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Web Rádio "SAUDADE SERTANEJA, transmitindo de Bauru/SP, Sob Direção Geral de Tião Camargo

sábado, 12 de dezembro de 2009

De Moraes

CARIMBO:  "INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MINAS GERAIS"
ANOTAÇÕES:  "(ITABIRA) /  STª. MARIA / R.PINTO"
"RETRATA O DISTRITO DE SANTA MARIA DE ITABIRA, CRIADO EM 16 MAR 1836. O MESMO É ELEVADO A CIDADE EM 31 DEZ 1943"
=> HÁ CÓPIA DESTA FOTO NO FUNDO SECRETARIA DA AGRICULTURA - NOTAÇÃO: SA-1-001(148
)

Coleção: NELSON COELHO DE SENNA
Autor: RAIMUNDO ALVES PINTO
Local: SANTA MARIA DE ITABIRA (MG)
Data: 1900 - 1910 - Data provável

De Moraes – José Duduca de Moraes

19/3/1912  Santa Maria de Itabira, MG
25/11/2002  Juiz de Fora, MG

Pessoal, como não tenho nenhuma foto do De Moraes, coloquei uma foto – antiga por sinal – da Terra Natal dele, Cidade Santa Maria de Itabira/MG. Assim prestamos nossa homenagem ao grande e saudoso “De Moraes” e todos de Santa Maria de Itabira e a todos os mineiros.

Alguém que tenha mais informações sobre De Moraes, por favor envie para nosso e-mail (slf.camargo@gmail.com), para que possamos postar aqui. Grato

  1. Entrevista com Demoraes em 15/01/1079
  2. Adeus Mãezinha (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha
  3. Adeus, Porteira Velha (Antenógenes Silva) - De Moraes, Ruth e Antenógenes Silva (1941)
  4. Dá Um Jeitinho (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Ruth
  5. Dança Mineira (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Ruth (1941)
  6. Esperando Meu Benzinho (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha (1950)
  7. Eu Tenho Paixão Por Você (Antenógenes Silva e Geraldo Costa) - De Moraes e Olguinha
  8. Formosa Morena (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha
  9. João Tropeiro (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha (1950)
  10. Linda Curitibana (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Ruth
  11. Não Posso Esquecer (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes, Ruth e Antenógenes Silva (1948)
  12. Porque Choras (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha
  13. Triste Fiquei (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Olguinha (1943)
  14. Vai Saudade (De Moraes e Antenógenes Silva) - De Moraes e Doquinha

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Coisas de Museu – Lázaro Carneiro

É comum os sociólogos e outros estudiosos do comportamento humano questionarem a razão de tanto saudosismo nas musicas caipiras e, por vezes, fazerem chacotas sobre esse tema recorrente nas poesias cantadas por nossas duplas.

Por se tratar de sentimento humano é, portanto, uma coisa muito íntima que varia de pessoa para pessoa e não cabe a mim discorrer sobre o assunto; até porque não tenho  formação acadêmica na área para analisar tal fenômeno, mas escrevo, a seguir, uma justificativa para esse comportamento dos autênticos caipiras.

Quero, nesse artigo, falar de mim em um misto de depoimento e desabafo e, como bom caipira, falarei de saudades. Não abordarei aqui questões políticas, como o êxodo rural, a não reforma agrária ou qualquer outro tema mais complexo. É impossível uma pessoa como eu que gosta de lançar um olhar diferenciado sobre a sociedade em que está inserido e, a partir desse olhar critico, não  escrever com sentimento as coisas nela percebidas.

Recentemente estive em Lençóis Paulista em visita ao museu daquela cidade, pois fui avisado por um sobrinho que o velho carro de boi dos meus tempos de moço havia sido doado ao museu e estava integrado ao seu acervo.

Então pergunto ao leitor, como não falar de saudade diante disso? Ao longo de minha vida experimentei alguns progressos que me possibilitam hoje manipular um computador com a mesma tranqüilidade que comandava uma junta de bois que tracionava campo afora aquele carro lotado de cascas de barba timão que era levado por caminhões até os curtumes de couro, numa época em que a química industrial ainda não era largamente utilizada em nosso pais. Aqui me falta espaço para descrever a emoção que senti diante do inusitado, já se passaram quase meio século e lá estava eu e o carro frente a frente.

