do campo vive, da sua música, sua dança, sua comida, seu lazer, e até das suas patifarias.

Continuar lendo…

Zé Mulato e Cassiano (1978) Interpretam sucessos de Zé Carreiro e Carreirinho

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Primeiro Disco de Zé Mulato e Cassiano (1978)

Os dois são irmãos e nasceram em Passa Bem, sul de Minas. Cassiano optou por sobreviver apenas de música. Principal compositor da dupla, Zé Mulato vive há 29 anos em Brasília, 25 deles dedicados ao trabalho de segurança na Câmara dos Deputados, onde afirma, encontra “inspiração e argumento” para temperar suas composições, recheadas de humor e crítica.

Neste disco, a música de abertura "Ai amor" é a que mais me agrada. Mas tem pra todo gosto. Cururu, Toada, Moda de Viola e Pagode, claro.

1) Ai amor - Carreirinho
2) Remorso - Carreirinho
3) Ranchinho de taquara - Carreirinho
4) Peão boiadeiro - Carreirinho
5) Sertanejo solitário - Carreirinho/Zé Carreiro
6) Caminhão de pinga - Zita Carreiro
7) Viva quem ama - Carreirinho
8) Viajando à cavalo - Carreirinho/Zé Pinhão
9) Bouquet de flores - Carreirinho/Zé Carreiro
10) Carreiro Sebastião - Carreirinho
11) Os quatro espíritos da pinga - Zita Carreiro
12) Duas cartas - Carreirinho/Zé Carreiro

Qualquer interessado na música brasileira e especialmente na caipira tem a obrigação de ouvir essa pérola.

Ps: Pra comprar os Cd`s da dupla, acessem o site oficial:

http://www.vbseventos.hpg.ig.com.br/zemulato_cassiano.htm

Bom Proveito !

Clique Aqui para baixar (Download AQUI)

Fonte: www.acervoorigens.com

Zé Mulato e Cassiano (Brasa Viva) 1979

Esse é o segundo disco dessa dupla sensacional que posto aqui no blog. Junto com o outro disco, tem um pequeno texto  sobre os dois. Zé Mulato e seu irmão, Cassiano, formam uma das mais importantes duplas caipiras em atividade no Brasil. Seus verdadeiros nomes são José das Dores Fernandes (Zé Mulato) e João Monteiro da Costa Neto (Cassiano).
Abaixo, um vídeo com a dupla, produzido pelo Acervo Origens durante o Projeto Um Brasil de Viola.
Eles nasceram em Passabem, Minas Gerais, e muito novos vieram morar em Brasília. Aqui, aprofundaram o conhecimento na música caipira, e hoje representam uma resistência à música sertaneja, que bebe nas fontes caipiras, porém com o mesquinho intuito de ganhar muito dinheiro.
Apesar de serem reconhecidamente uma das maiores expressões dessa resistência, Zé Mulato e Cassiano são generosos com as duplas sertanejas brega-mercantis, afirmando que, mesmo sem querer, uma hora ou outra, aparece um sentimento verdadeiro, que se transforma em uma mensagem que é expressão da alma, no meio de tanta baboseira, fama e dinheiro. Além disso, eles não se vangloriam pela resistência que representam; pelo contrário, mostram-se humildes. Porém, são conscientes do lugar que ocupam, e revelam isso com bom humor, como quando Cassiano, no Programa Viola Minha Viola, da TV Cultura, no momento em que foi falar da dupla, soltou: Nóis é meio suspeito, porque nóis é fã de nóis também, né? Quando indagados sobre o resgate da música caipira pelos novos violeiros, em entrevista concedida a Fernanda Mendes em 2009 (pode ser acessada aqui - http://www.com.ufv.br/pdfs/tccs/2009/fernandamendes.pdf), Zé Mulato respondeu: Para começar a música sertaneja não precisa de resgate porque ela nunca se perdeu. Você só resgata o que foi perdido. A música sertaneja de verdade, música de raiz, nunca se perdeu. Perderam-se brasileiros sem nação que começaram imitar americano e esqueceram de ser brasileiros. Esses que têm que ser resgatados.  A música continua viva, firme e forte. Os irmãos mostram, também, que ser caipira não é ser ingênuo, e que a caipirice deles é por amor e compromisso, coisa rara hoje em dia. Sobre fama e dinheiro, Zé Mulato disparou também no Viola Minha Viola: As gravadoras queriam nos bregar. Mas fazemos questão de conservar nosso purismo. Não quero ser sofisticado, e podem me chamar de conservador neste sentido. Modernizar, para mim, é aprender mais e tocar melhor. As letras mostram que ser caipira é uma opção, não é matutismo ignorante. Elas falam de humor, paixão e protesto. Tem até gozação com uma dupla que falou que éramos quadrados. Fazemos o que gostamos. Ficar com um pé lá e outro cá é prostituição cultural. Pois então, há tão pouco para falar, porque eles mesmos dizem tudo.


