Fotos recolhidas da net

Play Rádio saudade

Web Rádio "Saudade Sertaneja"
Cidade de Bauru, Estado de São Paulo, Brasil
Transmirindo:
Data: ,
Horário de Brasília

Domingos, das 08h00 às 12h00, "SAUDADE SERTANEJA" com Tião Camargo, em cadeia com a CANAL MAIS FM de Bauru

Seguidores

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Biguá e Irmãs Galvão

Irmãs Galvão e Biguá

Foto Sandra Cristina Peripato www.recantocaipira.com.br

O compositor e radialista José Ângelo de Campos, também conhecido como Comendador Biguá nasceu em Paraguaçu Paulista/SP no dia 28 de setembro de 1924 e faleceu em Tupã/SP no dia 29 de julho de 1974.

Tendo iniciado sua carreira na Rádio Propaganda de Paraguaçu (PRP), onde atuou como declamador e apresentador de programa sertanejo, Biguá dedicou-se ao rádio durante a vida inteira.

Mudou-se para a capital paulista em 1947 e, dois anos depois, começou a apresentar o programa "Na Serra da Mantiqueira", na Bandeirantes. Esse programa foi criado pelos Irmãos Mota, que o dirigiam até que o Comendador Biguá assumiu a direção do mesmo e transformou-o num líder de audiência. Foi também nesse programa que Biguá contratou a dupla feminina que se iniciava naquela época: as Irmãs Galvão, que haviam encantado o Comendador Biguá.

Além da Bandeirantes, Biguá também trabalhou nas Rádios Tupi e Cultura também de São Paulo.
Atuação em circo também fez parte da carreira artística de Biguá, que viajou durante cinco anos com o "Circo Oni", da família Stuart.

Em 1954, Zico e Zéca gravaram a toada "Capelinha de Chico Mineiro" (Comendador Biguá e Teddy Vieira) e, no ano seguinte, gravaram o cateretê "Desprezo" (Comendador Biguá e Priminho). E, ainda no mesmo ano de 1955, sua valsa "Amor Passageiro" (Comendador Biguá e Teddy Vieira) foi gravada pela dupla "Souza e Monteiro". Luizinho e Limeira também gravaram uma das mais famosas composições do Comendador Biguá que é "Pé na Tábua" (Ado Benatti, Luizinho e Biguá).

Algumas composições de Comendador Biguá:

- Amarga Saudade (Goiá e Comendador Biguá)
- Amor Passageiro (Comendador Biguá e Teddy Vieira)
- Capelinha de Chico Mineiro (Comendador Biguá e Teddy Vieira)
- Criador de Passarinho (Teddy Vieira e Biguá)
- Desprezo (Comendador Biguá e Priminho)
- Desventura (Zacarias Mourão, Biguá e Zé do Rancho)
- Os Degraus da Fama (Lourival dos Santos e Biguá)
- Pé na Tábua (Ado Benatti, Luizinho e Biguá)
- Pescadô e Canoêro (Benedito Seviero, Biguá e Teddy Vieira)
- Santa Cruz da Serra (Benedito Seviero, Comendador Biguá e Teddy Vieira)
- Saudades do Passado (Biguá e Roque José de Almeida)
- Se Os Animais Falassem (Biguá, Taubaté e Teodomiro)
- Velha Querência (Comendador Biguá e Benedito Seviero)

---------------------------------------

Irmãs Galvão

Dupla formada pelas irmãs Mary Zuil Galvão - Ourinhos, SP-1940, e Marilene Galvão - Palmital, SP-1942.

Já na infância, as duas irmãs iniciaram contato com a música. Marilene aprendeu a tocar viola e violão e Mary, sanfona. Mary começou a cantar aos seis anos e Marilene um ano depois.

Em 1947, incentivadas pelo pai, apresentaram-se em Sapezal, interior de São Paulo, onde moravam. Com o apoio da família, as meninas passaram a se apresentar em programas de auditório na Rádio Marconi, em Paraguaçu Paulista, levantando admirações. Quase dois anos depois passaram a atuar no programa "Pingo de gente", na Rádio Difusora de Assis (SP), com o salário de 20 cruzeiros mensais. Em 1950, foram contratadas pela Rádio Clube Maringá.