Com a imprecisão do meu olhar já cansado, auxiliado pelo tato de minhas mãos trêmulas pela emoção, fui tateando cada peça que o compunha, desde a chaveta  que o prendia à canga, toda a extensão  do cabeçalho, a cheda, os rodeiros ferrados intactos, os dois fueiros que ainda restam, que apesar da fragilidade permaneceram solidários ao conjunto, segurei firme em uma de suas rodas e agachei-me lentamente para observar seu eixo de cabriúva sextavado que parecia envernizado, preso aos enigmáticos cocões e chumaços que ainda pareciam zunir em meus ouvidos. Para me livrar dessa carga emocional fiz uma poesia e, lógico, o tema é saudades.

Olá velho carro de boi
Por onde tinhas andado
Seria ai pelo cerrado
Pois nunca mais eu te vi
Desde que nos apartamos
Isso já faz muitos anos
E eu ainda não te esqueci
Lá nos campos da coruja
já dobrando p’ro rio claro
Era aventura e trabalho
Naquelas terras sem fim
Ainda te vejo carregado
E os dois boizão ajoujado
O alembrado e o alecrim
Desde uma arvore encopada
Até um fiozinho de capim
Olhando em volta de mim
Só beleza se enxergava,
O silencio era tão bonito
Às vezes eu dava um grito
Minha voz ia e voltava.
Quando me falaram
Que aqui neste museu
Tnha um carro de boi guardado
Fiquei logo apavorado
Prá ver essa peça distinta
E vejo que é o mesmo carro
Com o qual eu amassava barro
Nos campos da vargem limpa
Se lembra meu velho carro
Como os bois me obedeciam,
E seus cocões quando rangiam
Com meus gritos duetavam
Nós dois dobrava o espigão
Prá buscar barba timão
E sobre a carga eu sentava
Naqueles tempos de menino
Eu ainda era risonho,
Cabeça cheia de sonhos
Ansioso por meu destino
Um dia sem ser preciso
Te abandonei sem motivo
Prá tentar ser um granfino.
Claro que você se lembra
Você ta forte e bem guardado
Aqui no museu preservado
Testemunha dessa historia
Eu estou aposentado
Escrevo sobre o passado
Ainda vivo na memória

Lazaro Crneiro

sábado, 5 de dezembro de 2009

Criolo e Seresteiro (1981)

Criolo e Seresteiro - 1975  Expresso Maringa

Meu amigo Cláudio Sertanejo, ainda não copiei a capa do LP de 1981 de Criolo e Seresteiro. Essa foto é do LP “Expresso Maringá” de 1975 que eu “subtraí” do blog Portal do Boiadeiro. Assim que tiver a capa original, providencio a substituição.

Também gostaria que alguém me enviasse a biografia ou qualquer outra informação Criolo e Seresteiro.

  1. Amigo do Amigo (M. dos Santos, Criolo e Seresteiro)
  2. Amor Secreto (Criolo e Lourival dos Santos)
  3. Aquela Flor (Seresteiro e Zizi)
  4. Arreliento (Seresteiro e Nhô Quirino)
  5. Cabelo Loiro (Seresteiro e Zé Russo)
  6. Despedida de Quem Ama (Criolo)
  7. Fingida (Criolo e Baltazar Borges)
  8. Galo Velho (Osvaldo Teodoro e Seresteiro)
  9. Nascimento de São João (Criolo)
  10. O Verdadeiro Amor (Criolo)
  11. Pai Carreiro (Rancharia)
  12. Ranchinho de Luto (Seresteiro)
  13. Tela da Vida (Meirinho e José Paulo Machado)
  14. Velho Conquistador (Zé Carreiro e Carreirinho)

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Salim e Zé Vitor (Volume 03) Rio de Paixão

Salim e Zé Vitor[2]