1979 - Zé Mulato e Cassiano Lado A


1- Amigo da onça (Zé Mulato e Tião do Carro)

2- Quem cria cobra (Zé Mulato)

3- Rio Corumbá (Zé Venâncio)

4- Sincero convite (Zé Mulato e Cassiano)

5- Nobre senhor (J. Oliveira)

6- Meu lamento (J. Oliveira)



Lado B



1- Brasa viva (Zé Mulato e Tião do Carro)

2- O caçador (Moacir dos Santos e Jacózinho)

3- Coisas da minha terra (J. Oliveira)

4- Coração de madeira (Zé Mulato)

5- Murro em ponta de faca (Carreirinho e J. Oliveira)

6- Tarde no sertão (Zé Mulato)


Postagem original do site http://www.acervoorigens.com/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trio Sul a Norte (Jacaré, Basílio e Espiguinha)

Trio Sul a Norte 2

Em 1955, realizaram sua primeira gravação pela Mocambo, interpretando com o Capitão Furtado a valsa prece "Ave-Maria do sertanejo", de Espiguinha e Ariovaldo Pires, e com os Serenateiros a valsa canção "Sentimento sertanejo", de Miguel Leuzzi.
Em 1956, gravaram pela Mocambo, de Ariovaldo Pires e Xerém, o xote pilão "Soca paçoca" e, de Ado Benatti e Ângelo Pedron, a toada "Boi criminoso".
Em 1957, gravaram de José Fortuna a guarânia "Nas águas do rio" e, de Espiguinha e Jaguaré, o corrido "Boiadeira do sul". Em 1958, gravaram de Ariovaldo Pires o rasqueado "História do Jorginho" e, de Ariovaldo Pires e Sílvio Toledo, a toada "Caboclo, soldado da terra".
O Capitão Furtado participou do disco, fazendo declamação. No mesmo ano, gravaram de Espiguinha e José Fortuna, a guarânia "As duas sombras".
Em 1960, gravaram de Gauchão e Vicente Lia o baião "Despedida" e, de Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto, a toada "Ranchinho da baixada".
Em 1961, gravaram de Valter Amaral e Ado Benatti o tango "Vai, saudade" e de Anacleto Rosas Jr. e Luís Rosas Sobrinho, o tango "Lua cheia".
  1. Carro de Boi Assassino (Ariowaldo Pires e Orlando Puzone) 1954

  2. Obrigado Sertanejo (Ariowaldo Pires) 1954

  3. Ave Maria do Sertanejo (Esguinha e Ariovaldo Pires) 1955

  4. Sentimento Sertanejo (Miguel Leuzzi) 1955

  5. Boi Criminoso (Aldo Benatti e Ângelo Pedron) 1956

  6. Soca Paçoca (Ariowaldo Pires e Xerém) 1956

  7. Boiadeiro do Sul (Espiguinha e Jaguaré) 1957

  8. Nas Águas do Rio (José Fortuna) 1957

  9. História do Jorginho (Ariowaldo Pires) 1958

  10. Caboclo Soldado da Terra (Ariowaldo Pires e Sílvio Toledo) 1958

  11. Boiadeiro Amigo (Jaguaré e Basílio) 1958

  12. Gaúcho Independente (Ado Benatti e Jeca Mineiro) 1958

  13. Canoa de Canela (Jaguaré-Setimo Dalmazzo) 1960

  14. Santa Filomena (Guilherme Bonano e Ado benatti) 1960

  15. Lua Cheia (Anacleto Rosas Jr. e Luiz Rosas Sobrinho) 1961

  16. Vai Saudade (Walter Amaral e Ado Benatti) 1961



Nós havíamos postado este álbuns, mas sem a foto, enviada hoje por magnesitasena@yahoo.com.br. Obrigado!
A postagem anterior foi deletada. Quem já havia baixado, basta copiar a capa, pois o link é o mesmo.