Em 1952, foram para São Paulo com os pais, convidadas por Miguel Leuzi, radialista incentivador da música cabocla. O convite introduziu a dupla no programa "Torre de Babel", da Rádio Piratininga. As irmãs começaram no programa a atuar ao lado de artistas já famosos como Nélson Gonçalves e Dolores Duran. No mesmo período também atuaram no programa "Tenda de Salomão", da mesma emissora. Foram então contratadas pela Rádio Nacional de São Paulo e passaram a se apresentar em programas da emissora e associadas, como "Ronda dos bairros" e "Caravana de alegria", transmitidos do Cine Oásis.

Ainda em 1952, estrearam na Rádio Bandeirantes no programa "Serra da Mantiqueira", com o comando de Biguá e Capitão Barduíno. Encontraram os ídolos que costumavam ouvir antes com o pai pela Rádio Record, única emissora da capital que alcançava o interior: Cascatinha e Inhana, Serrinha, Caboclinho e Riellinho e Tonico e Tinoco, já renomados artistas. No mesmo ano foram convidadas a gravar por Biguá, encarregado do setor sertanejo da RCA. Uma das canções escolhidas para o disco foi "Não me abandones", de Zacarias Mourão e Zé do Rancho.

Em 1953, foram para a Rádio Cultura e receberam do animador Osvaldo Soares, do programa "Domingo alegre", o slogan: "Uma sanfona, um violão, duas jovens criativas que formam o duo Irmãs Galvão". Em 1955 gravaram "Rincão guarany" e "Carinha de anjo". Após rápida passagem pela Rádio América, foram contratadas pela Rádio Bandeirantes, lá permanecendo por 10 anos.

Em 1959 gravaram na Chantecler os boleros mambo "Povo", de Valdez e Carlos Américo e "Filhinho teu", de Moreninho e Bom Junior. No mesmo ano alcançaram sucesso com a guarânia "Quero beijar-te as mãos", de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal. Em 1960 gravaram na Philips os boleros "Pressentimento", de Nízio e "Triste abandono", de J. M. Alves e Zacarias Mourão. Na Bandeirantes, as Irmãs Galvão incursionaram em interpretações do repertório da MPB, acompanhadas por Sílvio Mazzuca e sua Orquestra, sem jamais abandonar o gênero sertanejo.

Em 1962 gravaram na RCA, de Nhô Filho o rasqueado "Fim de baile", de Nonô Basílio, o bolero "Grande verdade" e de Jeca Mineiro a cançao rancheira "Sorriso amargo".

Em 1963 gravaram o corrido "Fronteiriça", de Jesus Ramos e Ariovaldo Pires e a guarânia "Pecado loiro", de Biá e Zacarias Mourão.

Em 1973, afastaram-se da vida artística, retornando em 1979 com o LP "Riozinho", com o qual venceram o Festival Nacional de Música Sertaneja. No mesmo ano gravaram "Pinho sofredor", de Ariovaldo Pires e Fêgo Camargo. Abertas às novas tendências da música regional, foram a primeira dupla a gravar lambada, recebendo um disco de ouro com a música "No calor dos teus braços", de Nicério Drumond e Cecílio Nenna, em 1986.

Em 1992, lançaram um novo LP pela Warner, com a produção de Paulo Debétio, em que interpretavam composições de Chico Buarque, Vinícius de Morais, Baden Powell, João Bosco e Raul Seixas, ao lado de José Fortuna, Paulo Debétio e outros compositores sertanejos. Esse disco foi o 51º das Irmãs Galvão, também lançado em CD. Neste disco estão sucessos que marcaram época, como "Meu primeiro amor", "Negue" e "As rosas não falam".

