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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Homenagem a Nhô Serra

Sebastião da Silva Bueno, Nhô-Serra, conhecido como o Cururueiro do Microfone, foi quem melhor popularizou a imagem de cantador, tornando-se talvez, o mais importante de todos no sentido de difundir a tradição. Morto em 1997, teve nas suas últimas palavras, a tristeza de admitir que o cururu é uma tradição, como outras no país, que não está sendo renovada e conseqüentemente, se extingüindo.

Curureiro famoso na região de Piracicaba em São Paulo. Costumava apresentar-se em diversas festas na região, tendo porém poucas chances de realizar gravações. Em 1959 gravou pelo selo Sertanejo um disco com Pedro Chiquito, interpretando de sua autoria o desafio "Cururu de Piracicaba". Em 1961 voltou a gravar com Pedro Chiquito, interpretando de sua autoria o cururu "Ressurreição de Lázaro". Em 1974 participou com Pedro Chiquito do disco "Música popular do Centro-Oeste/Sudeste", produzido pelo selo Marcus Pereira, interpretando "Cana verde" de Pedro Chiquito.

Quando postamos o álbum 78 rpm de Craveiro e Cravinho, atribuímos a autoria da música “Ponta de Faca” – a primeira gravação da dupla – a Teddy Vieira e Ado Benatti, mas a mesma é de autoria de Nhô Serra e Sebastião Franco “Craveiro”. Fizemos a correção e pedimos desculpa por nossa falha.

O que é cururu?

Concebido como dança de roda, na zona rural da região do Médio Tietê, o Cururu foi levado como espetáculo ao público urbano, pela primeira vez em 1910, por Cornélio Pires.

Apesar de ser inicialmente dançado, o Cururu é sobretudo, um Canto de Repente, de modo que as letras, a melodia e a música são feitas com total improviso.

Cada improviso deve respeitar um tipo de regra: as rimas dos versos de repente obedecem às carreiras, que podem ser do "A", que implica como rimas no verbo "...ar", por exemplo: "dançá" e "cantá"; do Sagrado, com rimas em "...ado", por exemplo: "cansado" e "desajeitado".

Embora conduzido ao som de viola, que marca o compasso e pelos versos do cururueiro, o Cururu também tem na sua tradição, uma participação do público, que pode aplaudir uma combinação brilhante de palavras nos versos, ou então, criticar o desempenho do canturião, quando este perde o compasso da viola e "...perde a batida".

Totalmente improvisado, mas cumprindo regras determinadas pelas tradições folclóricas, o Cururu foi criado por motivos religiosos, com base em eventos da igreja Católica, principalmente nas Festas em devoção ao Divino Espírito Santo, quando na hora em que ocorre o "pouso do divino", o cururueiro começa a cantar para saudar a chegada do Divino.

Esse é o considerado "auge" de uma apresentação de Cururu, onde o canturião deve mostrar todos os seus conhecimentos e habilidades para rimar versos bíblicos e com eles, desenvolver dentro deles, uma história.

Assim como uma narrativa escrita, o Cururu é uma história cantada, onde o assunto a ser cantado é decidido pelo próprio cururueiro. Na verdade é ele quem dará rumo ao que será tratado durante a "cantoria".

O Cururu, além de ter motivos religiosos pode ser denominado como canto de Repente, só que o diferencial do repente paulista para os demais, como o repente gaúcho e nordestino, está nas particularidades, que podem ser referidas como diferenciais entre cada uma, mas o que ambas possuem em comum é a improvisação durante a apresentação musical.

Entre outros aspectos, o que mais é exigido de um canturião de Repente é que ele tenha amplo conhecimento, ou seja, deve mostrar que sabe sobre o que está acontecendo e que conhece como ninguém, os versos bíblicos.

Fonte:http://www.violatropeira.com.br/cururu.htm

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