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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pedro Bento e Zé da Estrada - Sucessos

Pedro Bento e Zé da Estrada

  • José Antunes Leal, o Pedro Bento - Porto Feliz, SP-1934
  • Valdomiro de Oliveira, o Zé da Estrada - Botucatu, SP-1929

Pedro Bento começou a cantar cururus aos sete anos de idade. Fez sua formação musical ao lado de nomes como Sebastião Roque, Pedro Chiquito, Luís Bueno, João David e Zico Moreira. Atuou no Trio Paulistano e formou a dupla Matinho e Matão, apresentando-se na Rádio Club de de Santo André. Cantou também no programa de Nhô Zé na Rádio Nacional. Abandonou o interior aos 13 anos rumo à São Paulo.

Zé da Estrada foi retireiro e agricultor. Vem de uma família de cantadores. Consta que seu bisavô teria cantado com d. Pedro II e recebido de presente do Imperador uma viola de madrepérola, com a qual fez questão de ser enterrado. Foi caminhoneiro e daí resulta o seu nome artístico. Antes de formar dupla com Pedro Bento, atuou no trio Os Fazendeiros, juntamente com Paiozinho e com o acordeonista Pirigoso. O trio atuou com sucesso nas rádios Nacional e Cultura.

Em 1954, Pedro Bento e Zé da Estrada se encontraram no programa de rádio de Chico Carretel e formaram uma dupla. Passaram a atuar em circos. Foram cantar na Rádio Cultura e fizeram campanhas políticas.

Em 1959, gravaram o primeiro disco pela Continental, interpretendo a folia-de-reis "Santo reis", de Pedro Bento e Paulo Vitor e o tango "Teu romance", de Pedro Bento, Zé da Estrada e Braz Hernandez. No mesmo ano gravaram mais um disco onde se destacava um dos maiores sucessos da dupla, o valseado "Seresteiro da lua", de Pedro Bento, Zé da Estrada e Cafezinho.

Em dezembro de 1959, gravaram com o acordeonista Coqueirinho um disco por um selo sertanejo, com destaque para a guarânia "Quero te beijar", de Nízio e Pedro Bento.

Em 1960 gravaram na Sertanejo o bolero "Aventureira", Pedro Bento, Zé da Estrada e Douradense e a canção rancheira "Culpada", de Nízio e Emílio Gonzales. A partir de 1961, passaram a formar com Célio Cassiano Chagas, o trio Pedro Bento, Zé da Estrada e Celinho. Passaram a fazer apresentação na Rádio Bandeirantes.

No mesmo ano gravaram na Sertanejo o cururu "Mulher do feiticeiro", de Priminho e Roque José de Almeida e a toada "Falso amor", de Eurides Reis e Pedro Bento. Em seguida são contratados para trabalhar na Rádio Tupi, também em São Paulo. Além das composições próprias, gravaram diversos sucessos de outros compositores, tais como "O rio", de Almirante, "O sonho do matuto" de Capitão Furtado e Laureano, "Mourão da porteira", de Raul Torres e João Pacífico, e "Sinhá Maria", de René Bittencourt. Em 1962 gravaram na Chantecler a toada "Zé Claudino", de Carreirinho e Zé da Estrada e o valseado "Vai embora", de Pedro Bento e Cachoeirinho.

A partir de 1963, o trio passou a se vestir com trajes típicos dos rancheiros mexicanos, adotando aquele estilo de música. Passaram a ser acompanhados pelo trompetista Ramón Pérez. Esta fase duraria até 1973. Ainda em 1963 gravaram a moda de viola "Boiadeiro punho de aço", de Teddy Vieira e Pereira, um clássico sertanejo, e o lundu "Fim do malandro", de Zé da Estrada e Zé Goiás.

Em 1974, são contratados pela Rádio Record onde ficaram até 1981. Em 1978, trabalharam no filme de Valdir Kopezky "Os três boiadeiros". Gravaram mais de 80 discos e diversos CDs. Por 18 anos consecutivos tem sido atração nos espetáculos da Festa de Barretos, a maior festa de rodeios do país.

Em 1999 lançaram pela gravadora Atração, o CD "Voa Paloma, voa", onde estão presentes principalmente canções românticas, sem deixar de lado a mistura de rítmos, flamenco, canção rancheira, bolero, mambo, fox e guarânia, que sempre foi a marca da dupla.

Em julho de 2007, a dupla compôs o quadro de convidados de honra, juntamente com Inezita Barroso, Pena Branca e Liu e Léu, na "Semana Nenete de Música Sertaneja", evento que ocorre desde 1995, na cidade de Pirassununga, no interior paulista, em preservação e memória da cultura raiz. No mesmo ano, foram atração na composição da edição especial do programa "Viola, minha viola", comandado por Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo, em homenagem aos 100 anos de Raul Torres. Na ocasião, interpretaram "Sinhá Maria" e "Moda da Mula preta", de Raul Torres e João Pacícfico.

FONTE: Dicionário Cravo Albin

  1. Boneca Cobiçada (Bolinha e Biá) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  2. Dois Corações (Pedro Bento e Pereré) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  3. Mágoa de Boiadeiro (Nonô Basílio e Índio Vago) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  4. Copo na Mesa (Goiá e Zacarias Mourão) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  5. A Lua é Testemunha (Samuel Lozano, Vs. Inhana e Goiá) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  6. A Fotografia (Cardosinho e Zé da Estrada) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  7. Para Que Me Serve Esta Vida (J. Monge, Versão de Miguel Glacial) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  8. Tormento de Uma Mulher (Wilson Palma Rocha e Jerônimo Gomes) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  9. Último Adeus (José Fortuna e Fernandes) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  10. Recordação (Goiá e Nenete) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  11. Ladrão de Beijos (Nelson Gomes e Pedro Bento) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  12. O Grande Dia (Pepe Ávila) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  13. Não Me Pergunte Nada (Mário Vieira) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  14. Rainha do Salão (Luiz de Castro e Pedro Bento) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  15. Velho Sozinho (Roberto Stanganelli e Hélio Cavenaghi) - Pedro Bento e Zé da Estrada
  16. Esqueça Coração (Roberto Stanganelli e Roberto Nunes) - Pedro Bento e Zé da Estrada
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CREDITO: Lolo de Arealva

Um comentário:

  1. Hoje conto com meio seculo de vida! Nossa, bastante tempo de estrada rssss. Obrigada por vc me trazer de volta as lembranças de minha infancia, com minha mãe ouvindo musicas sertanejas de verdade. A verdadeira raiz da musica caipira. Cresci ouvindo essas maravilas expressadas por vozes fantasticas.
    Muito Obrigada mesmo.

    abraços Fraternos

    Cleusa klein

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