Em 1993, receberam o Prêmio Sharp de Melhor Dupla Sertaneja do Ano. As Irmãs Galvão são a mais antiga dupla sertaneja feminina em atividade no Brasil. Comemorou seus 50 anos de carreira com um show no Parque da Água Branca, em São Paulo, contando com mais de 6 mil pessoas, sendo homenageadas por Tonico e Tinoquinho, Sula Miranda e Cézar e Paulinho, entre outros. Destacam-se em sua longa carreira, discos como "Lembrança", pela Warner, "Olhos de Deus", pela Continental East West, incluindo a moda de viola "Rei do gado", de Teddy Vieira, o bolero "Pedaço de mim", de Elias Muniz, a toada "Cheiro de relva", de José Fortuna e Dino Franco, e o pagode "As três maravilhas", de Moacyr dos Santos e Paraíso, além da faixa "Olhos de Deus", de Fátima Leão. Destacam-se também sucessos como "Coração laçador", de Carlos Puppy, e a guarânia "Pedacinhos", de Carlos Randall.

Nos anos 1990 apresentaram-se diversas vezes em programas como "Viola minha viola", de Inezita Barroso e "Família sertaneja", de Marcelo Costa. Em 1996 gravaram "Pai João", de Tião Carreiro e Zé Carreiro no CD "Saudades de Tião Carreiro", lançado pela Warner. Em 1999 participaram no programa "Viola minha viola", de especial em homenagem ao compositor João Pacífico, de quem gravaram algumas composições.

Em 2002 lançaram pela Chantecler o CD "As Galvão", no qual interpretam, entre outras, "Triste berrante", de Adalto Santos, "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira, "Beijinho doce", de Nhô Pai, "Chalana", de Ma'rio Zan e Arlindo Pinto e "Cabocla Tereza", de João Pacífico e Raul Torres. Por essa época, passaram a adotar o nome artístico de "As Galvão". Sempre apresentando-se em diversos programas de rádio e TV, em 2007, foram convidadas de Inezita Barroso, a participarem da edição do programa "Viola, minha viola", comemorativa do aniversário da cantora/apresentadora. Na ocasião, apresentaram-se com Mário Campanha, que trabalha com elas desde 1981 e interpretaram "Amor e felicidade", de Zacarias Mourão e Goiá e "Manhã de Amor", de José Fortuna e Carlos César. No mesmo ano, apresentaram-se no programa "Terra Nativa", comandado pela dupla Guilherme e Santiago, na TV Bandeirantes. Na ocasião, emocionaram o público interpretando "Cheiro de relva", José Fortuna, "Cabecinha no obro", de P. Borges, "Meu primeiro amor", de José Fortuna e Pinheirinho, entre outras.

21403798Em 2008, lançaram este CD (Faz o Povo Balançar)

Abaixo, a Biografia de As Galvão do site ficial dela

http://www.asgalvao.com.br/biografia.html

Mary e Marilene: estas são As Galvão.
Com mais de 300 músicas gravadas, o duo, que tem como lema uma frase de Albert Einstein "Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo", continua a encantar seu público cativo e a conquistar novos fãs.

Foi na Rádio Club Marconi, de Paraguaçu Paulista (SP), no ano de 1.947, que Mary, nascida em Ourinhos (SP), e Marilene, em Palmital (SP), nasceram artisticamente como Irmãs Galvão. Na época elas tinham sete e cinco anos, respectivamente. Incentivadas pelos pais, Bertholdo e Maria, e por Mário Pavanelli, a estréia foi em um programa comandado por Sidney Caldini. Depois de passarem pelas rádios Difusora de Assis (SP) e Cultura de Maringá (PR), elas sonhavam ir para São Paulo. A oportunidade veio por meio do Dr. Miguel Leuzi, proprietário de uma rede de emissoras, que as recomendou para uma apresentação na Rádio Piratininga de São Paulo.

Lá chegando, foram inscritas em um programa de calouros, "Torre de Babel", sob o comando de Salomão Ésper. Não concorreram ao prêmio, mas cantaram, encantaram e se tornaram profissionais da emissora. A boa repercussão da participação rendeu-lhes uma melhor oferta para cantarem na Rádio Nacional, atual Globo e, em seguida, um contrato pela Rádio Bandeirantes, para os programas "Na Serra da Mantiqueira", apresentado por Comendador Biguá, e "Brasil Caboclo", por Capitão Barduíno.

