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segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Saudade Sertaneja (Volume 33)
Foto: http://www.crato.org/chapadadoararipe/2012/02/11/
Por: Sérgio Linhares
Foi com muita emoção que me deparei há alguns meses atrás na Serra de Ubajara com um carro de boi. Eu que tanto sabia sobre ele nunca tinha visto um. Até o carreteiro que o conduzia ficou admirado e emocionado com a minha atenção.
O carro de boi foi nosso principal meio de transporte no período colonial, no Império e até na era da República. Nenhuma região, sítio, fazenda, vila ou cidade do Brasil deve ignorar a existência deste rústico e primitivo meio de transporte, que ajudou a fazer a História do Brasil. Aqui na nossa cidade, o Crato, ele foi fator de desenvolvimento, transportando nossas riquezas. Tenho dentro de mim um toque regional que não abandono nunca e nessas poucas linhas vou tentar viajar ao passado.
O carro de boi era composto por duas rodas feitas de madeira , com um anel de ferro de forma circular, o carro andava na madeira. Era puxado por uma, duas ou mais juntas de bois. O condutor do carro que comandava os bois era chamado de carreiro, que utilizava uma vara fina contendo uma ponta de ferro para ferroar os animais. Usava chapéu de couro, peitoral e um facão. Tinha tanta intimidade com os bois que conversava com eles. Os animais se acostumavam de tal forma com o carreteiro , que muitas vezes um simples chamado dele se dirigiam vagarosamente e ficavam emparelhados. O boi do carro era forte, musculoso e extremamente dócil. Nome de boi é nome de sentimento : faceiro, melindroso, coração, namorado.
Agora o mais impressionante no carro de boi era o som que ele emitia , um som continuo, lamentoso, um gemido sem fim. Diziam que a vida do carro estava na cantiga. Carro de boi que não cantava, não era carro. Até o sabiá ficou enciumado, por ele cantar melhor. Mas o carro de boi não cantava por boniteza, cantava por precisão, porque o canto do carro é a sua alma, é a alma do carreiro, é o jeito que Deus deu para enfeitar a existência dos bois e dos carreiros pelos caminhos do sertão e da vida.
Uma das lendas mais bonitas do Crato, a Lenda da Lagoa Encantada, conta a história de um carro de boi e de um carreteiro que desapareceram numa noite de luar num dos sumidouros de seus brejos. Falam que ainda hoje moradores de lá, ouvem nas madrugadas o gemido do carro e a toada triste do carreteiro. Nos nossos dias, ninguém mais se lembra deles, o carro acabou-se na chuva e no sol e o boi depois de trabalhar a vida toda , morreu num matadouro.
Hoje, ele é apenas uma lembrança do passado de uma geração, que vão acumulando em nossa memória. Aquele carro que vi na Serra Grande, era um pouco diferente dos de outrora, era mudo, não cantava, até as rodas eram de borracha. Me dói em saber que nunca vou ter o prazer de ouvir aquele gemido, aquele choro tão bonito. Pois quem ouviu, ouviu. Quem não ouviu, não ouve mais.
- Adeus Mariazinha (Fausto Vasconcellos) Alvarenga e Ranchinho (1944)
- Amor da Minha Vida (Antonio e Antoninho) Antonio, Antoninho e Darci
- Bandeirante Fernão (Carreirinho, Campos Negreiros e Ado Benatti) Zé Carreiro e Carreirinho (1953)
- Bombardão (Alvarenga e Ranchinho) Alvarenga, Ranchinho e Antenógenes Silva (1951)
- Burro Corisco (Bié e Juquinha) Bié e Juquinha (1956)
- Cobra Grande (Dito Mineiro) Zé Carreiro e Pardinho (1958)