  1. Árvore Sem Raíz (Cláudio Paschoalini e Salim)
  2. Batalha Perdida (João de Paula e Salim)
  3. Blusa Amarela (Praense e Cassapula)
  4. Caminhos da Sorte (Cláudio Paschoalini e Zé Vitor)
  5. Encruzilhada da Vida (Marrueiro e José Fortuna)
  6. Eu Disse Não (Ronaldo Adriano e Benedito Seviero) 
  7. Passaporte do Amor (Paraíso)
  8. Procissão de Estrelas (Paraíso)
  9. Rio de Paixão (Cláudio Paschoalini e Leandro Lopes)
  10. Rodeio da Vida (Domiciano e Solo)
  11. Saudade Bandida (Salim e Zé Vitor)
  12. Segura Danada (Paulo Azarias e Santa Fé)
  13. Sopa de Piranha (Toni e Jerri)
  14. Tô a Fim de Te Matar (Paulo Azarias e Marinah)

Sempre que postamos uma dupla pela primeira vez, fazemos questão de falar sobre ela, mas, infelizmente, não sei nada sobre essa grande dupla Salim e Zé Vitor. Quem souber algo sobre eles, pode nos enviar que ficarei muito grato.

As músicas “Encruzilhada da Vida” e “Eu Disse Não”, ficaram divinas nas vozes desses dois magnifícos cantadores.

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Teixeirinha Especial de 1985 – Parte 05 de 05

Ontem, 04 de dezembro de 2009, fez 24 anos da morte de Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha. Em sua homenagem, completamos as postagens do Especial gravado em 1985, que foi interrompido devido sua morte. A biografia dele foi postada aqui no “Saudade Sertaneja” quando postamos a primeira parte desse especial.

DOWNLOAD (Áudio e Video)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Saudade Sertaneja – Volume 06

  1. Adeus, Porteira Velha (Antenógenes Silva) De Moraes e Ruth, com Antenógenes Silva (1941)
  2. Boi Penacho (Anacleto Rosas Jr.) Palmeira e Luizinho (1951)
  3. Carreiro Bom (Alvarenga e Ranchinho) Alvarenga e Ranchinho (1940)
  4. Corimbatá (Palmeira e Mário Zan)  Palmeira e Biá (1953)
  5. Desafio Nº 1 (Raul Torres) Raul Torres e Nhá Zefa (78 rpm, 1937)
  6. Ferreirinha (Carreirinho) Zé Carreiro e Carreirinho (1950)
  7. Festança no Rancho Fundo (Serrinha e João Pacífico)  Raul Torres e Serrinha (1939)
  8. Marvada Pinga (Zé Vesencio e Laureano) Mariano e Laureano (1940)
  9. O Bairro do Lambary (Zico Dias e Ferrinho) Zico Dias e Ferrinho (1931)
  10. O Cravo e a Rosa (Zé Mané e Zé Pagão) Zé Mané e Zé Pagão (1940)
  11. O Milagre das Rosas (Padre Ciro Turino) Nenete e Dorinho (1955)
  12. O Violeiro do Luá (A. Fleury e Paraguassu) Paraguassu (1935)
  13. Sereno da Madrugada (Tonico e Tinoco) Tonico e Tinoco (1955)
  14. Seu João Nogueira (Raul Torres e João Pacífico) Raul Torres e Aurora Miranda (1935)
  15. Sodade do Tempo Véio (sorocainha) Mandi e Sorocabinha (1939)
  16. Suspiro (Nhô Pai) Nhô Pai e Nhô Fio (1946)
  17. Tenho Pena (Nhô Nardo e Cunha Júnior) Nhô Nardo e Cunha Júnior (1943)
  18. Xuxu de Yayá (Barreto) Barreto e Barroso (1950)

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Tião Camargo e Orandir – Rancho de Tábua

Rancho de Tábua (Gino e Alexandre) gravada por Mozart e Mozair é uma bela música mas, infelizmente, quase não é tocada nas rádios do Brasil; pelo menos eu nunca escutei, com exceção do Programa Saudade Sertaneja, é claro.