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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Serventia das coisas

Em 1945, a cidade de Dracena era apenas um pequeno grupo de casas de madeira às margens de uma estada de rodagem que avançava para o sudeste do nosso estado, onde a nova alta paulista viria a ser  a grande promotora do progresso.

Entre as casas, já existia um pequeno comercio para servir os primeiros moradores e viajantes que demandavam a região ou a caminho de Mato Grosso.

Entre os comerciantes já estabelecidos, um Sr. de origem oriental mantinha ali um incipiente restaurante onde parei  certa manhã para um café.

Eu levava em meu caminhão studebaker 51 dois tourinhos da raça  gir que um fazendeiro daquelas paragens havia comprado aqui Bauru.

Ao entrar no recinto para o meu desjejum,  onde um  rústico balcão de madeira com um quadro de vidro permitia ver em seu interior algumas guloseimas e uma pequena porção de balas.

Na ponta desse balcão um caboclo com características rude apoiava  o costado na parede e levemente arqueado sobre o balcão bebericava uma cachaça que, pelo jeito já não era a primeira, acompanhado por um garoto de mais ou menos uns 4 anos que o puxava pela camisa e mostrava as balas na vitrine do balcão.

Vencido pela insistência do menino, chama o vendeiro e com seu sotaque nordestino pede ao japonês cinqüenta centavos de confeito.

O japonês, que mal falava o português, não entendia que o confeito do baiano era bala e após varias tentativas, o baiano já nervoso, bate no vidro do balcão indicando o monte de balas.

O japonês  muito solicito ,e já com um pouco medo, atende prontamente o freguês, e ao por as balas sobre o balcão diz ao baiano com seu sotaque nipônico.

_sim, esse bara né.

O baiano, impulsionado pelas branquinhas, leva a mão à algibeira e tira umas balas de revolver, bate sobre o balcão e  aos gritos explica: _Isso é bala e isso é confeito.

E por fim, mostra o revolver.

  _e isso é revorve, sabe pra que serve?

Lazaro  Carneiro

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