- Cravo e a Rosa (Zé Pagão e Zé Mané) Zé Pagão e Nhô Rosa (1942)
- Dança do Balanceio (Francisco Lacerda e Ricardo Jardim) Zé Pagão e Nhô Rosa (1952)
- Dois Galos (Pedro Esperança Filho e Arlindo Rosa) Zé Carreiro e Pardinho (1959)
- Peão Feliz (Nogueira dos Santos) Barreto e Barroso (1952)
- Retrato do Sertão (Antonio, Antoninho e Tambará) Trio Raízes do Sertão
- Rincão Mineiro (Barreto e Barroso) Barreto e Barroso (1952)
- Roceiro do Brasil (Zé Pagão e Ado Benatti) Zé Pagão e Fostino (1960)
- Serenata Bossa Nova (Ado Benatti e Zé Pagão) Zé do Mato, Saracura e Nhá Serena (1960)
- Solidão (Ferreirinha e Zé Melado) Zé Ferreira e Ferreirinha (1963)
- Vitorioso (Quintino Eliseu e Moacir dos Santos) Zé Ferreira e Ferreirinha (1963)
- Viva São Paulo (Ado Benatti, Campos Negreiros e Zé Carreiro) Zé Carreiro e Carreirinho (1953)
- Vou Prá Roça (Zé Pagão e Jeca Mineiro) Zé Pagão e Fostino (1960)
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Tonico e Tinoco em 78 rpm em ordem cronológica
"Não existe Brasil sem os Irmãos Tonico e Tinoco. Eles representam a essência e o romantismo do homem do campo, o JECA, imortalizado nas canções cheias de saudade, lendas, menções, e, principalmente, sotaque caipira. Acho que a lua, se tivesse o prazer de se enamorar com o Sol, o faria ao som de uma de suas valsas. Ao lado de Cornélio Pires, Raul Torres e Zé Fortuna, eles são a alma do que se pode traduzir por sertanejo... Lá em cima, no céu dos cancioneiros, eles, com certeza, estarão animando algum baile de roça, onde Zé Fortuna dança a Valsa dos Noivos com Nhana, e Cascatinha toca sanfona sob a viola de Cornélio e a voz de Raul Torres. E, se algum Pingo D'água de lá cair sobre a Terra, certamente são as lágrimas de alegria de Deus, que os ouve todos os dias em estado de graça..." Ronaldo Celoto, fã de Catanduva (SP)
As músicas assinaladas com asterisco foram gravadas somente em 78 rpm. Dessas, algumas aparecem em alguns LPs de Tonico e Tinoco, mas não foram regravadas, foram mantidas as gravações originais. São verdadeiras relíquias.
Volume 01
- Em Vez de Me Agradecer (Capitão Furtado, Jaime Martins e Aimoré) (Gra. 11-1944, Lanç. 07.1945)
- Tudo Tem no Sertão (Tonico e Nascim Filho) (1945)
- Porto Esperança (Tonico e Miguel Patetti) (1945) *
- Sertão do Laranjinha (Tonico, Tinoco e Capitão Furtado) (1945)
- Percorrendo Meu Brasil (João Merlini) (1945)
- Cuiabano (Bomfim Pereira e Tinoco) (1945)
- Moreninha (Tonico) (1945) *
- Destino de Caboclo (Ado Benatti e Tonico) (1946)
- Ai Meu Bem (Geraldo Costa e Piraci) com Mário Zan, Piraci e Serrinha (1946)
- Cortando Estradão (Anacleto Rosas Jr.) com Mário Zan, Piraci e Serrinha (1946)
- Chico Mineiro (Tonico e Francisco Ribeiro) com Piraci (1946)
- Peão Vaqueiro (Tonico) (1946) *
- Adeus Morena, Adeus (Piraci e Luiz Alex) (1946)
- A Cruz do Caminho (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) (1947) *
- Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) (1947) Unica gravação completa da música
- Boiadeiro Entrevado (Geraldo Costa e Arlindo Pinto) (1947) *
- Que Lucro Dá (Geraldo Costa e Mário Zan) com Mário Zan e Piraci (1947)
- Você Sabe Onde Eu Moro (Piraci e Geraldo Costa) com Mário Zan, Nhô Pai e Piraci (1947)
- Destinos Iguais (Ariowaldo Pires e Laureano) (1947)
- Vingança do Chico Mineiro (Tonico e Sebastião de Oliveira) (1948)
- Goiana (Tonico e Teddy Vieira) (1948)
Volume 02
- Desprezado (Tonico, Tinoco e Geraldo Costa) (1949)
- Rancho Vazio (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) (1949)
- Besta Ruana (Ado Benatti e Tonico) com Mário Zan (1949)
- Adeus Rio Grande (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) (1949)
- Camisa Preta (Tonico, Tinoco e Sebastião de Oliveira) (1949)
- Morte da Caboclinha (Tonico e Tinoco) (1949)
- Violeiro Casado (Tonico e Teddy Vieira) (1950) *
- Triste Também (Tonico e Francisco Ribeiro) (1950) *
- Canoeiro (Zé Carreiro e Alocin) (1950)
- Festa do Baiano (Tinoco e Sertãozinho (1950)
- Mão Criminosa (Tonico e Ado Benatti) (1950) *
- Adeus Fronteira (Tinoco e Sertãozinho) (1950)
- Aparecida do Norte (Tonico e Anacleto Rosas Jr.) (1950)
- Boiadeiro do Norte (Zulmiro) (1951)
- Castigo (Tonico e Arlindo Pinto) (1951)
- Balancê (Francisco Lacerda e Agnaldo dos Coringas) (1951)
- A Morte do Dr. Laureano (Tonico e Ado Benatti) (1951)
- Cuiabana (Tonico e Ado Benatti) (1951)
- Boi de Carro (Tinoco e Anacleto Rosas Jr.) (1951)
- A Morte do Canoeiro (Anacleto Rosas Jr. e Patativa) (1951)
- Rio Pequeno (Tonico e João Merlini) (1952)
- Cabocla (Tonico e Tinoco) (1952)
Volume 03
Capa do Livrinho de Modas Nº 10
- Flor gaúcha (Priminho) 1952
- Rio Grande (B. Santos) 1952
- Paulista (Tonico e Chiquinho) 1952 *
- Monumento nacional (Tonico e Juca Reis) 1952
- Paraíba (Tonico e Capitão Balduíno) 1952
- Sertaneja (C. Furtado, Tonico e Francisco Lacerda) 1952
- Carta (José Fortuna) 1952
- Casinha branca (Anacleto Rosas Jr Tonico e Tinoco) 1952 *
- Chico Viola morreu (Tonico, Tinoco e J. Maffei) 1953
- Jangadeiro do norte (Tonico e Zé Carreiro) 1953
- Peão de Uberaba (Tonico e Rielinho) 1953
- Pé de ipê (Tonico) 1953
- Canto pra não chorar (Tonico e Tinoco) 1953*
- Adeus campina da serra (R. Torres e Cornélio Pires) 1953
- O crime de não sabê lê (Tonico, Tinoco e Zé da Luz) 1953*
- Penacho (Tonico e Isaltino G. Paula) 1953
- Desengano (Mariano, Sargento Jayme e Tonico) 1953*
- Dois corações (Tonico e Teddy Vieira) 1953
- História de minha vida (Paiozinho e S. M. Biscardi) 1953
- Mãe, sempre mãe (Tonico e Cotoco) 1953
- 25 de Janeiro (Tonico e Ado Benatti) 1953
- Vem depressa (Tonico e Tinoco) 1953
Volume 04
- Alembrando de Você (Tonico, Tinoco e Teddy Vieira) (1953)
- Lar Feliz (Francisco Ávila) (1953)
- Garimpo (Piraci, Galício Nascimento e Tonico) (1954)
- Violão de Luto (Anacleto Rosas Júnior e Arlindo Pinto) (1954) *
- Irradiação (Tonico e Chiquinho) (1954)
- Filho de Carpinteiro (Tonico e Zé Paioça) (1954)
- Palhaço (Tonico e Garrafinha) (1954)
- Fim do Baile (Tonico e Zé Paioça) (1955)
- Recado (Anacleto Rosas Jr. e Arlindo Pinto) (1954)
- Sonho (Tonico e Paiozinho) (1954)
- Mágoa do Cantadô (Irmãos Mota) (1954)*
- Meu Recado (Paiozinho e Tinoco) (1954)
- Milagre do Amor (Tonico e Alberto M. Alves) (1954)
- Adeus Bela (Tonico e Tinoco) (1955) *
- Eu e a Lua (Tonico e Tinoco) (1955)
- Sereno da Madrugada (Tonico e Tinoco) (1955)
- Padre Lima (Tonico e Zé Paioça) (1955)
- Três Fitas (Tonico e Ado Benatti) (1955) *
- Geada ''Cinzas da Geada'' (Tonico e Tinoco) (1955) *
- Facão de Penacho (Piraci e Lourival dos Santos) (1955) *
- Maldita Cachaça (Tonico e Ana Maria) (1956)
- Aniversário de Casamento (Tonico e Nhô Crespim) (1956)*
Volume 05
Neste álbum aparece a segunda gravação da música “Tristeza do Jeca” feita por Tonico e Tinoco em 78 rpm; a primeira foi em 1947. Depois disso, eles gravaram mais 7 vezes a mesma música, sendo que a primeira em LP foi em 1958 e a última em 1994, no último disco da dupla.
Aqui também temos duas músicas com o mesmo título “Minas Gerais”, mas trata-se de músicas diferentes. Ainda temos outra com o nome de “Minas Gerais” de Tonico e Joel Bandeira, gravada em LP em 1968.
- Ingratidão (Mário Vieira) 1955 - Com Aracy de Almeida *
- Tô Chegando Agora (Mário Vieira e Juracy Rago) 1955 - Com Aracy de Almeida *
- Nóis e o Destino (Tinoco e Zé Paioça) 1956 *
- Bico de Pena (Tonico e José Fortuna) 1956
- A Marca da Ferradura (Lourival dos Santos e Riachão) 1956
- Minas Gerais (Tinoco e Dois Coringas) 1956
- Amor de Artista (Tonico e Tinoco) 1956
- Velhas Cartas (Tonico, Tinoco e Zé Paioça) 1956
- Meu Canário (Tonico e Anízio Teodoro) 1956 *
- As Duas Mães (Tonico e Tinoco) 1956
- Papai Noel Chorou (Mujica e Zé Paioça) 1957
- Último Roubo (Tonico e Capitão Furtado) 1957
- Festa da Despedida ''Despedida de Solteiro'' (Tonico, Tinoco e B. Santos) 1957
- Minas Gerais (Raul Torres e João Pacífico) 1957
- Livro da Vida ''Nossa Vida'' (Tonico e Raul Torres) 1957 *
- Querer Bem (Motinha) 1957
- Milagrosa Nossa Senhora (Pirassununga, Tonico e Tinoco) 1957
- Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) 1957
- Exemplo de Fé (Tonico e Anacleto Rosas Jr.) 1957
- Justiça Divina (Tonico e Dirceu Ribeiro) 1957 *
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Casinha onde Nasceu Tinoco em 1920
A mesma casinha trasportada para o pátio da Câmara Municipal de Pratânia onde está instalado o Museu Tonico e Tinoco
- Saudade de Matão (R. Torres, J. Galatti e A. Silva) 1958
- Saudade de Ouro Preto (Antenógenes Silva e Alvarenga) 1958
- Princesa (Tonico e Pedro Capeche) 1958
- Cana Verde (Tonico e Tinoco) 1958
- Esquadrão Brasileiro (Tonico, Tinoco e Pedro Capeche) 1958
- Amor Desprezado (Tonico e Zé Tapera) 1958
- Pé da Letra (Tonico, Tinoco e Augusto Autran) 1958
- Padecimento (Tonico e Tinoco) 1958
- Gaúcho ou ''Rei do Laço'' (Tonico e Tinoco) 1959
- Recordando (Duo Guaraçaí e Tonico) 1959
- Noite de São João (Tinoco e Rielinho) 1959
- Dois Morenos (Nhô Celestino) 1959
- Rei do Gado (Teddy Vieira) 1959
- Tempo de Amor (Tonico e Milton José) 1959
- Recordação de Gaúcho (Tonico e Dito Mineiro) 1959
- Tirana (Sulino, Teddy Vieira e Piraci) 1959
- Curitibana (Perigoso e Tonico) 1960
- Chora Morena (Tonico e Jayme Janeiro) 1960
- O Gondoleiro do Amor (Fábregas e Castro Alves) 1960
- Triste Despedida (Tonico, Tinoco e Anacleto Rosas Jr.) 1960
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Volume 07
- Desprezo (Juquinha e Bié) (1960)
- Me Leva (Priminho e Elpídio dos Santos) (1960)
- Velho Pai (Chiquinho e Zé Tapera) (1960)
- Antiga Viola (Tonico e Tinoco) (1960)
- Moreninha (Tonico e Tinoco) (1960)
- Cabelo de Trança (Tonico, Tinoco e Zé Paioça) (1960)
- Triste Natal (Nhô Mário, Tonico e Itamy) (1960)
- Canta Moçada (Tonico, Nhô Fio e Nonô Basílio) (1960)
- Moreninha Linda (Tonico, Priminho e Maninho) (1960)
- Boiada (Zé Paioça) (1960)
- Lá No Sertão (Tonico e Nhô Crispim) (1960)
- Carro de Boi (Tonico) (1960)
- Caboclo (Capitão Balduíno e Anacleto Rosas Jr.) (1961)
- Marrueiro ''Rancho do Marrueiro'' (Tonico e Nassib Casseb) (1961)
- Paraguaia (Pedro Bento e Zé da Estrada) (1961)
- Destinos Iguais (Ariowaldo Pires e Laureano) (1961)
- Amei (Tonico e Tinoco) (1961)
- Meu Sertão (Tonico e José Lopes) (1961)
- Prece a São João (Tonico e João Borges) (1961)
- Mãezinha Querida (Tonico, Mário Albanese e Zacarias Mourão) (1961)
Volume 08
- Triste Coração (Tuta e Tonico) 1961
- Sofrer Sozinho (Mário Albanese) 1961
- Sertão do Laranjinha (Capitão Furtado, Tonico e Tinoco) 1962
- Besta Ruana (Ado Benatti e Tonico) 1962
- Finado (Teddy Vieira, Tonico e Benedito Seviero) 1962
- Chofer de Caminhão (Tonico e Ado Benatti) 1962
- Mourão da Porteira (Raul Torres e João Pacífico) 1962
- Bandeira Paulista (Tonico, Dadá e José Russo) 1962
- Velho Carreiro (Tinoco e Zé Paioça) 1962
- Paranaense (Tonico) 1962
- Saudade (Tuta e Chiquinho) 1963
- Ferreirinha (Carreirinho) 1963
- Miss Universo (Brioso e Tonico) 1963
- Arrasta-pé na Tuia (Tonico e Tinoco) 1963
- Baianinha (Tonico e Tinoco) 1963
- Lágrimas do Céu (Tonico, Tinoco e Palmeira) 1963 *
- Moda da Vida (Mandy) 1964
- Querência da Serra (Zé Paioça) 1964
- Carta de Caboclo (Tonico e Nhô Zé) 1964
- A Saudade Vai (Tonico e Tinoco) 1964
obs.: CD = compactor duplo, CS = compacto simples, LP = Longplaying
Com este álbum, concluímos a postagem das gravações em 78 rpm de Tonico e Tinoco.
Para que pudéssemos realizar este trabalho, consultamos algumas fonte as quais estão citadas abaixo. Também verificamos as datas em nosso acervo e concluímos que existem algumas divergências. Gostaríamos que nossos colaboradores e visitantes do blog nos enviassem qualquer outra diferença que possam ter notados.
A dupla Tonico e Tinoco gravaou 84 discos em 78 rpm, o primeiro foi lançado em 1945 com apenas uma música “Em Vez de Me Agardecê”, por isso o motivo de 167 e não 168 que seria possível com os discos lançados.
As faixas 09, 10, 11 e 12, embora apareçam no disco com sendo Tonico e Tinoco, foram gravadas por Tinoco e Chiquinho (Francisco Perez, irmão da dupla) por ocasião da enfermidade do Tonico.
Mesmo após o aparecimento das gravações em 33 rpm, os artistas sertanejos, principalmente, continuaram a gravar em 78 rpm, pois os toca-discos de 33 rpm eram raros e caros e poucas pessoas podiam possuí-los. Foi extamente assim que aconteceu quando surgiu o toca-cd no final dos anos 80.
Por este motivo a música Besta Ruana que já havia sido gravada em 1949, foi regravada em 1960 LP. Esta mesma gravação de 1960 foi lançada em 1962 em 78 rpm e em 1968 e 1992 em LP.
Velho Carreiro já havia sido gravda por Tonico e Tinoco em 1961 em LP, depois regravada por Tinoco e Chiquinho em 1962 em 78 rpm.
Da mesma forma foi com a música a “Saudade Vai” gravada em 1961 em LP, em 1964 em 78 rpm e, no mesmo ano, a gravação do LP foi lançada em Compacto Simples e Compacto Duplo; em 1971 em Lp novamente. Esta música “A Saudade Vai”, foi a última gravação de Tonico e Tinoco em 78 rpm.
Fontes:
http://www.ntelecom.com.br/users/pcastro2/apresent.htm
http://www.smartsite.com.br/sys_client/83/647.aspx
http://www.memoriamusical.com.br/
http://www.recantocaipira.com.br
http://www.boamusicaricardinho.com/index_int_8_tonicoetinoco.html
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Meu Sitiozinho – Eli Silva e Zé Goiano
Achei esse video no youtube postado no Canal de Edson Modenutti. Até que ficou um trabalho interessante, mas poderia ser melhor não tivessem esquecido dos compositores e errado o nome da música. Trata-se da música “Meu Sitiozinho” e não da música “Meu Pequeno Território” também letra minha e melodia do Zé Goiano. O Tema é o mesmo da música “Meu Pequeno Território”, mas outras palavras. Foi gravada por Eli Silva e Zé em 2001 num LP só de modas de viola.