Agradaram em cheio e foram procuradas e contratadas por Diogo Mulero, o "Palmeira", diretor artístico da RCA Victor. Veio, então, o primeiro 78 rotações da carreira e a agenda, já bem recheada de shows, ficou repleta de compromissos devido ao sucesso que as músicas "Carinha de Anjo" e "Rincão Guarani" faziam nas rádios de todo o Brasil. Além da RCA, ao longo da carreira a dupla passou pelas gravadoras Chantecler, CBS, Phillips, Continental, Warner e, atualmente, a Atração. Circos, estúdios de rádios, teatros, ginásios, clubes, casas de cultura, praças. Por onde passavam deixavam impressos o valor, a dignidade e o respeito com que a música sertaneja pode e deve ser levada ao público, seja ele urbano ou rural. Mary e Marilene sempre se preocuparam com tudo em suas apresentações, principalmente com a maneira de vestir-se. O povo do campo se prepara com o que tem de melhor para ir às festas da cidade, daí o empenho de ambas em vestir suas melhores roupas, em respeito e retribuição ao público de modo geral, que sempre teve e tem para com elas, além de admiração, o maior carinho.

O sucesso dos primeiros programas exclusivamente sertanejos na televisão garantiu uma posição de prestígio a este gênero musical, que passou a ser mais executado do que a chamada "música urbana". E as Irmãs Galvão sempre estavam entre as figuras de proa no "Viola, Minha Viola", "Som Brasil", "Canta Viola", "Especial Sertanejo" e "Musicamp", entre outros.Este fato alavancou a comemoração do Cinqüentenário da Música Sertaneja em um espetáculo realizado no Estádio do Pacaembu, tendo entre seus apresentadores nomes importantes como José Russo, Carlito Martins e Geraldo Meirelles.

Em 1985, o Maestro Mário Campanha começa a produzir os discos da dupla e com ela inaugurar uma fase mais moderna. Assim, em 1985, lançam a lambada "No Calor dos Teus Abraços" e, com este LP, ganham Disco de Ouro, o que as projeta nacional e internacionalmente, com músicas tocadas em Portugal, no Canadá e na Suíça. Outros discos e prêmios vieram, entre os quais Prêmio Sharp, Prêmio Caras de Música e indicação ao Grammy Latino.

Foi nesta fase que sentiram a necessidade de uma mudança e consultando a numerologia feita por Baralites Campanha, adotaram o nome As Galvão, sem deixarem de ser Irmãs. "Beijinho Doce" (originalmente gravada pelas Irmãs Castro, em quem se espelharam no começo da carreira) "No Calor dos Teus Abraços", "Pedacinhos", "Coração Laçador", "Menino Canoeiro" e "Lembrança" são alguns de seus sucessos. "Pecado Louro", "Não Me Abandones" e "Apenas Um Pecado", lançadas pelas Galvão, foram, mais tarde, regravadas por várias duplas. A cada show que faz, o duo sabe da responsabilidade de dar o melhor de si no palco e intui o que o público está querendo ouvir. E é o público, então, quem passa a ser o diretor musical do espetáculo.

Um fato que deixa Mary e Marilene felizes é saber que suas canções já embalaram muitos romances por todo o Brasil. As Galvão não se esquecem jamais de sua história de vida. E Sapezal (SP) faz parte desta história. Foi lá que passaram uma parte da infância e foi de lá que, junto com os pais, seus principais incentivadores, partiram em busca da concretização dos seus sonhos. Depois de um longo caminho feito de dificuldades, lutas e também muita esperança, o sonho de encantar o Brasil com suas belas vozes foi realizado, tanto que o radialista Toni Gomide, carinhosamente, intitulou-as "As Vozes do Século". Um palco, um microfone. É assim que a dupla se sente "em casa" e dá seu melhor recado, contando "causos" e cantando. E tudo de forma simpática, engraçada, comovida, sincera e afetuosa.

Pra vocês: As Galvão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário